Guiné (planta): para que serve, como usar e efeitos colaterais

Maio 2021

A Guiné é uma planta medicinal popularmente conhecida como Rabo-de-gambá e Amansa senhor, que é utilizada para fins terapêuticos devido a sua ação anti-inflamatória e no sistema nervoso.

O seu nome científico é ​Petiveria alliacea e pode ser comprada em algumas lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação, no entanto é importante que o seu uso seja indicado e orientado pelo médico ou fitoterapeuta devido à sua toxicidade. 

Guiné (planta): para que serve, como usar e efeitos colaterais

Para que serve

A planta Guiné possui propriedade diurética, antirreumática, depurativa, anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana, abortiva, hipoglicemiante e anti-espasmódica, podendo ser indicada para:

  • Dor de cabeça;
  • Dor na vista;
  • Reumatismo;
  • Dor de dente;
  • Dor de garganta;
  • Falta de memória;
  • Infecção por microrganismos.

Além disso, devido à sua capacidade de atuar no sistema nervoso, essa planta pode também ser utilizada no tratamento de depressão, ansiedade e epilepsia, além de poder estimular as habilidades cognitivas.

Apesar de ter benefícios para a saúde, a guiné é considerada tóxica, por isso é importante que seja utilizada conforme orientação do fitoterapeuta ou médico.

Como usar a Guiné

A Guiné é uma planta tóxica e, por isso, o uso para fins terapêuticos deve ser indicado pelo médico ou fitoterapeuta, sendo normalmente recomendada a utilização das folhas.

A forma mais utilizada dessa planta é o chá, que é feito colocando as folhas de Guiné em água fervente e deixando por cerca de 10 minutos. Em seguida, coar e beber o chá de acordo com a orientação do terapeuta. Além do chá, pode-se fazer inalação com a planta, ajudando a aliviar os sintomas de ansiedade e nervosismo, por exemplo.

Efeitos colaterais e contraindicações

Devido a sua ação no sistema nervoso, o uso prolongado ou em grandes quantidades da planta Guiné podem resultar em insônia, alucinações, apatia, alterações no sistema nervoso central e, até mesmo, morte.

Por possuir propriedades abortivas, o consumo dessa planta não é recomendado para mulheres grávidas.

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Bibliografia

  • DA LUZ, Diandra A. Petiveria alliacea L.: Etnobotânica, fitoquímica, efeitos neurofarmacológicos e cognitivos. Tese de Pós-Graduação, 2016. Universidade Federal do Pará.
  • SILVA, João P. B et. al. Antimicrobial and Anticancer Potential of Petiveria alliacea L. (Herb to “Tame the Master”): A Review. Phcog Rev. 85-93, 2018
  • CARMARGO, Maria Thereza L. A. Contribuição etnofarmacobotânica ao estudo de Petiveria alliacea L. –Phytolacaceae– (“amansa-senhor”) e a atividade hipoglicemiante relacionada a transtornos mentais. Dominguezia. Vol 23. 1 ed; 21-27, 2007
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