Principais remédios para tratar a osteoporose

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
março 2022

Os principais remédios para osteoporose são os bisfosfonatos, os anticorpos monoclonais ou os hormônios (como estrogênio ou testosterona). Essas substâncias ajudam a retardar a perda óssea ou a manter a densidade do osso, reduzindo o risco de fraturas, que é muito comum na osteoporose.

A osteoporose é uma doença em que ocorre a diminuição da massa óssea, o que faz com que os ossos fiquem mais frágeis, aumentando o risco de fratura. Essa condição é mais comum em mulheres na menopausa ou em homens com hipogonadismo, por exemplo.

O tratamento da osteoporose com remédios deve ser orientado pelo ginecologista ou ortopedista, pois o uso de medicamentos causar vários efeitos colaterais como infecções respiratórias, dor pélvica, tontura ou transtornos do humor. Veja como é feito o tratamento da osteoporose.

Os principais remédios que podem ser indicados pelo médico para o tratamento da osteoporose são:

1. Bisfosfonatos

Os bisfosfonatos são os remédios mais indicados para o tratamento e/ou prevenção da osteoporose, tanto em mulheres como em homens. Esses remédios agem inibindo a reabsorção óssea, ajudando a manter a densidade dos ossos e a reduzir o risco de fratura.

Alguns exemplos de bisfosfonatos são o alendronato, ibandronato ou risedronato, que podem ser usados na forma de comprimidos, e devem ser tomados em jejum, 30 a 60 minutos antes do café da manhã, com um copo de água, dependendo do tipo de bisfosfonato.

Outro bisfosfonato relativamente comum, é o ácido zoledrônico, no entanto, esse medicamento só é usado em hospitais, pois deve ser aplicado diretamente na veia, por um enfermeiro e de acordo com a orientação médica.

Efeitos colaterais: os bisfosfonatos tomados por via oral podem causar náuseas, azia, má digestão, irritação do esôfago, problemas em engolir, dor de estômago, diarreia ou prisão de ventre. Já o ácido zoledrônico, aplicado na veia, pode causar febre, dor de cabeça ou dor muscular.

2. Anticorpo monoclonais

Os anticorpos monoclonais, como o denosumabe, agem reduzindo a reabsorção óssea, sendo indicados para o tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa ou em homens com câncer de próstata que têm um risco aumentado de fraturas ósseas, câncer nos ossos ou desenvolvimento de metástases ósseas.

O denosumabe geralmente é recomendado quando outras opções de tratamento para osteoporose não foram eficazes, e deve ser aplicado por via subcutânea, ou seja, na forma de injeção sob a pele da coxa, braço ou abdômen, uma vez a cada 6 meses, conforme orientação médica.

Outro anticorpo monoclonal que pode ser usado para o tratamento da osteoporose, é o romosozumab, indicado para mulheres na pós menopausa com alto risco de fratura, ou que apresentam intolerância aos outros remédios ou quando outros tratamentos não foram eficazes. Esse remédio pode ser encontrado na forma de injeção para aplicar sob a pele da coxa, abdômem ou antebraço, 1 vez por mês, ou conforme indicação médica.

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns que podem surgir durante o tratamento com o denosumabe são infecção do trato urinário ou das vias respiratórias superiores, dor musculoesquelética ou prisão de ventre. Já o romosozumab pode causar dor nas articulações, infecções respiratórias, tosse, dor de cabeça ou no pescoço, inchaço nas mãos, tornozelos ou pés, e espasmos musculares.

3. Terapia estrogênica

A terapia estrogênica é um tipo de tratamento em que é feita a reposição do hormônio estrogênio, sendo indicada para promover o aumento da densidade mineral óssea e ajudar a prevenir fraturas vertebrais, em mulheres na pós menopausa.

O principal remédio de terapia estrogênica para osteoporose é o raloxifeno, que deve ser usado somente com indicação médica, devido ao alto risco de desenvolvimento de formação de coágulos sanguíneos, além de doenças cardíacas e câncer de mama.

Outro remédio que pode ser usado na terapia estrogênica é a tibolona, indicada como terapia de reposição hormonal na menopausa, que além de ser utilizada para aliviar os sintomas da menopausa, também ajuda a manter a densidade óssea e reduz o risco de fraturas. Porém, este tratamento nem sempre é recomendado, porque aumenta ligeiramente o risco de câncer de mama, endométrio, ovário e acidente vascular cerebral.

Efeitos colaterais: o raloxifeno pode causar efeitos colaterais como ondas de calor ou fogachos, formação de cálculos nas vias biliares, inchaço das mãos, pés e pernas e espasmos musculares. Já a tibolona pode causar dor pélvica e no abdômen, secreção e hemorragia vaginal, coceira genital, hipertrofia do endométrio, sensibilidade nas mamas, candidíase vaginal, alteração da morfologia das células do cérvix, vulvovaginite e aumento de peso.

4. Terapia com testosterona

A terapia com testosterona pode ser indicada para o tratamento da osteoporose em homens com alto risco de fraturas, quando combinados a outros remédios para osteoporose.

A testosterona também pode ser usada sozinha, especialmente nos casos de contraindicação do uso dos outros remédios e quando os níveis de testosterona são menores do que 200 ng/dL, ou quando o homem apresenta sinais ou sintomas de deficiência androgênica ou hipogonadismo. Saiba identificar os sintomas de hipogonadismo.

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns que podem surgir com o uso da testosterona são transtornos do humor, tontura, sensação de dormência ou formigamento de alguma parte do corpo, amnésia, dor de cabeça, pressão alta, diarréia e queda de cabelo.

5. Hormônio polipeptídico sintético

Os hormônios polipeptídicos sintéticos, como a calcitonina, agem regulando os níveis de cálcio no sangue, aumentando o depósito de cálcio nos ossos, o que ajuda na formação de ossos mais fortes. Este tipo de hormônio está indicado para mulheres na pós menopausa, quando outros tratamentos para osteoporose não são possíveis.

A calcitonina pode ser usada na forma de injeção aplicada no músculo ou sob a pele, mas também pode ser usada na forma de spray nasal, conforme orientação médica.

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns da calcitonina são tontura, dor de cabeça, alterações do paladar, ondas súbitas de calor ou vermelhidão facial ou do pescoço, náusea, diarreia, dor abdominal, dor nos ossos e articulações ou cansaço.

6. Hormônio paratireóide

Os hormônios paratireóides, como a teriparatida, agem estimulando a formação óssea e o aumento da reabsorção de cálcio, sendo indicados para o tratamento da osteoporose em mulheres na pós menopausa ou em homens com alto risco de fraturas.

A teriparatida é encontrada na forma de injeção para ser aplicada sob a pele, na coxa ou no abdômen, conforme orientação médica, e o tempo de tratamento não deve ultrapassar 2 anos.

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns da teriparatida são aumento do colesterol, depressão, dor neuropática na perna, sensação de desmaio, batimentos cardíacos irregulares, falta de ar, transpiração, cãibras musculares, cansaço ou dor no peito.

Como complementar o tratamento da osteoporose

A melhor forma de complementar o tratamento da osteoporose é aumentar o consumo de alimentos ricos em cálcio que é o principal mineral formador de massa óssea, como caju, amora ou mamão, que podem ser consumidos na sua forma natural ou em sucos, por exemplo. Veja como consumir os alimentos ricos em cálcio.

Além disso, para garantir o melhor efeito dos alimentos ricos em cálcio, o médico também pode recomendar a ingestão de um suplemento de vitamina D, já que a vitamina D é importante para garantir que o cálcio ingerido consiga ser absorvido pelos ossos. Saiba mais sobre suplemento de cálcio e vitamina D.

Assista o vídeo com a nutricionista Tatiana Zanin com dicas de alimentação rica em cálcio:

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em março de 2022.

Bibliografia

  • TELLA, S. H.; GALLAGHER, J. C. Prevention and treatment of postmenopausal osteoporosis. J Steroid Biochem Mol Biol. 142. 155-70, 2014
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Mostrar bibliografia completa
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  • TU, K. N.; et al. Osteoporosis: A Review of Treatment Options. Pharmacy & Therapeutics. 43. 2; 92-104, 2018
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.

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