O metilfenidato é um medicamento que pode ser indicado para tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em adultos e crianças acima de 6 anos e a narcolepsia em adultos.
Também conhecido como cloridrato de metilfenidato, este remédio ajuda a aumentar a atenção e a concentração, além de reduzir comportamento impulsivo, e alivia a sonolência diurna excessiva.
O metilfenidato é comercializado em farmácias e drogarias na sua forma genérica, como cloridrato de metilfenidato, ou com os nomes comerciais Ritalina, Ritalina LA e Concerta, por exemplo. No entanto, este remédio deve ser usado apenas com indicação e orientação de um médico.
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Para que serve o metilfenidato
O metilfenidato é um remédio que serve para:
- Tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em adultos e crianças acima de 6 anos;
- Tratar a narcolepsia em adultos.
No TDAH, o cloridrato de metilfenidato atua melhorando as atividades de determinadas partes do cérebro que são pouco ativas, ajudando a aumentar a atenção e a concentração, além de reduzir comportamento impulsivo.
Já na narcolepsia, esse remédio alivia a sonolência diurna excessiva, ajudando a pessoa a se manter acordada.
Cloridrato de metilfenidato é Ritalina?
O cloridrato de metilfenidato é Ritalina. No entanto, o cloridrato de metilfenidato é o princípio ativo que pode ser encontrado na forma de medicamentos genéricos, fabricados por diferentes laboratórios.
Já a Ritalina é o nome comercial escolhido pelo laboratório Novartis para vender o seu medicamento que contém o cloridrato de metilfenidato.
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A forma de tomar e a posologia do metilfenidato varia conforme a condição a ser tratada, a forma farmacêutica e a idade.
1. Metilfenidato 10mg
A dosagem de metilfenidato de 10 mg em comprimido inclui:
- TDAH em crianças acima de 6 anos: o médico indicará a dosagem de metilfenidato para a criança, iniciando o tratamento com uma dose baixa e aumentando gradualmente, conforme necessário. A dose diária máxima recomendada é de 60 mg;
- TDAH e narcolepsia em adultos: a dose diária geralmente é de 20 a 30 mg, mas algumas pessoas podem precisar de mais ou menos do que isso. A dose diária máxima recomendada é de 60 mg para o tratamento da narcolepsia e de 80 mg para o tratamento do TDAH.
Deve-se tomar o comprimido de metilfenidato uma ou duas vezes ao dia, por exemplo, no café da manhã e/ou almoço, com um copo de água. Os comprimidos do metilfenidato genérico não devem ser partidos, mastigados ou amassados.
Já o comprimido de 10 mg de metilfenidato, com o nome comercial Ritalina, pode ser partido. Mas a parte não usada deve ser guardada na embalagem original e administrada no prazo máximo de 1 dia.
Se uma dose for esquecida, deve-se tomá-la assim que possível. As doses seguintes do dia devem ser tomadas nos intervalos espaçados regularmente. Não se deve tomar doses dobradas de metilfenidato para compensar a dose esquecida.
2. Metilfenidato 36 mg
O metilfenidato de 36 mg é disponível na forma de comprimidos de liberação prolongada.
A dose do medicamento deve ser indicada pelo médico, podendo ser recomendado:
- Pessoas que não estejam em uso de metilfenidato: se não estiver tomando outro medicamento com metilfenidato ou estiver tomando outros medicamentos estimulantes, a dose inicial recomendada é de 18 mg, uma vez ao dia para crianças acima de 6 anos e adolescentes e de 18 ou 36 mg, uma vez ao dia para adultos;
- Pessoas em tratamento com 5 mg metilfenidato duas ou três vezes ao dia: a dose diária recomendada de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada é de 18 mg;
- Pessoas em tratamento com 10 mg metilfenidato duas ou três vezes ao dia: a dose diária recomendada de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada é de 36 mg
Em alguns casos, o médico pode definir que 54 mg para algumas pessoas. No entanto, a dose máxima diária de cloridrato de metilfenidato é de 54 mg para crianças entre 6 a 12 anos e até 72 mg para adolescentes e adultos.
O cloridrato de metilfenidato de 36 mg deve ser administrado por via oral, uma vez ao dia. Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros, pela manhã, com um copo de água, leite ou suco, antes ou após a refeição e não devem ser mastigados, partidos ou esmagados.
Em casos de esquecimento de uma dosagem, deve-se aguardar até que seja a hora de tomar a próxima dose.
3. Metilfenidato 18 mg
O metilfenidato de 18 mg é apresentado em comprimido revestido de liberação prolongada.
A dosagem do metilfenidato de 18 mg que pode ser recomendada pelo médico é de 18 mg, uma vez ao dia para crianças acima de 6 anos e adolescentes e de 18 ou 36 mg, uma vez ao dia para adultos, que não estejam usando metilfenidato
Já para pessoas que estejam usando o metilfenidato duas ou três vezes ao dia, o médico pode indicar a dosagem de 18 ou 36 mg por dia.
4. Metilfenidato 54 mg
O Metilfenidato de 54 mg é disponível na forma de comprimidos de liberação prolongada, que deve ser tomado inteiro, pela manhã, com um copo de água, leite ou suco, antes ou após a refeição, não devendo ser mastigados, partidos ou amassados.
Esta dosagem pode ser recomendada pelo médico em alguns casos para crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos.
5. Metilfenidato em cápsulas
O metilfenidato em cápsulas de liberação prolongada é encontrado com o nome comercial de Ritalina LA, podendo ser encontrado na dosagem de 10, 20, 30 ou 40 mg de cloridrato de metilfenidato.
A posologia da Ritalina LA recomendada é:
- TDAH em crianças com mais de 6 anos e adolescentes: o médico indicará quantas cápsulas a criança deve tomar, iniciando o tratamento com uma dose baixa e aumentando-a gradualmente, conforme necessário. A dose diária máxima recomendada é de 60 mg;
- TDAH em adultos: a dose usual é de 20 a 30 mg, onde o médico pode indicar uma dose maior para algumas pessoas. A dosagem diária máxima recomendada é de 80 mg.
A cápsula de metilfenidato deve ser engolida inteira, com um copo de água, uma vez ao dia pela manhã, com ou sem alimento.
Pessoas que não conseguem engolir a cápsula, podem abrir o medicamento e espalhar o conteúdo numa pequena quantidade de alimentos leves e não quentes, como suco de maçã, e comer imediatamente a mistura do remédio com o alimento.
Se uma dose de metilfenidato em cápsula for esquecida, deve-se tomá-la assim que possível. As doses seguintes deste dia devem ser tomadas nos intervalos espaçados regularmente.
Não se deve tomar doses dobradas de metilfenidato para compensar a dose esquecida.
Possíveis efeitos colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns com o uso do metilfenidato incluem:
- Gastrointestinais: diminuição do apetite, má digestão, vômito, prisão de ventre), dor abdominal, náuseas, diarreia e boca seca;
- Sistema nervoso: parestesia, nervosismo, tontura, vertigem, agitação, ansiedade, insônia, humor depressivo, bruxismo, depressão, mudanças rápidas e extremas na expressão das emoções, sonolência, dor de cabeça, tremores e movimentos bruscos e incontroláveis;
- Cardiovasculares: aumento da frequência cardíaca, palpitações, taquicardia, pressão alta e fenômeno de Raynaud;
- Respiratórios: dor de garganta, tosse, falta de ar, infecção do trato respiratório superior e sinusite;
- Oculares: distúrbios da acomodação visual e visão embaçada;
- Sexuais e reprodutivos: disfunção erétil e diminuição da libido;
- Pele e Tecido Subcutâneo: erupção cutânea e suor excessivo
- Gerais: perda de peso, fadiga, rigidez, febre, espasmo muscular e dependência física ou psíquica.
Em casos raros, este remédio pode causar desaceleração do peso e da altura durante o uso prolongado em crianças.
Também de forma rara, o metilfenidato pode causar anemia, pancitopenia, trombocitopenia, púrpura trombocitopênica, síndrome de Tourette, coma hepático, câimbras musculares, trismo, reações alérgicas, reações anafiláticas, orelha inchada, condições bolhosas e/ou esfoliativas, coceira, erupções cutâneas e exantemas.
Desorientação, alucinação, mania, logorreia, transtorno obsessivo-compulsivo, convulsões, distúrbio cerebrovascular, problema nos vasos sanguíneos do cérebro, movimentos lentos ou fortes e incontroláveis, visão dupla, pupilas dilatadas e insuficiência visual, são outros efeitos colaterais raros que também podem surgir.
Outros efeitos colaterais raros que podem surgir são angina pectoris, batimento cardíaco lento, sangramento no nariz, aumentos de enzimas hepáticas, lesão no fígado, insuficiência hepática aguda, perda de cabelo, vermelhidão na pele, dor nas articulações e/ou músculos, priapismo, ginecomastia, dor no peito, desconforto peitoral, diminuição da resposta ao medicamento e febre alta.
De forma desconhecida, onde a frequência não pode ser estimada com os dados disponíveis, esse remédio pode causar diminuição anormal dos níveis de todos os tipos de células sanguíneas, infarto, morte súbita, sangue na urina, ideação ou tentativa suicida e ereção prolongada, causando desconforto no pênis.
Na presença de efeitos colaterais graves, deve-se parar de tomar o metilfenidato e entrar em contato com o médico imediatamente.
Quem não pode usar
O metilfenidato não deve ser usado por pessoas com:
- Alergia ao medicamento ou a qualquer um de seus componentes:
- Ansiedade, tensão, agitação, problema da tireoide e glaucoma;
- Problemas cardíacos, como pressão muito alta, estreitamento dos vasos sanguíneos, infarto, batimento cardíaco irregular, angina, insuficiência cardíaca, doença cardíaca ou que nasceram com problema do coração;
- Que usam remédios inibidores da monoamina oxidase;
- feocromocitoma, um tumor da glândula adrenal;
- Síndrome de Tourette ou se qualquer pessoa da família tiver esta síndrome;
- Crianças com menos de 6 anos;
- Mulheres amamentando.
Os comprimidos de liberação prolongada não devem ser usados por pessoas com dificuldades para engolir ou com estreitamento grave no esôfago, estômago ou intestino.
Os comprimidos de metilfenidato não devem ser usados por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose, por conter lactose. Já as cápsulas de metilfenidato contêm sacarose e não devem ser usadas por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.