Pramipexol: para que serve, como tomar (e efeitos colaterais)

Pramipexol é um medicamento que age de forma semelhante à dopamina, uma substância produzida pelo cérebro, sendo indicado para o tratamento da doença de Parkinson e da síndrome das pernas inquietas, ajudando a controlar os movimentos do corpo.

Esse medicamento está disponível na forma de comprimidos para uso oral, contendo dicloridrato de pramipexol como princípio ativo, podendo ser encontrado em doses que variam de 0,125 mg a 2,5 mg, sendo indicado para adultos.

O pramipexol deve ser usado com orientação do neurologista, pois pode causar efeitos colaterais como sonolência, tontura, náuseas e, em casos mais raros, alucinações e comportamentos compulsivos.

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Para que serve

O pramipexol é indicado para:

  • Aliviar os sintomas motores da doença de Parkinson, como tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e dificuldade para caminhar ou realizar atividades do dia a dia;
  • Tratar os sintomas da síndrome das pernas inquietas primária, como desconforto, formigamento, sensação de queimação ou necessidade intensa de movimentar as pernas;
  • Melhorar a qualidade do sono em pessoas com síndrome das pernas inquietas, pois ajuda a reduzir os movimentos involuntários e o desconforto nas pernas durante a noite.

O pramipexol pode ser utilizado isoladamente ou em associação com a levodopa no tratamento da doença de Parkinson, especialmente quando os sintomas não estão adequadamente controlados. Saiba para que serve a levodopa.

Como funciona

O pramipexol age de forma semelhante à dopamina, uma substância produzida naturalmente pelo cérebro que participa do controle dos movimentos corporais.

Na doença de Parkinson ocorre uma redução dos níveis de dopamina. O pramipexol estimula os receptores dessa substância, ajudando a melhorar os sintomas motores. Conheça os sintomas da doença de Parkinson.

Já na síndrome das pernas inquietas, acredita-se que sua ação sobre o sistema dopaminérgico contribua para reduzir a necessidade de movimentar as pernas e o desconforto associado.

Leia também: Síndrome das pernas inquietas: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sindrome-das-pernas-inquietas

Como tomar

Os comprimidos de pramipexol devem ser tomados por via oral, com água e nos horários indicados pelo médico. 

O medicamento pode ser ingerido com ou sem alimentos. No entanto, tomar os comprimidos após as refeições pode ajudar a reduzir náuseas em algumas pessoas.

O esquema de uso varia conforme a condição tratada, como:

1. Doença de Parkinson

O tratamento normalmente é iniciado com dose baixa e aumentando gradualmente para reduzir o risco de efeitos colaterais.

Um esquema frequentemente utilizado inclui:

  • Semana 1: 0,125 mg, 3 vezes ao dia.
  • Semana 2: 0,25 mg, 3 vezes ao dia.
  • Semana 3: 0,5 mg, 3 vezes ao dia.
  • Semanas seguintes: aumentos graduais conforme resposta clínica e orientação médica.

Além disso, nessa condição também podem ser utilizados os comprimidos de liberação prolongada, que são administrados uma vez ao dia e estão disponíveis nas doses de 0,375 mg, 0,75 mg e 1,5 mg.

A dose máxima geralmente utilizada é de 4,5 mg por dia. Pessoas com insuficiência renal podem necessitar de redução da dose e ajustes no intervalo entre as tomadas.

2. Síndrome das pernas inquietas

Para o tratamento da síndrome das pernas inquietas, a dose inicial geralmente é de 0,125 mg uma vez ao dia, administrada de 2 a 3 horas antes de dormir. 

Caso necessário, a dose pode ser aumentada gradualmente a cada 4 a 7 dias para 0,25 mg, 0,5 mg ou 0,75 mg por dia, de acordo com a resposta ao tratamento. A dose máxima recomendada é de 0,75 mg ao dia.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns incluem: 

  • Náusea;
  • Tontura;
  • Sonolência e insônia;
  • Cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Constipação intestinal;
  • Boca seca. 

Algumas pessoas também podem apresentar inchaço nas pernas ou alterações do sono.

Efeitos menos frequentes incluem confusão mental, alterações da pressão arterial, visão embaçada, sonhos intensos, alucinações, perda de memória e movimentos involuntários.

Embora sejam raros, podem ocorrer efeitos graves, como episódios súbitos de sono durante atividades diárias, comportamento compulsivo relacionado a jogos, compras ou alimentação, alucinações importantes e alterações psiquiátricas.

Também podem ocorrer reações alérgicas, embora raras, causando sintomas como inchaço dos lábios, dificuldade para respirar e coceira intensa. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

Pramipexol emagrece? 

Em algumas pessoas, o pramipexol pode causar efeitos colaterais como náusea, perda de apetite ou alteração do comportamento alimentar, o que pode levar a uma leve perda de peso de forma indireta. 

No entanto, isso não é um efeito esperado nem seguro, e o uso do medicamento deve ser voltado apenas para as condições às quais foi indicado, como doença de Parkinson e síndrome das pernas inquietas.

Pramipexol dá sono?

O pramipexol pode provocar sonolência durante o dia e, em alguns casos, episódios de sono súbito, em que a pessoa adormece de forma inesperada, até mesmo durante atividades como conversar ou dirigir. 

Por isso, durante o uso do medicamento, é importante ter cuidado ao realizar tarefas que exigem atenção e evitar dirigir ou operar máquinas caso apareça esse sintoma.

Quem não deve usar

O uso de pramipexol não é indicado para:

  • Pessoas com alergia ao pramipexol ou a qualquer componente da fórmula;
  • Crianças e adolescentes com menos de 18 anos;
  • Pessoas que apresentaram reações graves ao medicamento anteriormente;
  • Gestantes e mulheres que estejam amamentando, devido à falta de segurança do uso nessas fases da vida e ao possível impacto na produção de leite.

Além disso, o uso deve ser cuidadosamente avaliado em pessoas com doenças renais, transtornos psiquiátricos ou histórico de alucinações.

Cuidados durante o uso

Durante o uso do pramipexol, é importante evitar dirigir ou operar máquinas caso ocorra sonolência ou episódios de sono repentino, além de ter cautela com o consumo de álcool, que pode aumentar a sonolência.

Também deve-se informar ao médico sobre o uso de outros medicamentos, especialmente os que atuam no sistema nervoso central, como antidepressivos, antipsicóticos, sedativos e medicamentos para dormir.

Além disso, pessoas com histórico de comportamentos compulsivos devem ser acompanhadas durante o tratamento, sendo importante comunicar ao médico qualquer alteração de humor, impulsividade ou alucinações.