Testosterona total e livre: o que é, para que serve e resultados

Revisão clínica: Marcela Lemos
Biomédica
dezembro 2021

A testosterona é um hormônio presente tanto em homens quanto em mulheres, em menor quantidade, podendo estar circulante no organismo ligado a proteínas, como a albumina ou globulina, ou livres para desempenhar sua função no organismo. Assim, a testosterona pode ser classificada em:

  • Testosterona total, que é a quantidade total de testosterona produzida no organismo e que está circulantes associado a proteínas;
  • Testosterona livre, que corresponde a 2 a 3% da testosterona total e não está ligada a proteínas, sendo absorvida e exercendo sua atividade no organismo.

A dosagem de testosterona pode ser indicada quando a pessoa apresenta sinais e sintomas que possam indicar maiores ou menores quantidades desse hormônio circulante, sendo importante que o médico avalie os resultados levando em consideração o estado geral de saúde da pessoa e o resultado de outros exames solicitados. Conheça mais sobre a testosterona.

Para que serve

O exame de testosterona livre e total serve para avaliar os níveis de testosterona tanto em homens quanto em mulheres, sendo útil para investigar as causas de disfunção erétil, diminuição da libido e alterações no ciclo menstrual, por exemplo. Assim, algumas situações em que a dosagem de testosterona livre e total podem ser indicadas são:

  • Diminuição da libido;
  • Dificuldade para engravidar;
  • Disfunção erétil;
  • Suspeita de alterações nas glândulas suprarrenal ou pituitária;
  • Alterações no ciclo menstrual;
  • Investigação da Síndrome do Ovário Policístico;
  • Investigação de tumor no ovário ou alterações no testículo;
  • Diagnóstico de puberdade precoce ou tardia.

Apesar do exame de testosterona total e livre ser indicado em diversas situações, essa dosagem é normalmente solicitada junto com a realização de outros exames, incluindo hemograma e dosagem de outros hormônios, pois assim é possível realizar um diagnóstico mais preciso e, assim, ser iniciado o tratamento mais adequado.

Valor de referência testosterona total e livre

Os valores de referência podem variar de acordo com o laboratório em que o exame é realizado, uma vez que diferentes metodologias podem ser aplicadas, assim como pode variar de acordo com a idade. De forma geral, os valores normais de testosterona total no sangue são:

  • Homens entre 22 e 49 anos: 241 - 827 ng/dL;
  • Homens com mais de 50 anos: 86,49 - 788,22 ng/dL;
  • Mulheres entre 16 e 21 anos: 17,55 - 50,41 ng/dL;
  • Mulheres com mais de 21 anos: 12,09 - 59,46 ng/dL;
  • Mulheres na menopausa: até 48,93 ng/dL.

Em relação aos valores de referência da testosterona livre no sangue, além de variar de acordo com o laboratório e idade, variam conforme e fase do ciclo menstrual, no caso nas mulheres:

HomensValor de referência (em ng/dL)
Até 17 anosValor de referência não estabelecido
Entre 17 e 40 anos3 a 25
Entre 41 e 60 anos2,7 a 18
Acima de 60 anos1,9 a 19
MulheresValor de referência (em ng/dL)
Fase folicular do ciclo menstrual0,2 a 1,7
Meio do ciclo0,3 a 2,3
Fase lútea0,17 a 1,9
Pós menopausa0,2 a 2,06

O que significa o resultado

O resultado do exame de testosterona livre e total devem ser analisados em conjunto pelo médico, sendo importante levar em consideração no momento da análise a idade da pessoa, a fase do ciclo menstrual, no caso das mulheres, a prática de atividade física e presença de alguma doença crônica.

Testosterona total e livre baixas

A testosterona pode estar diminuída em caso de hipogonadismo, retirada dos testículos, síndrome de Klinefelter, uremia, hemodiálise, insuficiência hepática, consumo exagerado de álcool por homens e uso de remédios como digoxina, espironolactona e acarbose.

Além disso, lesões nos testículos devido a traumas, infecção ou abuso de álcool, por exemplo, ou puberdade tardia podem também promover a diminuição dos níveis de testosterona.

Testosterona total e livre altas

A testosterona pode estar aumentada em caso de puberdade precoce, hiperplasia adrenal, doença trofoblástica durante a gravidez, câncer de ovário, cirrose, hipertireoidismo, uso de remédios para convulsão, barbitúricos, estrogênios ou uso da pílula anticoncepcional. 

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Atualizado e revisto clinicamente por Marcela Lemos - Biomédica, em dezembro de 2021.
Revisão clínica:
Marcela Lemos
Biomédica
Mestre em Microbiologia Aplicada, com habilitação em Análises Clínicas e formada pela UFPE em 2017 com registro profissional no CRBM/ PE 08598.