Peniscopia: o que é, para que serve (e como é feita)

A peniscopia é um exame urológico que utiliza um aparelho com lente de aumento para avaliar detalhadamente a pele do pênis, principalmente a glande, a região ao redor dela e o prepúcio, que é a pele que recobre a glande.

Durante o procedimento, pode ser aplicada uma solução de ácido acético, que ajuda a identificar alterações que não são visíveis a olho nu, como lesões causadas pelo papilomavírus humano (HPV), alterações pré-cancerosas ou inflamações.

O exame é realizado pelo urologista e geralmente não causa dor. Quando são identificadas áreas suspeitas, o médico pode indicar uma biópsia para confirmar o diagnóstico por meio da análise do tecido em laboratório.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

A peniscopia é indicada para avaliar alterações na pele do pênis, que podem identificar:

  • Lesões causadas pelo HPV, incluindo verrugas genitais e alterações que podem não ser visíveis a olho nu;
  • Manchas, feridas, alterações de cor ou textura na pele do pênis;
  • Lesões suspeitas de neoplasia intraepitelial peniana, que seriam alterações pré-cancerosas;
  • Inflamações, como balanite e candidíase masculina.

A peniscopia também pode identificar lesões suspeitas que podem precisar de biópsia para confirmação do diagnóstico, além de auxiliar na avaliação de pessoas com histórico de infecção pelo HPV ou lesões penianas anteriores. Conheça os sintomas de HPV no homem.

Para avaliar possíveis alterações na pele do pênis, marque uma consulta com o urologista mais próximo de você:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Preparo para a peniscopia

O preparo para a peniscopia é simples e geralmente não exige cuidados específicos. Recomenda-se realizar a higiene habitual da região genital no dia do exame, aparar os pelos pubianos sem raspar com lâmina e evitar relações sexuais nas 72 horas anteriores à avaliação.

Além disso, é indicado não utilizar cremes, pomadas, perfumes ou outros produtos no pênis antes do exame, pois podem interferir na análise das alterações da pele.

Também é importante informar ao médico sobre alergias, uso de medicamentos e, principalmente, o uso de anticoagulantes, caso exista a possibilidade de realização de biópsia.

Como é feita a peniscopia

A peniscopia é realizada pelo urologista e segue geralmente as seguintes etapas:

  1. Posicionar a pessoa deitada e realizar uma avaliação inicial da pele do pênis para identificar possíveis alterações visíveis;
  2. Utilizar um aparelho com lente de aumento, chamado colposcópio, para examinar detalhadamente as áreas da pele do pênis;
  3. Aplicar uma solução de ácido acético na região genital, quando necessário, para destacar alterações que podem não ser visíveis a olho nu;
  4. Observar características como manchas, alterações de cor, verrugas, feridas ou outras lesões suspeitas.

O exame geralmente dura poucos minutos e não costuma causar dor, embora possa causar um leve desconforto durante a aplicação da solução, quando necessária.

Peniscopia com biópsia

Durante a peniscopia, quando o urologista identifica uma área suspeita ou uma alteração que precisa de investigação mais detalhada, pode ser indicada a realização de uma biópsia.

Leia também: Biópsia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/para-que-serve-a-biopsia

Nesse procedimento complementar, uma pequena amostra do tecido é retirada e analisada em laboratório para confirmar ou descartar alterações como lesões causadas pelo HPV, inflamações, alterações pré-cancerosas ou câncer de pênis.

Cuidados após o exame

A peniscopia é um exame rápido e dura cerca de 15 a 20 minutos, sendo que após o exame, não são necessários cuidados adicionais. 

No entanto, caso tenha sido realizada a peniscopia com biópsia, é recomendado evitar relações sexuais durante 1 semana após o exame, além da aplicação de pomadas receitadas pelo urologista, para permitir a cicatrização da pele.

Quando não fazer

A peniscopia geralmente é um exame seguro e não possui contraindicações específicas. Porém, o médico pode avaliar a necessidade de adiar o procedimento em situações, como em infecções ou inflamações intensas na região genital.

O exame também pode ser adiado em pessoas com alergia ou sensibilidade às substâncias utilizadas, como o ácido acético aplicado durante a avaliação. 

Além disso, quando há possibilidade de realização de biópsia, o médico deve avaliar condições que aumentem o risco de sangramento, como o uso de medicamentos anticoagulantes ou alterações na coagulação.

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