Garganta inflamada com pus: o que pode ser (e o que fazer)

Revisão clínica: Manuel Reis
Enfermeiro
janeiro 2022

A presença de pus na garganta é uma alteração relativamente comum, que está relacionada com o desenvolvimento de uma infecção na garganta, seja por vírus ou bactérias, como acontece nos casos de mononucleose ou amigdalite bacteriana. Normalmente, esse tipo de infecções é ainda acompanhado de outros sintomas como febre, cansaço excessivo e mal estar geral.

Idealmente, a presença de pus na garganta deve ser avaliada por um clínico geral ou otorrino, assim que possível, para tentar identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado, que pode ser feito apenas com anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, no caso de uma infecção viral, ou incluir o uso de um antibiótico, como a amoxicilina, no caso de uma infecção bacteriana.

O pus que aparece na garganta não deve ser retirado com o dedo ou cotonete, pois ele continuará se formando até que a inflamação melhore, e fazer isso pode até formar novas lesões, piorando a dor e facilitando o agravamento da infecção. No entanto, se existir presença de bolinhas amarelas ou esbranquiçadas nas amígdalas, sem outros sintomas, pode ser apenas sinal de caseum, que pode ser retirado. Entenda melhor o que é o caseum e como se trata.

Gargarejo de água morna com própolis
Gargarejo de água morna com própolis

Principais causas

Na maior parte das vezes, o aparecimento de pus na garganta é sinal de uma infecção bacteriana, como acontece no caso de amigdalite bacteriana, infecção por estreptococos ou pneumococos.

No entanto, também existem infecções virais que podem provocar o desenvolvimento de pus, principalmente a mononucleose ou o citomegalovírus, por exemplo.

A melhor forma de identificar a causa da presença de pus na garganta, e iniciar o tratamento mais adequado, é consultar um clínico geral ou um otorrino.

O que fazer para tratar a garganta com pus

Para tratar a presença de pus na garganta é muito importante consultar um clínico geral ou um otorrino, que irá identificar a causa da infecção e iniciar o tratamento mais adequado. O tratamento pode ser feito com:

Remédios de farmácia

O uso de remédios deve ser feito de acordo com a causa da infecção, que precisa diagnosticada pelo clínico geral ou otorrino. Os principais remédios utilizados no tratamento da garganta inflamada com pus são: 

  • Anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou nimesulida: diminuem a inflamação da garganta e reduzem a febre, aliviando a dor, o desconforto e a dificuldade para engolir;
  • Corticoides, como prednisona ou dexametasona: são usados mais raramente, quando os anti-inflamatórios não conseguem aliviar a inflamação ou há muita dor na garganta;
  • Antibióticos, como benzetacil, amoxicilina ou azitromicina: são utilizados somente em casos de infecção bacteriana, para eliminar as bactérias que causam a infecção.

Em alguns casos, a infecção pode formar um abscesso nas amígdalas, e, quando isto acontece, o médico deverá fazer drenagem do pus acumulado. Veja o que é o abscesso amigdaliano e como tratar.

Opções de tratamento caseiro

O tratamento caseiro pode ser utilizado em todos os casos de dor na garganta, mas não devem substituir o tratamento indicado pelo médico, servindo apenas para acelerar a recuperação e/ou aliviar os sintomas. Algumas opções de remédios caseiros são:

  • Gargarejos com água morna e sal ou água morna e própolis;
  • Chá de gengibre com mel;
  • Suco de toranja. Idealmente o suco de toranja não deve ser usado se já se estiver tomando algum remédio indicado pelo médico, já que pode reduzir a eficácia do medicamento.

Este tipo de tratamento pode ser feito assim que a garganta começar a ficar inflamada, para evitar a piora, ou em conjunto com os remédios receitados pelo médico, à excepção do suco de toranja. Confira outras receitas de remédios caseiros para a garganta.

Durante todo o tratamento, é também importante fazer repouso e beber muitos líquidos, para ajudar na recuperação do corpo. 

Esta informação foi útil?

Atualizado e revisto clinicamente por Manuel Reis - Enfermeiro, em janeiro de 2022.

Bibliografia

  • MANUAL MERCK. Absceso retrofaríngeo. 2020. Disponível em: <https://www.merckmanuals.com/es-us/professional/trastornos-otorrinolaringol%C3%B3gicos/trastornos-bucales-y-far%C3%ADngeos/absceso-retrofar%C3%ADngeo>. Acesso em 06 jan 2022
  • SALVADOR GIMÉNEZ SERRANO. Faringitis. ELSEVIER. 20. NUM.1; 46-49, 2006
Mostrar bibliografia completa
  • ELISABET FONT. Faringitis y amigdalitis. Tratamiento etiológico y sintomático. ELSEVIER. 20. 10; 71-78 , 2001
  • THE NEMOURS FOUNDATION. Abscesos periamigdalinos. 2017. Disponível em: <https://kidshealth.org/es/teens/peritonsillar-abscess.html>. Acesso em 06 jan 2022
  • MANUAL MSD. Celulitis amigdalina y absceso amigdalino. Disponível em: <https://www.msdmanuals.com/es/hogar/trastornos-otorrinolaringol%C3%B3gicos/trastornos-de-la-boca-y-la-garganta/celulitis-amigdalina-y-absceso-amigdalino>. Acesso em 05 jan 2022
Revisão clínica:
Manuel Reis
Enfermeiro
Pós-graduado em fitoterapia clínica e formado pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, em 2013. Membro nº 79026 da Ordem dos Enfermeiros.