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O que é a Síndrome neuroléptica maligna, principais sintomas e como tratar

Dezembro 2019

A síndrome neuroléptica maligna é uma reação grave ao uso de remédios neurolépticos, como haloperidol, olanzapina ou clorpromazina e antieméticos, como a metoclopramida, domperidona ou prometazina, por exemplo, que podem levar ao bloqueio da dopamina. Embora seja rara, esta síndrome pode colocar a vida em risco se o tratamento não for iniciado rapidamente e, por isso, é necessário estar atento a possíveis sintomas que surgem após o uso deste tipo de medicamentos.

Assim, quando surgem sinais como febre acima de 39º C, dificuldade para mover os membros ou agitação extrema, após o uso deste tipo de medicamentos, é recomendado ir rapidamente ao hospital, para avaliar o problema, confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.

O que é a Síndrome neuroléptica maligna, principais sintomas e como tratar

Principais sintomas

Os sintomas mais comuns da síndrome neuroléptica maligna incluem:

  • Febre alta, acima de 39ºC;
  • Sensação de falta de ar;
  • Rigidez muscular;
  • Batimentos cardíacos irregulares e rápidos;
  • Dificuldade para movimentar os braços e pernas;
  • Alterações mentais, como confusão, agitação ou desmaio;
  • Aumento da transpiração;
  • Rigidez muscular, acompanhada de tremores;
  • Incontinência dos esfincteres;
  • Alterações bruscas da pressão arterial.

Estes sintomas podem surgir em qualquer pessoa que faça tratamento com remédios neurolépticos, mas é mais frequente de acontecer durante as primeiras duas semanas de tratamento.

No hospital, além de avaliar os sintomas, o médico pode ainda pedir alguns exames, como exames de sangue e/ou exames da função renal e hepática, para conseguir chegar mais facilmente no diagnóstico.

Quem tem maior risco

Embora não seja possível prever quem pode sofrer com a síndrome neuroléptica maligna, é conhecido que pessoas que normalmente apresentam agitação ou que tomam doses muito elevadas de remédios neurolépticos, têm maiores chances de desenvolver a síndrome.

Como é feito o tratamento

O tratamento normalmente é feito em internamento no hospital para avaliar a evolução dos sintomas e administrar remédios diretamente na veia. As formas mais comuns de tratamento incluem:

  • Suspensão do medicamento que deu origem à síndrome;
  • Uso de carvão ativado: ajuda a reduzir a adsorção do medicamento, caso a ingestão tenha ocorrido há pouco tempo;
  • Soro diretamente na veia: mantém a hidratação adequada e regula o nível de nutrientes no organismo;
  • Remédios relaxantes musculares, como Dantrolene: aliviam a rigidez muscular provocada pela excitação do sistema nervoso;
  • Remédios antipiréticos, como paracetamol ou dipirona: diminuem a temperatura corporal e combatem a febre.

Além disso, o médico pode ainda utilizar outras técnicas, onde se incluem a eletroconvulsoterapia ou a plasmaférese, por exemplo.

Dependendo do tempo de desenvolvimento da síndrome, podem surgir complicações como insuficiência renal ou redução acentuada do nível de oxigênio no organismo, por exemplo, que precisam ser tratadas. Veja como é feito o tratamento da insuficiência renal.

Possíveis complicações

Quando a síndrome neuroléptica maligna não é tratada adequadamente ou o tratamento não é iniciado a tempo podem surgir vários tipos de complicações como insuficiência renal, convulsões, pneumonia, insuficiência hepática ou embolia pulmonar. Já nos casos mais graves, pode ainda acontecer parada respiratória e cardíaca.

Bibliografia >

  • HANEL, Ricardo A. et al. Síndrome neuroléptica maligna: relato de caso com recorrência associada ao uso de olanzapina. Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Vol.56, n.4. 1998
  • STRAWN, Jeffery R.; KECK, Paul E.; CAROFF, Stanley N.. Neuroleptic Malignant Syndrome. The American Journal of Psychiatry. Vol.164, n.6. 870-876, 2007
  • MURUGANATHAN, A.. Neuroleptic Malignant Syndrome. 1.ed. 2013. 538-542.
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