Gonorreia masculina: sintomas, tratamento e cura

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
julho 2022

A gonorreia masculina é uma infecção sexualmente transmitida causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que é transmitida principalmente pela relação sexual desprotegida.

O primeiro sinal indicativo de gonorreia é a inflamação na uretra, que leva ao surgimento de corrimento de cor clara que com o tempo torna-se mais escuro, além de também poder haver sensação de dor e ardor ao urinar.

É importante que na presença de sinais e sintomas indicativos de gonorreia masculina, o homem vá ao urologista para que seja confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado, que envolve o uso de antibióticos, prevenindo, assim, o desenvolvimento de complicações, como a infertilidade.

Sintomas de gonorreia masculina

Os principais sintomas que podem ser indicativos de gonorreia masculina são:

  • Dor e ardor ao urinar;
  • Febre baixa;
  • Inflamação da uretra;
  • Secreção branca-amarelada, semelhante à pus, que sai pela uretra;
  • Vontade frequente para urinar;
  • Inflamação no ânus, no caso de ter havido relação anal desprotegida;
  • Dor de garganta, no caso de ter havido relação sexual oral.

De forma geral, os sintomas de gonorreia masculina costumam aparecer 2 a 10 dias após o contato com a bactéria responsável pela infecção.

É importante que homem fique atento ao aparecimento desses sintomas, pois assim é possível que seja iniciado o tratamento adequado e a transmissão da bactéria para outra pessoa possa ser evitado.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da gonorreia é feito pelo urologista de acordo com os sinais e sintomas apresentados pelo homem e pela realização da análise da secreção liberada pela uretra. Essa secreção é enviada para o laboratório para que seja processada e sejam feitos os testes de identificação da bactéria. Entenda como é feita a identificação da gonorreia.

Como é feito o tratamento

O tratamento para gonorreia masculina deve ser indicado pelo urologista, sendo normalmente recomendado o uso de antibióticos, que devem ser usados de acordo com a orientação, mesmo que não existam mais sintomas. Além disso, é importante que o tratamento também seja realizado pela (o) parceira (o), pois assim é possível evitar novamente o contágio. Saiba mais sobre o tratamento da gonorreia.

Uma forma de complementar o tratamento com antibióticos é fazer uso de alguns remédios caseiros que possuem propriedades antimicrobianas e ajudam a aliviar os sintomas, sendo importante que seja recomendado pelo médico. Conheça algumas opções de remédio caseiro para gonorreia.

Gonorreia masculina tem cura?

A gonorreia tem cura desde que o tratamento com antibióticos seja feito de acordo com a orientação do médico. É importante que o tratamento seja feito até o fim, mesmo que já não existam sinais e sintomas aparentes, pois assim é possível garantir a eliminação da bactéria, evitar a resistência desse agente infeccioso e prevenir o desenvolvimento de complicações, como a infertilidade.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em julho de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • MORGAN, Mackenzie K.; DECKER, Catherine F. Gonorrhea. Disease-a-Month. Vol.62(8). 260-268, 2016
  • PAPADAKIS, Maxine A.; MCPHEE, Stephen J.; RABOW, Michael W. Current Medical Diagnosis & Treatment 2019. 58th. NEW YORK: McGraw-Hill Education, 2019.
Mostrar bibliografia completa
  • BOSTON PUBLIC HEALTH COMMISSION. Gonorreia. 2018. Disponível em: <https://bphc.org/whatwedo/infectious-diseases/Infectious-Diseases-A-to-Z/Documents/Fact%20Sheet%20Languages/Gonorrhea/Portuguese.pdf>. Acesso em 17 mar 2020
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Gonorreia. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/986/gonorreia>. Acesso em 17 mar 2020
  • BARER, Michael R et al. Medical Microbiology: A guide to microbial infections - pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 264-266.
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.