Raio X: o que é, para que serve e principais tipos

março 2022

O raio X é um tipo de exame de diagnóstico que utiliza ondas eletromagnéticas, criando imagens do interior do corpo, sendo geralmente indicado para avaliar se existe alguma alteração nos ossos, como osteoporose ou fraturas, mas também pode ser indicado para verificar coração aumentado ou alterações no pulmão, como pneumonia, por exemplo.

Existem vários tipos de raio X, como o raio X odontológico, panorâmico, de tórax ou de pulmão, por exemplo, que permite avaliar diferentes partes do corpo, como dentes, coluna, tórax, joelhos ou mãos, dependendo da indicação médica. 

O raio X é simples e indolor, e pode ser realizado gratuitamente pelo SUS, desde que tenha indicação médica, mas também é realizado em clínicas particulares, e os resultados devem ser analisados pelo médico, que podem também indicar a realização de outros exames complementares para avaliar o órgão afetado, como a ressonância magnética ou tomografia computadorizada, por exemplo. 

Para que serve

O raio X é um exame utilizado para observar o interior do corpo, sem que seja necessário fazer qualquer tipo de corte na pele, para examinar uma determinada área do corpo, onde existe algum tipo de dor ou desconforto, para avaliar se existe alguma alteração e, assim, poder chegar num diagnóstico como:

  • Fraturas nos ossos;
  • Artrite;
  • Cárie dentária;
  • Osteoporose;
  • Câncer nos ossos;
  • Câncer de mama;
  • Coração aumentado;
  • Infecções no pulmão, como pneumonia;
  • Obstrução de vasos sanguíneos.

Além disso, o raio X pode ser indicado para avaliação de problemas digestivos ou usado quando se engole algum tipo de objeto, para identificar o local onde se encontra e permitir que o médico escolha a melhor técnica para removê-lo.

Como funciona o raio X

Para fazer um raio X, é necessário colocar a parte do corpo a ser examinada, entre uma máquina que produz os raios X e uma placa dura de filme.

Como o raio X é um tipo de radiação que consegue atravessar facilmente a pele, os tecidos moles e o ar, mas que é absorvido pelos tecidos mais duros, como os ossos, só os raios que atravessam conseguem chegar na placa de filme. Quando isso acontece, os raios que conseguiram passar provocam uma reação na prata do filme que a deixa preta.

Assim, quando o filme é revelado, as partes moles e o ar aparecem de preto, enquanto os tecidos mais duros ficam a branco. Quando um técnico especializado de imagem avalia o filme, consegue referir as alterações presentes, permitindo que o médico chegue num diagnóstico.

Principais tipos

Dependendo do local a avaliar, existem diferentes tipos de raio X:

  • Raio X do tórax: é usado especialmente quando se tem sintomas como sensação de falta de ar, dor no peito ou tosse persistente, para avaliar se existe alterações nas costelas, pulmões ou coração;
  • Raio X da coluna: pode ser realizado em diferentes partes da coluna, como lombar, cervical ou torácica, e avaliar as vértebras e os discos intervertebrais, nos casos de hérnia de disco, traumas na coluna, espondilose, bico de papagaio, metástase de câncer, ou desvios da coluna como escoliose, lordose ou cifose;
  • Raio X do crânio: pode ser solicitado para avaliar traumas nos ossos do crânio, como fraturas, ou para analisar os seios nasais, no caso de sinusite, por exemplo;
  • Raio X de membros inferiores: é indicado para avaliar os ossos das pernas, a presença de fraturas, próteses de joelho ou de fêmur;
  • Raio X de membros superiores: é indicado para avaliar os ossos da escápula, braço, antebraço, cotovelo e mãos, nos casos de fraturas, luxações, tendinite ou sinovite, por exemplo;
  • Raio X da bacia ou de quadril: é indicado para avaliar artrose, osteoporose, displasia congênita de quadril, tumor ósseo, espondilite anquilosante, luxação ou posicionamento de prótese de quadril; 
  • Raio X odontológico ou panorâmico: é muito utilizado pelo dentista para observar em detalhe os dentes e as estruturas da boca que seguram os dentes, permitindo ter uma imagem do interior das gengivas. Veja quando deve ser feito;  
  • Raio X renal: pode ser pedido quando existem sintomas como dor abdominal, dor ao urinar ou qualquer tipo de alteração relacionada com os rins e pode ajudar a diagnosticar pedra nos rins ou a presença de tumores, por exemplo. 

Em alguns tipos de raio X, o técnico de imagem pode necessitar utilizar algum tipo de contraste, que é um líquido que permite observar algumas estruturas do corpo com maior detalhe. O contraste pode ser injetado diretamente na veia, ser engolido ou colocado na forma de enema dentro do intestino, dependendo da parte do corpo que se pretende avaliar.

Como se preparar para um raio X

Geralmente, não existe qualquer tipo de preparo especial para fazer um raio X, no entanto, é aconselhado utilizar roupa pouco apertada e confortável, especialmente no local onde será preciso fazer o raio X.

Pessoas com implantes ou próteses metálicas devem informar o técnico ou o médico, pois esse tipo de material pode alterar a imagem ou tapar os locais a serem observados.

No caso de se precisar fazer um raio X abdominal ou do trato gastrointestinal, o médico pode recomendar fazer jejum, dependendo do que se pretende avaliar.

Possíveis riscos do raio X

A radiação liberada pelos raios X é muito baixa e, por isso, este exame é considerado seguro para a maior parte dos adultos, não existindo risco de câncer. No entanto, caso seja necessário utilizar algum tipo de contraste, existe um risco aumentado de efeitos secundários como:

  • Manchas vermelhas na pele;
  • Coceira intensa;
  • Náusea;
  • Sensação de desmaio;
  • Sabor metálico na boca.

Estes efeitos são normais, porém, caso se tornem muito intensos ou caso surja dificuldade para respirar, podem ser sinal de uma reação alérgica grave e, nesses casos, é importante informar imediatamente o médico.

No caso de grávidas e crianças, o raio X deve ser evitado, devendo-se dar preferência para outros tipos de exame, pois a radiação pode causar alterações no feto ou no processo de crescimento das crianças. Confira quantos raios X a grávida pode fazer.  

Esta informação foi útil?

Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em março de 2022.
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.