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6 situações em que não deve vacinar seu filho

Algumas situações podem ser consideradas contraindicações para a administração de vacinas, já que podem aumentar muito o risco de surgimento de efeitos colaterais, assim como causar complicações mais graves que a própria doença, contra a qual se está querendo vacinar.

Os principais casos em que a vacinação é contraindicada em crianças pelo Ministério da Saúde incluem:

  1. Ter tido reação alérgica grave a uma dose anterior da mesma vacina;
  2. Apresentar alergia comprovada a algum dos componentes da fórmula da vacina, como a proteína do ovo;
  3. Apresentar febre acima de 38,5ºC;
  4. Estar fazendo algum tratamento que afete o sistema imune, como quimioterapia ou radioterapia;
  5. Estar fazendo tratamento com doses elevadas de corticoides para imunossupressão;
  6. Ter algum tipo de câncer.

É importante lembrar que a não-vacinação é uma decisão extremamente importante e que apenas deve ser considerada quando existe risco sério para a criança. Por esse motivo, situações temporárias, como o tratamento com corticoides, terapias que afetam o sistema imune ou febre acima de 38,5ºC, por exemplo, são contraindicações que apenas adiam o momento da vacinação, devendo-se vacinar assim que existir recomendação do pediatra.

Confira 6 boas razões para fazer a vacinação e manter a caderneta atualizada.

6 situações em que não deve vacinar seu filho

Situações especiais que devem ser avaliadas pelo médico

As principais situações especiais que devem ser avaliadas pelo pediatra, de forma a autorizar a vacinação são:

  • Crianças com HIV: a vacinação pode ser feita de acordo com o estado de infecção pelo HIV, sendo que crianças com menos de 18 meses de idade, que não apresentam alterações do sistema imune e que não têm sintomas indicativos de enfraquecimento do sistema imune podem seguir o calendário de vacinação;
  • Crianças com imunodeficiência grave: cada caso deve ser bem avaliado pelo médico, mas, normalmente, podem ser administradas vacinas que não contenham agentes vivos atenuados.

Além disso, caso a criança tenha recebido algum transplante de medula óssea é muito importante que seja encaminhada para o CRIE, ou Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, entre 6 a 12 meses após o transplante, para fazer a revacinação conforme indicação.

Casos que não impedem a vacinação

Embora possam parecer contraindicações para a vacinação, os seguintes casos não devem impedir a administração de vacinas:

  • Doença aguda sem febre, desde que não exista histórico de doença grave ou infecção das vias respiratórias;
  • Alergias, gripes ou resfriados leves, com tosse e secreção nasal;
  • Uso de antibiótico ou antiviral;
  • Tratamento com corticoides em doses baixas não-imunossupressoras;
  • Diarreia leve ou moderada;
  • Doenças de pele, como impetigo ou escabiose;
  • Prematuridade ou baixo peso ao nascer;
  • Histórico de reação adversa simples após dose anterior da vacina, como febre, inchaço do local da picada ou dor;
  • Diagnóstico anterior de doenças contra as quais existe vacina, como tuberculose, coqueluche, tétano ou difteria;
  • Doença neurológica;
  • Histórico familiar de convulsão ou morte súbita;
  • Internação hospitalar.

Assim, mesmo na presença destas situações, a criança deve ser vacinada, sendo apenas importante avisar ao médico ou enfermeiro do posto de vacinação sobre doenças ou sintomas que a criança possa estar sentindo.

O que fazer se perder a caderneta de vacinação

Caso a caderneta de vacinação da criança seja perdida, deve-se ir ao posto de saúde onde foram feitas as vacinações e pedir a “caderneta espelho”, que é o documento onde fica registrado todo o histórico da criança.

No entanto, quando não é possível ter a caderneta espelho, deve-se procurar o médico para explicar a situação, pois ele irá indicar quais vacinas serão necessárias tomar novamente ou se será preciso recomeçar todo o ciclo de vacinação novamente.

Veja o calendário completo de vacinação do bebê e mantenha seu filho protegido.

Campanhas de vacinação do Ministério da Saúde

6 situações em que não deve vacinar seu filho

Todos os anos o Ministério da Saúde do Brasil lança campanhas nacionais de vacinação para ampliar o acesso à vacinação e proteger o maior número de pessoas possível, de forma a levar os benefícios da vacinação para toda a gente.

Em 2020 estão acontecendo as seguintes campanhas, inseridas no "Movimento Vacina Brasil":

Campanha de multivacinação (até 30 de Outubro)

A campanha de multivacinação tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, sendo, por isso, oferecidas 18 vacinas completamente gratuitas, que fazem parte do calendário de vacinação:

Vacinas para crianças

  1. BCG;
  2. Hepatite B;
  3. Poliomielite 1,2,3 (VIP - inativada);
  4. Poliomielite 1 e 3 (VOP - atenuada);
  5. Rotavírus humano G1P1 (VRH);
  6. DTP+Hib+HB (Penta);
  7. Pneumocócica 10 valente (Pncc 10);
  8. Meningocócica C (conjugada);
  9. Febre Amarela (Atenuada);
  10. Sarampo, Caxumba, Rubéola (SCR);
  11. Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela (SCRV);
  12. Hepatite A (HA);
  13. Difteria, Tétano, Pertussis (DTP);
  14. Difteria, Tétano (dT);
  15. Papilomavírus humano (HPV);
  16. Varicela;
  17. Pneumocócica 23-valente (Pncc 23)*.

Vacinas para adolescentes

  1. Hepatite B (HB recombinante);
  2. Difteria, Tétano (dT);
  3. Febre amarela (Atenuada);
  4. Sarampo, Caxumba e Rubéola (SCR);
  5. Papilomavírus humano (HPV);
  6. Meningocócica ACWY (conjugada);
  7. Pneumocócica 23-valente (Pncc 23)*.

* as vacinas 23-valente estão indicadas para a vacinação de população indígena.

Quando fazer a vacinação: a vacinação pode ser feita todo o ano de forma gratuita, mesmo fora do período das campanhas, desde que as vacinas estejam incluídas no calendário de vacinação.

Onde fazer a vacinação: durante todo o ano em qualquer um dos 38 mil postos públicos de vacinação do Brasil. Em momentos de campanha, em qualquer posto disponível, fixo ou volante.

Campanha da poliomielite (até 30 de Outubro)

A campanha da poliomielite tem como objetivo oferecer a vacina oral indiscriminadamente a todas as crianças de 1 a menores de 5 anos de idade, desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico.

Embora a poliomielite seja uma doença que está perto de ser erradicada em todo o mundo é muito importante manter a vacinação para garantir que a doença não seja reintroduzida no território nacional novamente.

Quando fazer a vacinação: a vacinação pode ser feita todo o ano de forma gratuita, mesmo que fora do período das campanhas.

Onde fazer a vacinação: durante todo o ano em qualquer um dos 38 mil postos públicos de vacinação do Brasil. Em momentos de campanha, em qualquer posto disponível, fixo ou volante.

É seguro vacinar durante a COVID-19?

A vacinação é importante em todos os momentos da vida e, por isso, também não deve ser interrompida durante momentos de crise como a pandemia de COVID-19. Os serviços de saúde estão preparados para proceder a vacinação com segurança, tanto para a pessoa que irá receber a vacinação, quanto para o profissional. A não vacinação pode levar a novas epidemias de doenças imunopreveníveis.

Para garantir a segurança de todos, estão sendo cumpridas todas as regras sanitárias para proteger quem se desloca aos postos de saúde do SUS para fazer a vacinação.

Bibliografia >

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASIL. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. 2014. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf>. Acesso em 21 Out 2020
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