7 sinais que podem indicar autismo no bebê

Os sintomas do espectro autista no bebê costumam ser notados a partir dos 12 meses de nascimento, podendo ser verificado que o bebê apresenta dificuldade em se comunicar e brincar com outras crianças, embora não aparente nenhuma alteração física, não emite sons e não responde quando é chamado. Na presença desses sinais, o recomendado é que o pediatra seja consultado para que os sinais possam ser melhor avaliados e possam ser sugeridas formas de estimular o bebê.

O autismo é um transtorno em que há problemas na comunicação, na socialização e no comportamento, sendo o diagnóstico só pode ser confirmado quando a criança já consegue se comunicar a demonstrar os sinais, o que costuma acontecer entre a partir dos 12 meses de idade. Conheça mais sobre o autismo infantil.

7 sinais que podem indicar autismo no bebê

O transtorno do espectro autista nos bebês pode levar ao aparecimento de sinais relacionados às habilidades social, à comunicação e ao comportamento, podendo ser notados entre os 12 e 24 meses, sendo os principais:

1. Não reagir aos sons

O bebê é capaz de ouvir e reagir a este estímulo desde a gravidez e quando nasce é normal se assustar quando ouve um barulho muito alto, como quando um objeto cai perto dele. Também é normal que a criança vire o rosto para o lado de onde vem o som de uma música ou de um brinquedo e neste caso, o bebê com autismo não demostra nenhum interesse e não reage a nenhum tipo de som, o que pode deixar seus pais preocupados, pensando na possibilidade de surdez.

O teste da orelhinha pode ser realizado e demostra que não existe nenhum comprometimento auditivo, aumentando a suspeita de que o bebê possui alguma alteração.

2. Não emitir nenhum som

É normal que quando os bebês estão acordados, tentem interagir, chamando a atenção dos pais ou de seus cuidadores com pequenos gritos e gemidos. No caso do autismo, o bebê não emite nenhum som porque apesar de não ter nenhum comprometimento na fala, prefere ficar calado, sem interagir com os outros à sua volta, assim o bebê autista não emite sons como "baba", "ada" ou "ohh".

As crianças com mais de 2 anos já devem formar pequenas frases, mas no caso do autismo é comum que não usem mais de 2 palavras, formando uma frase, e limitam-se apenas a apontar o que deseja usando o dedo de um adulto ou então repetem as palavras que lhe são ditas várias vezes seguidas.

3. Ausência de expressões faciais

Os bebês podem começar a sorrir com cerca de 2 meses, e ainda que não saibam exatamente o que um sorriso significa, eles 'treinam' estes movimentos faciais, especialmente quando estão perto dos adultos e de outras crianças. No bebê autista o sorriso pode não estar presente e a criança pode aparentar sempre a mesma expressão facial, como se nunca estivesse contente ou satisfeito.

4. Recusar abraços e beijos

Normalmente os bebês gostam de beijinhos e abraços porque assim sentem-se mais seguros e amados. No caso do autismo, existe uma certa repulsa pela proximidade e por isso o bebê não gosta de ficar no colo, não olha nos olhos e pode recusar contato muito próximo, mesmo com pessoas do seu convívio diário.

5. Falta de resposta quando é chamado

Com 1 ano de idade a criança já é capaz de responder quando é chamada, assim quando o pai ou a mãe chama por ela, pode emitir algum som ou ir ao seu encontro. No caso do autista, o bebê não responde, não emite nenhum som e não se direciona para quem a chama, ignorando-a completamente, como se não tivesse ouvido nada.

6. Não brincar com outras crianças

Além de não procurar estar perto de outras crianças, os bebês com espectro autista preferem ficar longe delas, evitando todo tipo de aproximação, fugindo delas.

7. Ter movimentos repetitivos

Uma das características do autismo são os movimentos estereotipados, que consistem em movimentos que são repetidos de forma constante, como por exemplo mexer as mãos, bater na cabeça, bater a cabeça na parede, ficar se balançando ou ter outros movimentos mais complexos. Estes movimentos podem começar a serem notados após 1 ano de vida e tendem a permanecer e se intensificar se o tratamento não for iniciado.

O que fazer se suspeitar de autismo

Caso o bebê ou a criança apresente alguns destes sinais é recomendado consultar o pediatra para que seja possível avaliar melhor os sinais apresentados e, caso seja confirmado o espectro autista, é possível iniciar o tratamento e acompanhamento, que pode envolver a realização de sessões de psicomotricidade, fonoaudiologia e uso de remédios, em alguns casos.

Geralmente, quando o autismo é identificado precocemente, é possível fazer terapia com a criança, de forma a melhorar suas capacidades de comunicação e relacionamento, sendo possível reduzir o grau de autismo e permitindo que tenha uma vida semelhante à das outras crianças da sua idade. Confira detalhes do tratamento para autismo.

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Bibliografia

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