Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.
O que você precisa saber?

Elefantíase: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

A elefantíase, também conhecida como filariose, é uma doença parasitária, causada pelo parasita Wuchereria bancrofti, que consegue atingir os vasos linfáticos e promove uma reação inflamatória, causando uma obstrução do fluxo de linfa e levando ao acúmulo de líquido e inchaço em alguns órgãos, como braço, testículo, no caso dos homens, e pernas, principalmente.

A transmissão do parasita para as pessoas acontece por meio da picada do mosquito gênero Culex sp., conhecido como mosquito palha ou pernilongo, que é capaz de transportar as larvas do verme e transmitir através da picada. O tratamento deve ser indicado pelo infectologista ou clínico geral, sendo normalmente recomendado o uso de antiparasitários, como Dietilcarbamazina e Ivermectina com o objetivo de eliminar o parasita.

Elefantíase: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas de elefantíase podem surgir após vários meses da infecção pelo parasita e acontecem devido ao desenvolvimento e espalhamento das larvas do parasita pelo organismo. Os principais sintomas de elefantíase são:

  • Febre elevada;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Intolerância à luz;
  • Reações alérgicas
  • Asma;
  • Coceira pelo corpo;
  • Pericardite;
  • Aumento dos gânglios linfáticos;
  • Inchaço dos membros, como pernas, braços, mamas, testículo ou saco escrotal.

Após meses a anos, caso a filariose não seja devidamente tratada, a presença das filárias adultas na circulação faz com que se formes cicatrizes e obstrução dos vasos linfáticos, o que impede o fluxo de linfa e causa acúmulos deste líquido nos membros afetados, causando inchaço crônico e espessamento da pele, o que dá o aspecto semelhante ao de um elefante, que origina o nome da doença.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da elefantíase é feito pelo infectologista ou clínico geral através da observação dos sinais e sintomas apresentados, além de ser necessário para confirmar o diagnóstico a realização de exames de sangue que ajudam a identificar o parasita ou a resposta imunológico do organismo.

O diagnóstico nem sempre é feito nas fases iniciais da doença, isso porque a doença evolui muito lentamente ao longo dos anos, havendo constante multiplicação e espalhamento do parasita no organismo, podendo levar ao aparecimento de sinais e sintomas de outras doenças.

Elefantíase: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Como ocorre a transmissão

A transmissão da elefantíase acontece quando o mosquito pica a pessoa, passando as larvas do tipo L3, que migram até os vasos linfáticos e desenvolvem-se até a fase adulta, havendo liberação de novas larvas na circulação sanguínea e linfática.

A pessoa infectada pelo Wuchereria bancrofti não passa o parasita para outras pessoas, no entanto se um mosquito o picar, pode ser infectado e, assim, transmitir o parasita para outras pessoas.

Como é feito o tratamento

O tratamento da elefantíase é feito com o uso de medicamentos antiparasitários indicados pelo médico, podendo ser recomendado o uso de Dietilcarbamazina ou Ivermectina com Albendazol, por exemplo, que são capazes de matar as larvas da filária e impedir suas complicações.

Entretanto, em alguns casos, pode ser necessária a realização de cirurgia para correção do sistema linfático, e diminuir os sintomas ou as complicações, quando a inflamação já causou cicatrizes e obstrução do fluxo de linfa.

Prevenção da elefantíase

A prevenção da elefantíase é feita se evitando o contato com mosquitos transmissores, através de medidas como:

  • Uso de mosquiteiro para dormir;
  • Telas nas janelas e nas portas;
  • Evitar deixar água parada em pneus, garrafas e vasos de plantas, por exemplo;
  • Usar repelente diariamente;
  • Evitar locais com moscas e mosquitos;

Além disso, cabe ao governo utilizar meios para combater as moscas e mosquitos como a pulverização de venenos pelo ar, como o fumacê e as medidas de saneamento básico.

Bibliografia >

  • FIOCRUZ. Espionando: A Wuchereria bancrofti. Disponível em: <http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=105&sid=2>. Acesso em 03 Jul 2020
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Filariose Linfática: Manual de Coleta de Amostras Biológicas para Diagnóstico de Filariose Linfática por Wuchereria bancrofti. 2008. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/filariose_linfatica_manual.pdf>. Acesso em 13 Jun 2019
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Filariose Linfática (Elefantíase): causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/filariose-linfatica>. Acesso em 03 Jul 2020
  • NEVES, David P. Parasitologia Humana. 12 ed. Atheneu, 323-333.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia de Vigilância em Saúde. 2017. Disponível em: <https://www.saude.gov.br/images/pdf/2017/setembro/05/Guia-de-Vigilancia-em-Saude-2017-Volume-3.pdf>. Acesso em 03 Jul 2020
  • BARER, Michael R et al. Medical Microbiology: A guide to microbial infections - pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 620-621.
  • ZEIBIG, Elizabeth A. Clinical Parasitology. 2 ed. United States of America: Elsevier, 2013. 223-227.
Esta informação foi útil?   
Sim  /  Não

Ficou alguma dúvida. Deixe aqui a sua questão para que possamos melhorar o nosso texto:

Atenção! Só poderemos responder diretamente se deixar o seu email.
Irá receber um email com um link que deverá aceder para confirmar que o email lhe pertence.
Mais sobre este assunto:

Publicidade
Carregando
...
Fechar Simbolo de finalizado

Pode perguntar

Fechar
É hora de acabar com todas as suas dúvidas!
Erro
Erro
Erro
Marque a caixa de verificação acima.
Enviar Mensagem