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O que são cistos e como tratar

Outubro 2019

Os cistos são tipos de nódulos preenchidos com um conteúdo líquido, semi-sólido ou gasoso, como espécies de bolsas, e são, na maior parte dos casos, benignos e assintomáticos. Eles podem se desenvolver em qualquer local do corpo, sendo mais comum surgirem em órgãos como mama, tireoide, ovários, fígado ou articulações, por exemplo.

São várias as causas que originam os cistos como infecções, traumatismos, obstrução das glândulas sebáceas, ou mesmo por uma questão de genética. Normalmente não precisam de tratamento, a não ser em situações que necessitam de investigação mais aprofundada ou quando apresentam características suspeitas de gravidade, podendo ser aspirados com agulhas específicas ou removidos com cirurgia.

O que são cistos e como tratar

Existem vários tipos de cistos, que devem ser avaliados e identificados pelo médico. No entanto, faremos aqui um breve resumo dos mais frequentes:

1. Cisto no ovário

O cisto no ovário, na maioria das vezes, é benigno, não representando qualquer risco à saúde da mulher. Geralmente, surgem devido a alterações hormonais presentes ao longo do ciclo menstrual, gravidez, menopausa ou com uso de certos medicamentos hormonais, por exemplo.

Na maioria das vezes, os cistos simples no ovário não precisam de qualquer tratamento, podendo regredir espontaneamente, entretanto, há situações em que precisam ser removidos com cirurgia, como quando crescem demais e provocam sintomas como dor abdominal, quando apresentam algum tipo de complicação, como se romperem ou torcerem, ou quando o ultrassom mostra características suspeitas de malignidade, como crescimento rápido, conter partes sólidas ou vasos sanguíneos, por exemplo, podendo também ser recomendado pelo médico o uso de contraceptivos orais ou medicamentos analgésicos.

Existem vários tipos de cisto no ovário, veja quais, como identificar e tratar.

2. Cisto de Naboth

O cisto de Naboth pode formar-se no colo do útero, devido ao acúmulo de muco liberado pelas glândulas de Naboth, quando seus ductos ficam obstruídos e impedem a passagem do muco.

Estes cistos são comuns em mulheres em idade fértil e não são motivo para preocupação, pois costumam ser benignos. No entanto, estes nódulos nem sempre curam espontaneamente, podendo ser indicado tratamento feito com eletrocauterização. Saiba mais sobre este tipo de cisto.

3. Cisto de Baker

O cisto de Baker surge na articulação do joelho, sendo visto como um caroço localizado na parte de trás do joelho. Ele surge devido ao acúmulo de líquidos da articulação, e apesar de nem sempre provocar sintomas, pode causar dor e rigidez nesse local, dificultando a movimentação do joelho.

Geralmente este cisto surge devido a problemas no joelho que causam lesões ou desgaste nas suas estruturas, como artrose, lesão do menisco, artrite reumatoide ou gota, por exemplo. Saiba como identificar este cisto e qual o tratamento.

Normalmente esse tipo de cisto não precisa de tratamento, no entanto, nos casos em que há dor pode ser recomendada fisioterapia, aspiração do líquido ou cirurgia, que é indicada quando o cisto se rompe.

O que são cistos e como tratar

4. Cisto sebáceo

O cisto sebáceo é uma espécie de caroço que se forma sob a pele, preenchido por queratina e outros materiais derivados da pele, também chamado de sebum, de cor branca, aspecto semi-sólido e macio ao toque.

Este cisto costuma se formar após traumas na pele ou dentro de folículos pilosos, é benigno e não precisa de qualquer tratamento. No entanto, caso se torne incômodo, cresça muito ou provoque dor devido a uma inflamação ou infecção, é feita remoção por cirurgia simples, geralmente, pelo dermatologista. Veja em que consiste a cirurgia.

5. Cisto no rim

O cisto simples no rim normalmente é benigno e não costuma provocar sintomas, sendo necessário apenas o acompanhamento pelo médico.

No entanto, caso o exame de ultrassom demonstre sinais suspeitos de uma lesão grave, como um abscesso ou câncer, o médico deverá indicar uma investigação mais aprofundada, com tomografia, ressonância magnética e, se necessário, uma punção para análise do seu conteúdo. Veja mais sobre cisto no rim.

6. Cisto pilonidal

O cisto pilonidal é caracterizado por uma bolsa constituída por material de glândulas sebáceas e sudoríparas, além de pedaços de pele e pêlos, que se desenvolve geralmente no final da coluna vertebral, logo acima dos glúteos, gerando sintomas como dor, inchaço, calor e fissuras na pele.

A principal forma de tratamento é sua a retirada através de cirurgia. Saiba mais sobre coo se forma e como tratar este cisto.

O que são cistos e como tratar

7. Cisto de Bartholin

O cisto de Bartholin ocorre devido a uma obstrução da glândula de Bartholin, que está localizada na parte anterior da vagina e que é responsável por lubrificá-la durante o contacto íntimo.

Este cisto geralmente é indolor, não provoca sintomas e pode curar sem que seja necessário tratamento, a não ser que o cisto fique inflamado ou infectado, podendo ser indicado o uso de anti-inflamatórios, antibióticos ou, até, cirurgia. Saiba o que pode causar o aparecimento do cisto de Bartholin.

8. Cisto sinovial

O cisto sinovial é um tumor benigno, preenchido por líquido transparente, que se forma junto a articulações, principalmente do punho, mas também joelhos, tornozelos ou pés.

Apesar de suas causas exatas não serem explicadas, pode estar associado a traumatismo, lesões por esforço repetido ou defeito na articulação, e apesar de nem sempre causas sintomas, pode provocar dor, perda de força e sensibilidade no local, além de queixas estéticas. Veja mais sobre o cisto sinovial e quando é necessário tratamento.

Esse cisto pode desaparecer por si só, no entanto no caso de ter um grande tamanho, o médico pode prescrever anti-inflamatórios e a realização da aspiração do líquido.

9. Cisto aracnoide

O cisto aracnoide é uma coleção de líquido cefalorraquidiano entre as membranas que recobrem o cérebro, e costuma, na maioria das vezes, ser congênito, ou seja, já nascer com o bebê, o acontecer pode lesões cerebrais, tumores ou infecções, com a meningite.

Normalmente estes cistos são assintomáticos, no entanto, se crescerem podem causar danos no cérebro, e por isso precisam de tratamento, que é feito com cirurgia. Veja mais sobre os sintomas e o tratamento.

10. Cisto no fígado

O cisto simples no fígado, na maior parte das vezes, não produz sintomas ou qualquer alteração no corpo. Além disso, não costuma ser grave e nem é sinal de câncer, mas deve-se ir vigiando e caso aumente de tamanho ou surjam características suspeitas de malignidade ao exame, o médico poderá indicar tratamentos específicos. Saiba mais sobre cisto no fígado.

O que são cistos e como tratar

11. Cisto na mama

Os cistos na mama são, normalmente, assintomáticos e benignos, e costumam surgir em mulheres com idade entre os 15 e 50 anos. Na maioria das vezes, é necessário apenas acompanhamento da lesão, no entanto, quando provocam dor, desconforto, crescem com o tempo ou quando passam a apresentar outras características sugestivas de malignidade, devem ser puncionados pelo médico para uma melhor avaliação do seu conteúdo. Saiba quando o cisto na mama tem risco de virar câncer.

Apesar de poder surgir em qualquer idade, os cistos na mama são mais comuns em mulheres entre 40 e 50 anos de idade e são formados por líquidos, sendo na maioria das vezes recomendada a drenagem do líquido, o que promove o alívio dos sintomas.

Possíveis causas

O cisto pode ser provocado por vários fatores, a depender do seu tipo e local. Algumas das causas mais comuns são:

  • Infecções;
  • Defeitos no desenvolvimento do bebê;
  • Fatores genéticos;
  • Tumores;
  • Defeitos nas células;
  • Doenças inflamatórias;
  • Lesões ou traumatismos nos tecidos afetados;
  • Bloqueio de glândulas;
  • Alterações hormonais;
  • Gravidez.

Em alguns casos, também podem se desenvolver devido a lesões ou traumatismos nos tecidos da região afetada, o que é comum em cistos que surgem na região articular, por exemplo.

O que são cistos e como tratar

Os cistos podem virar câncer?

Geralmente os cistos são nódulos benignos e podem desaparecer mesmo sem tratamento. No entanto, sempre devem ser vigiados pois, em alguns casos, podem crescer muito ou apresentar características suspeitas, como ter um conteúdo sólido, necessitando de uma investigação mais aprofundada e tratamentos orientados pelo médico.

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