Guiné (planta): para que serve, como usar e efeitos colaterais

A guiné é uma planta medicinal da espécie Petiveria alliacea, rica em flavonóides, esteróis, alcalóides, cumarina e trissulfeto de benzila, com propriedades diuréticas, anti-inflamatórias, antirreumáticas e sedativas, sendo por isso popularmente utilizada auxiliar no tratamento da dor de cabeça, ansiedade ou reumatismo, por exemplo.

A parte normalmente utilizada da guiné, também conhecida popularmente como rabo-de-gambá ou amansa senhor, são as folhas, de onde são extraídas as substâncias ativas, com propriedades medicinais, para o preparo do chá.

A guiné pode ser comprada em algumas lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação, no entanto, é importante que o seu uso seja indicado e orientado pelo médico ou fitoterapeuta, uma vez que é uma planta que pode causar intoxicação.

Para que serve

A planta guiné possui propriedade diurética, antirreumática, analgésica, depurativa, anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana, abortiva, hipoglicemiante e anti-espasmódica, podendo ser indicada para:

  • Dor de cabeça;
  • Dor na vista;
  • Reumatismo;
  • Dor de dente;
  • Dor de garganta;
  • Falta de memória;
  • Infecção por microrganismos;
  • Infecções pulmonares e respiratórias.

Além disso, devido à sua capacidade de atuar no sistema nervoso, essa planta pode também ser utilizada no tratamento de depressão, ansiedade ou epilepsia, além de poder estimular as habilidades cognitivas.

Apesar de ter benefícios para a saúde, a guiné é considerada tóxica, por isso é importante que seja utilizada conforme orientação do fitoterapeuta ou médico.

Como usar

A forma mais utilizada da guiné é o chá, que é feito utilizando as folhas secas dessa planta.

É importante ressaltar que a guiné é uma planta tóxica e, por isso, o uso para fins terapêuticos deve ser indicado pelo médico ou fitoterapeuta.

Ingredientes

  • 2 colheres de sopa (20 g) de folhas secas de guiné;
  • 1 xícara de água.

Modo de preparo

Ferver a água e colocar em uma xícara. Adicionar as folhas secas de guiné e deixar repousar por cerca de 10 minutos. Coar, esperar amornar e beber o chá de acordo com a orientação do terapeuta.

Além do chá, pode-se fazer inalação com a planta, ajudando a aliviar os sintomas de ansiedade e nervosismo, por exemplo.

Possíveis efeitos colaterais

Devido a sua ação no cérebro, o uso prolongado ou em grandes quantidades da planta guiné podem resultar em sonolência, insônia, inquietação, alucinações, apatia, confusão mental, tremor, falta de coordenação motora, alterações no sistema nervoso central, convulsões e, até mesmo, morte.

Por isso, o uso da guiné deve ser feito somente com orientação médica ou de um profissional de saúde com experiência em plantas medicinais, que podem indicar a dose correta e o tempo de tratamento com essa planta.

Quem não deve usar

A guiné não deve ser usada por mulheres grávidas, uma vez que tem efeito abortivo. Além disso, essa planta não deve ser usada por crianças ou mulheres em amamentação.

A guiné também não deve ser usada por pessoas com problemas circulatórios ou cardíacos, ou que usam anticoagulantes, como a varfarina, pois pode aumentar o risco de sangramentos.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em setembro de 2022.

Bibliografia

  • SILVA, M. L.; et al. Petiveria alliacea exerts mnemonic and learning effects on rats. J Ethnopharmacol. 169. 124-9, 2015
  • RANDLE, M. M.; et al. A Systematic Review of the Traditional and Medicinal Uses of Petiveria alliacea L. In The Treatment of Chronic Diseases. Journal of Plant Science and Research. 5. 1; 179, 2018
Mostrar bibliografia completa
  • LUZ, D. A.; et al. Ethnobotany, phytochemistry and neuropharmacological effects of Petiveria alliacea L. (Phytolaccaceae): A review. J Ethnopharmacol. 185. 182-201, 2016
  • GOMES, P. B.; et al. Central effects of isolated fractions from the root of Petiveria alliacea L. (tipi) in mice. J Ethnopharmacol. 120. 2; 209-14, 2008
  • KIM, S.; et al. Antibacterial and antifungal activity of sulfur-containing compounds from Petiveria alliacea L. J Ethnopharmacol. 104. 1-2; 188-92, 2006
  • DA LUZ, Diandra A. Petiveria alliacea L.: Etnobotânica, fitoquímica, efeitos neurofarmacológicos e cognitivos. Tese de Pós-Graduação, 2016. Universidade Federal do Pará.
  • SILVA, João P. B et. al. Antimicrobial and Anticancer Potential of Petiveria alliacea L. (Herb to “Tame the Master”): A Review. Phcog Rev. 85-93, 2018
  • CARMARGO, Maria Thereza L. A. Contribuição etnofarmacobotânica ao estudo de Petiveria alliacea L. –Phytolacaceae– (“amansa-senhor”) e a atividade hipoglicemiante relacionada a transtornos mentais. Dominguezia. Vol 23. 1 ed; 21-27, 2007
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.