Como curar a gonorreia

setembro 2022

A cura da gonorreia pode acontecer quando o casal realiza o tratamento completo conforme a recomendação do ginecologista ou do urologista, o que normalmente envolve o uso de antibióticos. É importante que o antibiótico seja utilizado conforme a orientação médica e pelo tempo estabelecido, mesmo que não existam mais sintomas, porque assim é possível garantir a eliminação da bactéria e diminuir o risco de reinfecção.

Apesar de ser possível alcançar a cura, ela não é definitiva, ou seja, se uma pessoa for novamente exposta à bactéria, pode desenvolver novamente a infecção. Por isso, é importante usar preservativo em todas as relações sexuais para evitar não só a gonorreia, mas também outras infecções sexualmente transmissíveis.

A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que atinge o sistema urogenital e que normalmente não causa sintomas, sendo identificada apenas durante exames de rotina. Conheça mais sobre a gonorreia.

Como curar a gonorreia

Para curar a gonorreia é importante que a pessoa siga o tratamento recomendado pelo médico, que envolve o uso de antibióticos como:

  • Azitromicina;
  • Ceftriaxona;
  • Ciprofloxacino.

É importante que o tratamento seja feito pelo casal, mesmo que não sejam identificados sintomas, isso porque mesmo que a infecção seja assintomática, há risco de transmissão. Além disso, o tratamento deve ser realizado pelo período indicado pelo ginecologista ou urologista para garantir a eliminação da bactéria e evitar a resistência ao antibiótico.

Durante o tratamento é recomendado não ter relação, nem mesmo com preservativo. Se os parceiros forem novamente expostos à bactéria, é possível desenvolver novamente a doença e, por isso, recomenda-se o uso de preservativo em todas as relações. Entenda como deve ser feito o tratamento para gonorreia.

Tratamento para supergonorreia

A cura da supergonorreia é mais difícil de ser alcançada justamente pela resistência da bactéria aos antibióticos existentes e normalmente utilizados no tratamento. Por isso, quando é indicado no antibiograma que a Neisseria gonorrhoeae associada à infecção é resistente, o tratamento indicado pelo médico é na maioria das vezes mais longo e é necessário que a pessoa realize exames periodicamente para verificar se o tratamento está sendo eficaz ou se a bactéria desenvolveu novas resistências.

Além disso, devido ao fato da bactéria ser resistente, a monitorização é importante para evitar que a bactéria espalhe-se pelo organismo e resulte em complicações, como esterilidade, doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica, meningite, alterações ósseas e cardíacas e sepse, o que pode colocar a vida da pessoa em risco. Veja mais sobre a supergonorreia.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em setembro de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em janeiro de 2020.

Bibliografia

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Mostrar bibliografia completa
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  • BARER, Michael R et al. Medical Microbiology: A guide to microbial infections - pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 264-266.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Gonorreia. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/986/gonorreia>. Acesso em 07 jan 2020
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.