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Consequências da retirada do útero (histerectomia total)

dezembro 2022

A retirada do útero, também chamada de histerectomia, além de interromper a menstruação, pode ter consequências, como diminuição da libido, dor durante o contato íntimo, menor lubrificação vaginal e sentimentos negativos, em algumas mulheres.   

A histerectomia pode ser indicada no tratamento do sangramento vaginal, câncer de colo uterino e câncer de endométrio, por exemplo, podendo também ser necessário, em alguns casos, a retirada das trompas ou dos ovários. Entenda como é feita a cirurgia de retirada do útero.

Geralmente, a recuperação após a cirurgia dura cerca de 6 a 8 semanas, mas algumas alterações podem se manter durante mais tempo, sendo importante que a mulher seja regularmente acompanhada pelo médico e receba apoio emocional para aprender a lidar com todas as alterações, evitando emoções negativas que possam levar ao surgimento de depressão, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

As principais consequências da retirada do útero são:

1. Alterações na menstruação

Após a retirada do útero, a mulher deixa de ter o sangramento menstrual, já que não há mais o tecido do útero para ser eliminado, no entanto o ciclo menstrual continua acontecendo, uma vez que os hormônios femininos continuam sendo produzidos.

Porém, caso os ovários também sejam removidos, podem surgir sintomas de menopausa, como ondas de calor, suor noturno e irritabilidade, devido à falta dos hormônios produzidos por estes órgãos. 

Em caso de sintomas de menopausa após a retirada do útero é recomendado consultar o ginecologista, podendo ser indicada a reposição hormonal. Entenda como é feita a terapia de reposição hormonal.

2. Alterações na libido

Algumas mulheres, após a retirada do útero, podem ter aumento do desejo sexual, já que há um menor desconforto durante o contato íntimo.

Por outro lado, outras mulheres podem ter diminuição da libido, dor durante o contato íntimo, dificuldade de penetração e menor lubrificação vaginal após retirada do útero, especialmente quando cirurgia foi indicada para tratar doenças como o câncer de colo uterino ou endométrio. Veja o que fazer para aumentar a lubrificação vaginal.

3. Alterações emocionais

Após a retirada do útero, a mulher pode se sentir triste por não ter mais o órgão ou saber da impossibilidade de engravidar, por exemplo. No entanto, também é comum algumas mulheres se sentirem aliviadas por terem tratado a alteração que levou à cirurgia. 

Assim, após a histerectomia, o médico pode recomendar fazer psicoterapia para aprender a lidar com as emoções e possíveis dificuldades após a retirada do útero, evitando o desenvolvimento de problemas como depressão e ansiedade. 

4. Ganho de peso

Algumas mulheres podem relatar ganho de peso mais fácil após a retirada do útero, especialmente durante o período de recuperação. No entanto, mais estudos são necessários para comprovar essa relação.

É possível que o ganho de peso esteja relacionado com alterações hormonais, que favorecem o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal.

Além disso, como o período de recuperação pode ser longo, algumas mulheres podem deixar de ser tão ativas como eram antes da cirurgia, o que pode contribuir para o aumento do peso.

5. Prisão de ventre

Algumas mulheres podem desenvolver prisão de ventre após a retirada do útero, sendo possível acontecer devido a complicações como a lesão de nervos durante a cirurgia, por exemplo. No entanto, esta alteração nem sempre tem uma causa específica.

6. Alterações urinárias

Algumas mulheres podem ter dificuldade para urinar após a retirada do útero que tende a ser temporária e é mais comum em caso de obesidade e em mulheres com histórico de parto vaginal. 

No entanto, algumas mulheres que têm incontinência urinária podem ter diminuição da perda de urina, porque a retirada do útero pode descomprimir a bexiga e permitir segurar a urina mais adequadamente.

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em dezembro de 2022.

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Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.