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O que é Linfedema e como tratar

O linfedema é o acumulo de líquidos que causa inchaço de uma determinada área do corpo. Ele pode acontecer depois de uma cirurgia e também é uma situação comum depois da retirada de gânglios linfáticos afetados por células malignas, devido ao câncer. 

Apesar de raro, o linfedema também pode ser congênito e se manifestar no bebê, mas é mais comum nos adultos devido a infecções ou complicações do câncer, por exemplo. O tratamento é feito com fisioterapia por algumas semanas ou meses, sendo bastante eficaz na eliminação do excesso de líquidos.

Como identificar 

O linfedema é facilmente observado à olho nu e durante a palpação, não sendo necessário realizar nenhum exame específico para o seu diagnóstico, mas pode ser útil verificar o diâmetro do membro afetado com uma fita métrica.

É considerado linfedema quando há aumento de 2 cm na circunferência do braço esquerdo, quando comparado com as medidas do braço direito, por exemplo. Essa medicação deve ser feita em todo membro afetado a cada 5 à 10 cm de distância, e serve como parâmetro para verificar os efeitos do tratamento. Nas áreas como tronco, área genital ou quando os dois membros são afetados uma boa solução pode ser tirar fotografias para avaliar os resultados antes e depois. 

Além do inchaço local, a pessoa pode apresentar sensação de peso, tensão, dificuldade de movimentar o membro afetado.

O que é Linfedema e como tratar

Linfedema tem cura? 

É possível curar o linfedema através do tratamento que pode durar aproximadamente 3 a 6 meses. É recomendado fazer 5 sessões por semana na fase inicial, até o momento em que existe uma estabilização do inchaço. Após esse período é recomendado fazer mais 8 a 10 semanas de tratamento, mas esse tempo varia de pessoa para pessoa. 

Como tratar o linfedema 

O tratamento do linfedema deve ser orientado pelo médico e pelo fisioterapeuta e pode ser feito com:

  • Fisioterapia: é indicado realizar a drenagem linfática manual adaptada à realidade do corpo da pessoa. A drenagem linfática após a retirada de linfonodos é um pouco diferente da habitual, porque é preciso direcionar a linfa para os gânglios corretos. Caso contrário, a drenagem pode ser prejudicial causando ainda mais dor e desconforto. 
  • Bandagem elástica: este é um tipo de atadura não muito apertada, que quando é devidamente colocada ajuda a conduzir a linfa adequadamente, eliminando o inchaço. A manga elástica deve ser usada, segundo a recomendação do médico e/ou fisioterapeuta, com compressão de 30 à 60 mmHg durante o dia, e também durante a realização de exercícios. 
  • Enfaixamento: deve-se colocar uma faixa tensora em camadas sobrepostas após a drenagem nos primeiros 7 dias, e a seguir 3 vezes por semana, para ajudar a eliminar o edema. A manga é recomendada para linfedema no braço e a meia de compressão elástica para as pernas inchadas.
  • Exercícios: é importante ainda realizar exercícios sob a supervisão do fisioterapeuta, que podem ser realizados com bastão, por exemplo, mas exercícios aeróbios também são indicados. 
  • Cuidados com a pele: deve-se manter a pele limpa e hidratada, evitando usar roupas apertadas ou com botões que possam ferir a pele, facilitando a entrada de micro-organismos. Assim, é preferível usar tecido de algodão com com velcro ou com espuma.   

Em caso de excesso de peso é importante emagrecer e também é recomendado diminuir o consumo de sal e de alimentos que aumentam a retenção de líquidos, como os industrializados e ricos em sódio, isso não vai eliminar o excesso de líquidos referente ao linfedema, mas ajuda a desinchar o corpo, como um todo. 

Quando a pessoa apresenta edema há muito tempo, pode surgir como complicação a presença de fibrose, que é um tecido endurecido na região, e nesse caso deve-se realizar terapia específica para eliminar a fibrose, com técnicas manuais. 

Porque acontece o linfedema 

O linfedema é o acumulo da linfa, que é um líquido e proteínas fora da circulação sanguínea e linfática, no espaço entre as células. O linfedema pode ser classificado como sendo:

  • Linfedema primário: apesar de ser muito raro, é quando é causado por alterações no desenvolvimento do sistema linfático, e o bebê já nasce com essa condição e o inchaço permanece ao longo da vida, embora possa ser tratado
  • Linfedema secundário: quando acontece devido a alguma obstrução ou alteração no sistema linfático devido a doença infecciosa, como a elefantíase, obstrução causada pelo câncer ou consequência do seu tratamento, devido a cirurgia, lesão traumática ou doença inflamatória, nessa caso há sempre inflamação dos tecidos envolvidos e risco de fibrose. 

É muito comum o linfedema após o câncer de mama, quando são retirados gânglios linfáticos na cirurgia de retirada do tumor, porque a circulação linfática fica prejudicada, e por força da gravidade, o excesso de líquidos fica acumulada no braço. Saiba mais sobre a fisioterapia após o câncer de mama

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