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Síndrome do Desfiladeiro Torácico: Sintomas e Tratamento

​A Síndrome do Desfiladeiro Torácico acontece quando os nervos ou os vasos sanguíneos que estão entre a clavícula e a primeira costela ficam comprimidos, provocando dores no ombro ou formigamento nos braços e nas mãos, por exemplo.

Normalmente, essa síndrome é mais frequente em mulheres, principalmente as que sofreram um acidente de carro ou lesões repetitivas no tórax, mas também pode se desenvolver em grávidas, reduzindo ou desaparecendo após o parto.

A síndrome do desfiladeiro torácico tem cura através da cirurgia, no entanto, existem outros tratamento que ajudam a controlar os sintomas, como a fisioterapia e estratégias para diminuir a compressão do local. 

Compressão dos nervos e vasos sanguíneos
Compressão dos nervos e vasos sanguíneos

Sintomas da Síndrome do Desfiladeiro Torácico

Os sintomas dessa síndrome podem ser: 

  • Dor no braço, ombro e pescoço;
  • Formigamento ou queimação no braço, mão e dedos;
  • Dificuldade para movimentar os braços, devido à fraqueza e perda de massa muscular;
  • Devido à má circulação sanguínea podem surgir sintomas como mãos e dedos roxos ou pálidos, fadiga, alteração da sensibilidade, diminuição da temperatura no local; 
  • Dor na lateral da cabeça e do pescoço, região do músculo rombóide e supraescapular, lateral do braço e em cima da mão, entre o indicador e o polegar, quando há compressão de C5, C6 e C7; 
  • Dor na região supraescapular, nuca, parte medial do braço, entre os dedos anelar e mindinho, quando há compressão de C8 e T1;
  • Quando há costela cervical pode haver dor na região supraclavicular que piora ao abrir o braço ou segurar objetos pesados;
  • Quando há compressão das veias, podem surgir sintomas como sensação de peso, dor, aumento da temperatura da pele, roxidão e inchaço, especialmente no ombro.
    peitoral

Ao apresentar estes sintomas é importante consultar um ortopedista ou fisioterapeuta para fazer o diagnóstico correto com o testes de provocação dos sintomas, o diagnóstico é feito através da observação dos sintomas, não sendo obrigatória a realização de exames, mas o raio-X simples e em 2 posições das coluna cervical, tórax e tronco, pode ser útil para verificar o estreitamento da região.

Sintomas da síndrome do desfiladeiro torácico
Sintomas da síndrome do desfiladeiro torácico

Os testes de provocação dos sintomas podem ser: 

  • Teste de Adson: A pessoa deve fazer uma inspiração profunda, virar o pescoço para trás e virar o rosto para o lado examinado. Caso o pulso diminua ou desapareça, o sinal é positivo. 
  • Teste dos 3 minutos: abrir os braços  em rotação externa com flexão de 90 graus dos cotovelos. O paciente deve ficar abrindo e fechando as mãos por três minutos. A reprodução dos sintomas, entorpecimento, parestesia e até incapacidade de continuar o teste são respostas positivas. Indivíduos normais podem apresentar fadiga em membro, mas raramente parestesia ou dor.

Outros exames que podem ser solicitados pelo médico incluem tomografia computadorizada, ressonância magnética, mielografia, ressonância magnética e ultra-sonografia com Doppler que podem ser solicitados quando há suspeita de outras doenças. 

Tratamento para Síndrome do Desfiladeiro Torácico

O tratamento deve ser orientado por um ortopedista e, normalmente, é iniciado com a toma de anti-inflamatórios, como Ibuprofeno e Diclofenaco, ou analgésicos, como o Paracetamol, para aliviar os sintomas nos momentos de crise. Além disso, é recomendado fazer fisioterapia para fortalecer os músculos e melhorar a postura, evitando o surgimento desses sintomas. 

O uso de compressas mornas e repouso podem ser úteis para alívio do desconforto, mas além disso, se estiver acima do peso deve-se emagrecer, evitar levantar os braços acima da linha dos ombros, carregar objetos pesados e bolsas nos ombros. A mobilização neural e a pompage são técnicas manuais que podem ser realizadas pelo fisioterapeuta, e também são indicados exercícios de alongamento.

Exercícios para Síndrome do Desfiladeiro Torácico

O exercícios ajudam a descomprimir os nervos e os vasos sanguíneos próximos do pescoço, melhorando o fluxo de sangue e aliviando os sintomas. É recomendado consultar um fisioterapeuta antes de fazer os exercícios, adaptando-os a cada caso.

Exercício 1

Inclinar o pescoço para lado o máximo possível e ficar nesta posição durante 30 segundos. Depois fazer o mesmo exercício para o outro lado e repetir 3 vezes.

Exercício 2

Ficar de pé, colocar o peito para fora e depois puxar os cotovelos para trás o máximo possível. Ficar nesta posição durante 30 segundos e repetir o exercício 3 vezes.

Nos casos mais graves, em que os sintomas não desaparecem com o uso de remédios ou fisioterapia, o médico pode aconselhar a cirurgia vascular para descomprimir os vasos e nervos afetados. Na cirurgia pode-se cortar o músculo escaleno, remover a costela cervical, remover as estruturas que podem estar comprimindo o nervo ou vaso sanguíneo, e que é responsável pelos sintomas. 

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