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O que é Perfil Lipídico e valores de referência

Perfil lipídico, também conhecido como lipidograma, é o exame de sangue capaz de determinar a quantidade de lipídios na circulação sanguínea. Os lipídios são moléculas de gordura, como LDL, HDL, VLDL e triglicerídeos, que quando estão em valores fora do normal, representam um grande risco para desenvolver doenças cardiovasculares, como angina, infarto, AVC ou trombose venosa, por exemplo.

O exame de perfil lipídico é solicitado pelo médico com o objetivo identificar o risco destas doenças e ajudar a orientar o tratamento ideal para cada pessoa, como forma de impedir complicações à saúde. Para determinar o perfil lipídico é colhido um exame de sangue, que pode ou não ser feito em jejum. No perfil lipídico completo, é possível observar os valores de:

1. Colesterol LDL

É considerado o colesterol mau, e seus valores devem ser mantidos abaixo de 130mg/dl, entretanto, para algumas pessoas são necessários controles mais rígidos como abaixo de 100, 70 ou 50mg/dl, a depender de condições como hábito de vida, histórico de doenças ou a presença de outros fatores de risco cardiovasculares. Saiba mais sobre o que é o colesterol ruim e qual o valor recomendado para cada pessoa.

O que é Perfil Lipídico e valores de referência

2. Colesterol HDL

É o colesterol bom, por isso, é o único que deve estar elevado. É recomendado que seu valor esteja acima dos 40mg para homens e mulheres, como forma de prevenir o risco de doenças cardiovasculares e, para isso, é indicada a realização de atividade física e ter uma alimentação rica em gorduras boas e fibras, presente em peixes, azeite, vegetais e sementes, por exemplo. Saiba mais sobre qual é e como aumentar o colesterol bom.

3. Colesterol VLDL

É o tipo de colesterol que tem como função o transporte dos triglicerídeos e do colesterol para os tecidos do corpo, e faz parte do grupo colesterol não-HDL, por isso, deve ser mantido em valores baixos, não sendo recomendado que seus valores estejam acima dos 30mg/dL. Saiba mais sobre os malefícios do colesterol VLDL alto.

4. Colesterol não-HDL

É a soma de todos os tipos de colesterol, exceto o HDL e, assim como o colesterol LDL isolado, também é considerado pelos médicos um importante fator de risco de doenças cardiovasculares, e podem ser utilizados para o acompanhamento e orientação do tratamento.

O colesterol não-HDL deve estar com níveis 30mg/dl acima do considerado ideal para o LDL, assim, se o máximo do valor do LDL recomendado para uma pessoa for 130mg/dl, o colesterol não-HDL é considerado normal se for de até 160mg/dl. 

5. Colesterol total

É a soma do HDL, LDL e do VLDL, e o desejável é que esteja com valor abaixo de 190mg/dL, já que quando está alto também aumenta o risco de doenças como infarto, AVC, angina ou pancreatite, por exemplo. Entretanto, deve-se ter em consideração que, se o colesterol bom (HDL) estiver muito alto, pode aumentar o valor do colesterol total, por isso, é sempre importante comparar os valores do perfil lipídico completo. Saiba mais sobre o que é o colesterol total e os passos para controlar.

6. Triglicerídeos

Também conhecidos como triglicérides, estas moléculas de gordura são uma importante fonte de energia para o corpo e para os músculos, entretanto, quando estão elevados na circulação sanguínea, podem facilitar o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. 

O valor desejável de triglicerídos no exame de perfil lipídico é menor que 150mg/dl, e quanto maior o seu valor, maior as chances de complicações. Além das doenças cardiovasculares, os triglicerídeos excessivamente elevados também podem provocar pancreatite. Confira outros sinais e sintomas de triglicerídeos altos

O que é Perfil Lipídico e valores de referência

Quando é indicado o exame de perfil lipídico

Geralmente, a dosagem do lipidograma é feita para adultos a cada 5 anos, entretanto, se houver maior risco para doenças do coração ou se o colesterol estiver alterado em outros exames, este intervalo deve ser menor.

Apesar de, normalmente, este exame não ser solicitado para crianças e adolescentes, pode ser feito naqueles com grandes chances de desenvolverem doenças cardíacas, como aqueles com doenças genéticas do colesterol, diabetes, pressão alta ou obesidade, por exemplo. 

O que fazer quando está alterado

Quando o perfil lipídico está alterado é importante realizar o tratamento, que é orientado pelo médico e, de preferência, com um acompanhamento por um nutricionista. As principais formas de tratar estas alterações incluem:

  • Mudanças na dieta: deve-se evitar alimentos ricos em gordura, como frituras ou carnes gordas, e excesso de carboidratos. Entretanto, nunca se deve esquecer que a dieta deve ser equilibrada, e com as quantidades ideais dos nutrientes para cada pessoa, por isso, é recomendado o seguimento com um nutricionista, para que se saiba selecionar melhor os alimentos e na quantidade ideal. Confira, no vídeo a seguir, dicas da nossa nutricionista sobre uma dieta para baixar o colesterol:

  • Hábitos de vida saudáveis: para diminuir o colesterol ruim e aumentar o colesterol bom, é recomendado praticar atividades físicas regulares, pelo menos de 3 a 6 vezes por semana, com uma média de 150 minutos de exercícios. Também é importante deixar de fumar, pois este hábito influencia na queda do colesterol bom;
  • Uso de remédios: em muitos casos o médico irá recomendar o uso de medicamentos para controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos, e alguns dos principais incluem as estatinas para baixar o coleterol, como Sinvastatina, Atorvastatina ou Rosuvastatina, por exemplo, ou os fibratos para diminuir os triglicerídeos, como o Ciprofibrato ou Bezafibrato, por exemplo. Saiba mais sobre os remédios para baixar o colesterol e o que fazer para baixar os triglicerídeos.

Além disso, para diminuir as chances de desenvolver doenças cardiovasculares, também é importante controlar outros fatores de risco, como controlar os níveis de glicemia, a pressão arterial e perder peso, pois todos esses fatores contribuem para a formação de aterosclerose nos vasos sanguíneos e o desenvolvimento de doenças. 

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