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Streptococcus pyogenes: 7 principais doenças causadas por essa bactéria e o que fazer

As principais doenças relacionadas com o Streptococcus pyogenes são as inflamações da garganta, como a amigdalite e a faringite, e que quando não tratadas corretamente podem favorecer o espalhamento da bactéria para outros locais do corpo, o que pode levar ao aparecimento de doenças mais graves, como a Febre reumática e a Síndrome do Choque Tóxico, por exemplo.

O Streptococcus pyogenes, ou S. pyogenes, é uma bactéria gram positiva, que pode ser encontrada naturalmente nas pessoas, principalmente na boca, gargante e no sistema respiratório, não causando qualquer sinal ou sintoma. No entanto, devido à sua localização, pode ser facilmente transmitida de pessoa para pessoa por meio do compartilhamento de talheres, secreções ou por meio de espirros e tosse, por exemplo, havendo maior facilidade de haver doença. Conheça mais sobre o Streptococcus.

Streptococcus pyogenes: 7 principais doenças causadas por essa bactéria e o que fazer

1. Faringite

A faringite bacteriana é a inflamação da garganta causada por bactérias do gênero Streptococcus, principalmente Streptococcus pyogenes, levando à dor de garganta intensa, aparecimento de carocinhos doloridos no pescoço, dificuldade para engolir, perda do apetite e febre alta, por exemplo. Conheça outros sintomas de faringite bacteriana. 

O que fazer: O tratamento para faringite bacteriana é feito com antibióticos por cerca de 10 dias, conforme a orientação do médico, além de medicamentos que ajudam a diminuir a inflamação e aliviar os sintomas. 

2. Amigdalite

A amigdalite é a inflamação das amígdalas, que são os gânglios linfáticos presentes no fundo da garganta que são responsáveis pela defesa do organismo contra infecções, causada principalmente por bactérias do gênero Streptococcus, normalmente Streptococcus pyogenes.

A amigdalite por S. pyogenes causa dor de garganta, dificuldade para engolir, perda de apetite e febre, além de poder ser percebida a presença de pontos brancos na garganta, sendo indicativo de inflamação por bactéria. Veja como identificar a amigdalite bacteriana.

O que fazer: É recomendado que a amigdalite bacteriana seja tratada com antibióticos de acordo com a recomendação do médico, sendo na maioria das vezes indicado o uso de Penicilina ou derivados. Além disso, uma maneira de aliviar o desconforto causado pela amigdalite é através do gargarejo com água salgada, por exemplo.

A cirurgia para retirar as amígdalas, chamada de amidalectomia, só é recomendada pelo médico em caso de inflamação de repetição, ou seja, quando a pessoa apresenta vários episódios de amigdalite bacteriana ao longo do ano.

3. Impetigo

O impetigo é uma infecção na pele causada por bactérias que podem ser encontradas naturalmente na pele e no trato respiratório, como o Streptococcus pyogenes, por exemplo. No entanto, devido à diminuição do sistema imunológico, por exemplo, pode haver proliferação dessa bactéria, resultando em bolhas pequenas e localizadas, normalmente no rosto, que podem romper e deixar marcas vermelhas na pele, além de haver a formação de crosta na lesão. 

Essa doença é altamente contagiosa e é mais frequente em criança, por isso, é importante que caso a criança apresente algum sinal de impetigo, ela deixe de ir à escola e evite ficar em ambiente com muitas pessoas para evitar a contaminação de mais pessoas.

O que fazer: O tratamento para impetigo é feito conforme a orientação do médico, sendo normalmente indicado aplicar uma pomada com antibiótico no local da ferida 3 a 4 vezes por dia. É importante que o tratamento seja feito conforme a orientação do médico para evitar que a bactéria consiga atingir a circulação sanguínea e chegar a outros órgãos, além de prevenir a contaminação de mais pessoas. Entenda como é feito o tratamento para o impetigo.

Streptococcus pyogenes: 7 principais doenças causadas por essa bactéria e o que fazer

4. Erisipela

A erisipela é uma doença infecciosa causada pela bactéria Streptococcus pyogenes que é caracterizada pelo aparecimento de feridas vermelhas no rosto, braços ou pernas que são bastante dolorosas e, se não tratadas, pode haver acúmulo de pus e morte do tecido, além de poder favorecer a entrada de S. pyogenes e de outras bactérias no corpo.

O que fazer: Para tratar a erisipela é importante seguir o tratamento recomendado pelo clínico geral ou dermatologista, sendo normalmente indicado o uso de antibióticos como a Penicilina. Veja mais sobre o tratamento da Erisipela.

5. Febre Reumática

A febre reumática é uma doença auto-imune que pode acontecer como consequência de infecção por Streptococcus pyogenes. Isso porque nessa situação os anticorpos produzidos contra a bactéria consegue atingir outros órgãos e causar inflamação em vários tecidos do corpo, podendo haver dor nas articulações, fraqueza muscular, movimentos involuntários e alterações no coração e nas válvulas cardíacas. Saiba como identificar a febre reumática.

O que fazer: Caso a pessoa tenha tido faringite ou amigdalite causada por S. pyogenes e não fez o tratamento adequado, é possível que a bactéria possa continuar circulante e, se houver predisposição, desenvolva a febre reumática. Por isso, é importante que a S. pyogenes seja tratada com injeção de Benzetacil para prevenir o desenvolvimento dessa doença.

Nos casos confirmados de febre reumática, o clínico geral ou cardiologista pode recomendar o uso de antibióticos e medicamentos para aliviar os sintomas de inflamação, como o Ibuprofeno e a Prednisona, por exemplo. Além disso, é importante beber bastante líquidos durante o tratamento e ter uma alimentação equilibrada, pois assim é possível recuperar mais rápido.

6. Fasciite necrosante

A fasciite necrosante é uma infecção rara, extensa e que evolui rapidamente, caracterizada pela entrada da bactéria, na maioria das vezes Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, no corpo através de uma ferida, que se espalha rapidamente e que leva à necrose do tecido.

Os principais sintomas da fasciite necrosante são febre alta, dor intensa e localizada, presença de bolhas, cansaço excessivo e piora no aspecto da ferida.

O que fazer: Caso a pessoa perceba que um ferimento está demorando para cicatrizar ou que o seu aspecto está piorando ao longo do tempo, é importante ir ao médico para que seja investigada a causa e possa ser concluído o diagnóstico de Fasciite necrosante. Normalmente é recomendado pelo médico a administração de antibiótico diretamente na veia, para acelerar a eliminação da bactéria responsável e assim evitar a complicações. Em alguns casos, pode ser necessária remoer cirurgicamente o tecido afetado para evitar que a bactéria se espalhe ainda mais.

7. Síndrome do Choque Tóxico

A Síndrome do Choque Tóxico é caracterizada pela presença de bactérias na corrente sanguínea que podem levar progressivamente à falência dos órgãos. Essa síndrome normalmente está relacionada com o Staphylococcus aureus, no entanto tem havido aumento dos casos de Síndrome do Choque Tóxico por Streptococcus pyogenes.

A confirmação da Síndrome do Choque Tóxico por S. pyogenes é feita a partir de exame microbiológico, normalmente hemocultura, em que é verificada a presença da bactéria no sangue, além da avaliação dos sintomas apresentados pelo paciente, como pressão baixa, alterações renais, problemas de coagulação do sangue, problemas do fígado e necrose do tecido, por exemplo.

O que fazer: O mais indicado na Síndrome do Choque Tóxico é procurar a orientação de um clínico geral ou infectologista para que seja iniciado o tratamento o mais rápido possível, pois assim é possível eliminar a bactéria e prevenir a falência dos órgão.

Como é feito diagnóstico

O diagnóstico da infecção pelo Streptococcus pyogenes é feito pelo médico de acordo com os sinais e sintomas apresentados pela pessoa, além de exames laboratoriais. O principal exame realizado para identificar o S. pyogenes é o ASLO, que é o exame da antiestreptolisina O, que tem como objetivo identificar anticorpos produzidos pelo organismo contra essa bactéria.

O exame é simples e deve ser feito em jejum de 4 a 8 horas dependendo da recomendação do médico ou do laboratório. Entenda como é feito o exame ASLO.


Bibliografia

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  • SOUZA, Giselle R. et al. Febre Reumática e Streptococcus pyogenes - uma relação perigosa. 2019
  • ANTUNES, Rui et al. Síndrome do Choque Tóxico por Streptococcus pyogenes. Acta Med Port. Vol 24. 3 ed; 617-620, 2011
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  • SOARES, Thiago H. et al. Diagnóstico e tratamento da Fasciíte Necrotizante (FN): relato de dois casos. Revista Médica de Minas Gerais. Vol 18. 2 ed; 130-140, 2008
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