Infecção no útero: sintomas, causas e tratamento

novembro 2021

A infecção no útero, também chamada de infecção uterina, pode ser causada por vírus, fungos, bactérias e parasitas que podem ser adquiridos por via sexual ou ser devido à desequilíbrio da microbiota genital da própria mulher, como é o caso da infecção por Gardnerella spp. e por Candida spp., por exemplo.

Assim, de acordo com o agente infeccioso responsável pela infecção, a mulher pode apresentar alguns sintomas, como corrimento vaginal, dor durante ou após a relação sexual, sangramento vaginal fora do período menstrual e febre, por exemplo, sendo importante consultar o ginecologista.

O tratamento da infecção no útero varia de acordo com o agente infeccioso, podendo ser recomendado pelo ginecologista que o tratamento seja feito com o uso de comprimidos ou pomadas. É importante que o tratamento também seja feito pelo parceiro, mesmo que não existam sintomas, pois assim é possível prevenir o desenvolvimento da infecção e surgimento de complicações.

Principais sintomas

Os sintomas de infecção no útero são mais comuns de surgir em mulheres que possuem vida sexual ativa, podendo variar de acordo com o agente infeccioso responsável pela infecção. De forma geral, os principais sintomas de infecção de uterina são:

  • Corrimento constante, com mau cheiro, de cor branca, amarelada, marrom ou cinza;
  • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • Dor durante a relação sexual ou logo depois;
  • Dor na barriga, com sensação de pressão;
  • Coceira, em alguns casos;
  • Febre.

Apesar dos sintomas serem frequentes, nem todas as mulheres com infecção no útero apresentam todos os sintomas e, além disso, existe a possibilidade de se estar com uma infecção no útero e não apresentar nenhum sintoma, como pode acontecer na cervicite, que é a inflamação no colo do útero. Saiba identificar os sinais e sintomas de alteração no útero.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da infecção no útero é feito pelo ginecologista a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela mulher. Além disso, é realizado um exame ginecológico com o objetivo de avaliar a região genital da mulher e podem ser solicitados exames de sangue, urina e de imagem, como a ultrassonografia abdominal e transvaginal, por exemplo.

Causas de infecção no útero

A infecção no útero pode ser causada por vírus, fungos, bactérias e parasitas, e pode ser favorecida por algumas situações, como por exemplo:

  • Relação sexual com múltiplos parceiros;
  • Não usar camisinha em todas as relações sexuais;
  • Falta de higiene íntima;
  • Uso de produtos químicos ou sintéticos, como látex;
  • Lesões na vagina causadas pelo parto;
  • Duchas vaginais frequentes;
  • Utilização de roupas justas.

Dentre os principais agentes infecciosos relacionados com as infecções uterinas estão o vírus HIV e HPV, que são transmitidos por via sexual, fungos do gênero Candida, as bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, que são transmitidas por via sexual, e a Gardnerella spp., que faz parte da microbiota genital normal da mulher, mas que também está associada a infecções, e o parasita Trichomonas vaginalis.

Como deve ser o tratamento

O tratamento para a infecção no útero deve ser feito de acordo com a orientação do ginecologista e pode variar de acordo com o agente infeccioso e sinais e sintomas apresentados pela mulher. É recomendado que o tratamento seja feito tanto pela mulher quanto pelo seu parceiro, mesmo que não existam sinais ou sintomas.

O tratamento recomendado pode ser com o uso de antibióticos, anti-inflamatórios, antivirais, antifúngicos ou antiparasitários, que podem ser em forma de comprimido, cremes ou óvulos que devem ser aplicados diretamente na vagina. Conheça mais sobre o tratamento para alterações no útero.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em novembro de 2021. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.