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Transplante de rins: saiba como funciona e quais os riscos

O transplante de rins tem como objetivo restaurar a função renal por meio da substituição de um rim doente por outro saudável, proveniente de um doador saudável e compatível.

Geralmente, o transplante de rins é utilizado como tratamento de insuficiência renal crônica ou no caso de pacientes que façam várias sessões de hemodiálise por semana. O transplante normalmente dura entre 4 e 6 horas e não é muito indicado para as pessoas que possuem lesão em outros órgãos, como cirrose, câncer ou problemas cardíacos, pois pode aumentar os riscos do procedimento cirúrgico.

Transplante de rins: saiba como funciona e quais os riscos

Como é feito o transplante

O transplante renal é indicado pelo nefrologista em casos de múltiplas hemodiálise por semana ou, mais frequentemente, doença renal crônica avançada após a análise da função renal por meio de exames laboratoriais. O rim transplantado pode ser de um doador vivo, sem qualquer doença, podendo ser relacionado ou não com o paciente, ou de um doador já falecido, nesse caso a doação só poderá ser realizada após confirmação de morte encefálica e autorização da família.

O rim do doador é retirado juntamente com uma porção da artéria, veia e ureter, por meio de uma pequena incisão no abdômen. Dessa forma, o rim transplantado é colocado no receptor, as porções da veia e artéria são ligadas às veias e artérias do receptor e o ureter transplantado é ligado à bexiga o paciente. O rim não funcional da pessoa transplantada normalmente não é tirado, pois sua pouca função é útil quando o rim transplantando ainda não é completamente funcional. O rim doente só é retirado caso esteja causando infecção, por exemplo.

O transplante de rim é realizado de acordo com as condições de saúde do paciente, não sendo muito indicado em pessoas que possuem doenças cardíacas, do fígado ou infecciosas, por exemplo, pois pode aumentar os riscos do procedimento cirúrgico.

Compatibilidade do transplante de rins

Antes de ser realizado o transplante, devem ser feitos exames de sangue com o objetivo de verificar a compatibilidade dos rins para, assim, diminuir as chances de rejeição do órgão. Dessa forma, os doadores podem ser ou não relacionados com o paciente que será transplantado, desde que haja compatibilidade.

Como é o pós-operatório

A recuperação após o transplante de rim é simples e dura cerca de três meses, devendo a pessoa ficar internada durante uma semana para que possam ser observados de perto possíveis sinais de reação ao processo cirúrgico e o tratamento possa ser feito imediatamente. Além disso, durante os três meses é indicado não realizar atividades físicas e realizar exames semanais durante o primeiro mês, espaçando para duas consultas mensais até o 3º mês devido ao risco de rejeição do órgão pelo organismo.

Normalmente é indicado após a cirurgia o uso de antibióticos, para evitar possíveis infecções, e medicamentos imunossupressores, para evitar que haja rejeição ao órgão. Esses medicamentos devem ser utilizados de acordo com a orientação médica.

Possíveis riscos e complicações

Algumas complicações do transplante de rins podem ser:

  • Rejeição do órgão transplantado;
  • Infecções generalizadas;
  • Trombose ou linfocele;
  • Fístula ou obstrução urinária.

Para evitar as complicações graves, o paciente deve estar atento a sinais de alerta que incluem febre superior a 38ºC, ardência ao urinar, aumento de peso em pouco tempo, tosse frequente, diarreia, dificuldade para respirar ou inchaço, calor e vermelhidão no local da ferida. Além disso é fundamental evitar o contacto com pessoas doentes e locais poluídos e fazer uma alimentação correta e adaptada. Saiba como é feita a alimentação após transplante de rins. 

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