Lorazepam: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
abril 2022

O lorazepam é um ansiolítico da classe dos benzodiazepínicos indicado para o tratamento de distúrbios de ansiedade ou utilizado como medicação pré-operatória, pois age aumentando a atividade de substâncias neurotransmissoras no cérebro, como o GABA, causando um efeito tranquilizante.

Esse remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias, na forma de comprimidos contendo 1 mg ou 2 mg de lorazepam, com o nome comercial Lorax, ou como genérico sob a designação “lorazepam”.

O lorazepam deve ser sempre usado com indicação médica e é vendido somente com prescrição e retenção de receita pela farmácia.

Para que serve

O lorazepam é indicado para:

  • Controle dos distúrbios de ansiedade ou alivio, a curto prazo, dos sintomas de ansiedade ou ansiedade associada com sintomas depressivos;
  • Tratamento complementar de transtornos de ansiedade relacionados a outras condições, como depressão intensa ou estados psicóticos;
  • Medicação pré-operatória, antes do procedimento cirúrgico.

O lorazepam age aumentando a ação do GABA no cérebro, levando a um efeito calmante, reduzindo a ansiedade. Saiba mais sobre o tratamento para a ansiedade.  

A ação do lorazepam  inicia-se, aproximadamente, 30 minutos após a sua ingestão.

Como tomar

O lorazepam deve ser tomado por via oral, com um copo de água, antes ou após uma refeição.

As doses normalmente recomendadas do lorazepam para adultos ou crianças com mais de 12 anos são:

  • Tratamento da ansiedade: a dose normalmente recomendada é 2 a 3 mg de lorazepam por dia, administrada em doses divididas. No entanto, o médico pode recomendar doses entre 1 a 10 mg por dia, o que varia de acordo com os sintomas apresentados;
  • Tratamento da insônia causada pela ansiedade: a dose normalmente recomendada é de 1 a 2 mg de lorazepam em dose única diária, tomado à noite, antes de deitar. Em idosos ou pessoas debilitadas, recomenda-se uma dose inicial de 1 ou 2 mg ao dia, em doses divididas, que deve ser ajustada segundo as necessidades e a tolerância da pessoa.
  • Medicação pré-operatória: a dose normalmente recomendada é de uma dose de 2 a 4 mg na noite anterior à cirurgia e/ou uma a duas horas antes do procedimento.

A duração do tratamento com lorazepam varia de acordo com a avaliação médica, sendo geralmente recomendado o menor tempo de tratamento possível, que varia de 2 a 4 semanas. É importante não parar o tratamento por conta própria e sem a orientação do médico, pois esse remédio pode causar dependência.

Para interromper o tratamento, a dose do lorazepam deve ser reduzida lentamente, conforme a orientação do médico, para não causar sintomas de abstinência como tremor, aumento da produção de suor, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, agitação, insônia, ansiedade extrema, cansaço, dor muscular, confusão mental, irritabilidade, palpitação cardíaca, ou até convulsão, por exemplo.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com lorazepam são sensação de cansaço, sonolência, alteração do caminhar e da coordenação, confusão, depressão, tontura ou fraqueza muscular.

Além disso, deve-se comunicar ao médico caso a pessoa apresente alterações de humor ou de comportamento, sonolência excessiva, confusão mental, dificuldade para dormir, urina escura, pele e/ou olhos amarelados, impulsividade, agressividade, inquietação, irritação, agitação, ou pensamentos sobre suicídio.

O lorazepam pode causar reações alérgicas graves que necessitam de atendimento médico imediato. Por isso, deve-se interromper o tratamento e procurar o pronto socorro mais próximo ao apresentar sintomas como dificuldade para respirar, dor no peito, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, ou urticária. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica grave

Deve-se procurar atendimento médico imediato também caso se tome o lorazepam em doses maiores do que as recomendadas e surgirem sintomas de overdose como confusão mental, entorpecimento, dificuldade para falar ou se comunicar, dificuldade para coordenar os movimentos, batimentos cardíacos fracos, respiração fraca ou coma.

Quem não deve usar

O lorazepam não deve ser usado por crianças com menos de 12 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas com glaucoma de ângulo fechado, insuficiência respiratória grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, apnéia do sono, doenças graves no fígado ou nos rins, ou que tenham dependência de drogas abusivas ou álcool. 

Além disso, esse remédio não deve ser usado por pessoas que tenham alergia ao lorazepam, ou qualquer outro benzodiazepínico, como diazepam, alprazolam ou clonazepam, por exemplo.

O comprimido de lorazepam não deve ser utilizado por pessoas que tenham alergia ao ácido acetilsalicílico ou ao corante amarelo tartrazina.

Durante o tratamento com lorazepam, deve-se ter precaução ou evitar atividades como dirigir, utilizar máquinas pesadas ou realizar atividades perigosas, devido aos efeitos colaterais de sonolência ou tontura. Além disso, o uso de álcool pode aumentar esses efeitos colaterais se consumido ao mesmo tempo que estiver em tratamento com o lorazepam, desta forma, é importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em abril de 2022.

Bibliografia

  • DRUGS.COM. Lorazepam. 2021. Disponível em: <https://www.drugs.com/lorazepam.html>. Acesso em 28 abr 2022
  • LABORATÓRIOS PFIZER LTDA. Lorax (lorazepam) comprimidos de 1mg e 2mg. 2022. Disponível em: <https://www.pfizer.com.br/sites/default/files/inline-files/Lorax_Profissional_de_Saude_11_0.pdf>. Acesso em 28 abr 2022
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.

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