Plicoma retal: o que é, sintomas, causas e tratamento

agosto 2022

O plicoma retal é uma situação em que há uma saliência da pele da região anal devido à inflamação do reto, o que pode ser consequência da prisão de ventre, hemorroida, fissura anal, infecções locais, doenças inflamatórias intestinais ou ser devido a alterações no processo de cicatrização após cirurgias na região.

O plicoma retal normalmente não está associada a sinais e sintomas, sendo apenas uma alteração estética. No entanto, em alguns casos o plicoma pode ser grande, causar desconforto e aumentar o risco de infecções secundárias.

É importante que o gastroenterologista ou clínico geral seja consultado para que seja feita uma avaliação do plicoma e seja verificada a necessidade de tratamento, que pode ser feito por meio da realização de cirurgia.

Sintomas de plicoma retal

Na maioria dos casos, o plicoma retal não causa dor ou outros sinais ou sintomas, sendo apenas notado uma saliência de pele que aparece na região anal. Porém, em alguns casos, principalmente quando o plicoma é muito grande, pode haver coceira, estar associado a presença de hemorroidas e tornar a higienização da região mais complicada, o que pode aumentar o risco de inflamação no local e de infecções secundárias causadas por bactérias.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do plicoma retal é feito pelo gastroenterologista ou coloproctologista por meio de exame físico, em que é feita a observação da região anal e, assim, a presença de saliências do tecido do local.

Principais causas

O plicoma retal acontece devido a uma inflamação crônica da região, o que faz com que exista inchaço do local e, como consequência, saliências na pele, podendo ser notadas através da região anal. Algumas situações que podem aumentar o risco de plicoma retal são:

  • Prisão de ventre;
  • Gravidez;
  • Hemorroidas e fissuras anais;
  • Doenças inflamatórias intestinais;
  • Micose local;
  • Eczema anal ou dermatite.

Além disso, o plicoma retal pode ser também consequência de alterações no processo de cicatrização após uma cirurgia na região, por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o plicoma retal deve ser orientado pelo gastroenterologista ou coloproctologista. De forma geral, não é necessário remover o plicoma, porém caso exista um risco aumentado de infecções secundárias ou cause desconforto, pode ser recomendada a remoção do plicoma por meio de cirurgia. Outra opção para remoção do plicoma retal é a crioterapia, que consiste no congelamento, utilizando nitrogênio líquido, da pele que está em excesso, que depois cai.

Além disso, para evitar novos plicomas retais, é importante ter atenção à alimentação, dando preferência a alimentos ricos em fibras, além de consumir bastante líquidos durante o dia, pois dessa forma é possível deixar as fezes mais macias e hidratadas, facilitando a sua saída e diminuindo o risco de fissuras anais e hemorroidas, prevenindo o plicoma. Veja como deve ser a alimentação para prisão de ventre.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em agosto de 2022.

Bibliografia

  • JUNIOR, Carlos W. S.; GUZELA, Vivian Regina; HORA, José Américo B. et al. Anoplastia com avanço do plicoma: uma nova técnica para o tratamento da fissura anal crônica. Journal of Coloproctology. Vol 38. 1 ed; 161-162, 2018
  • CHILDREN'S HOSPITAL OF WISCONSIN. Anal fissures and anal skin tags. 2018. Disponível em: <https://chw.org/-/media/publication-media-library/2018/05/23/00/19/1760en.pdf>. Acesso em 05 set 2019
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  • BONHEUR, Jennifer L. et. al.. Anal Skin Tags in Inflammatory Bowel Disease: New Observations and a Clinical Review. Inflamm Bowel Dis. 14. 9; 1236-1239, 2008
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.