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Fruta noni: possíveis benefícios e riscos para a saúde

A fruta noni, cujo nome científico é Morinda citrifolia, é originária do Sudeste da Ásia, Indonésia e Polinésia, e muito utilizada nesses países devido às suas supostas propriedades medicinais e terapêuticas, como anti-inflamatória, antioxidante, antimicrobiana e hipoglicemiante.

Embora também possa ser encontrada no Brasil, tanto na sua forma natural como na forma de suco, as versões industrializadas da fruta não estão aprovadas pela ANVISA, pois nesses produtos haveria grande concentração da fruta noni, o que poderia ser tóxico para o corpo.

Fruta noni: possíveis benefícios e riscos para a saúde

Possíveis benefícios da fruta

Até ao momento existem poucos estudos feitos com a fruta noni, no entanto, sua composição já é bem conhecida e, por isso, é possível pressupor os possíveis benefícios da fruta. Dessa forma, as substâncias que poderão ter alguma atividade são:

  1. Vitamina C e outros antioxidantes naturais: podem ajudar a combater o envelhecimento e impedir o aparecimento de doenças crônicas;
  2. Polifenóis, ou compostos fenólicos: normalmente têm um forte potencial antibiótico e anti-inflamatório;
  3. Carboidratos e proteínas: são importantes fontes de energia;
  4. Beta-caroteno e vitamina A: podem ajudar na produção de colágeno, podendo ter benefícios para a pele, cabelo e unhas, além de poderem fortalecer o sistema imune e proteger a visão;
  5. Minerais, como cálcio, magnésio, potássio, ferro e fósforo: são importantes para manter um adequado funcionamento de todos os órgãos;
  6. Outros fitonutrientes, como vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, B12, C, E e ácido fólico: podem reduzir os radicais livres e regular o metabolismo do corpo.

Porém, é importante lembrar que estes benefícios ainda não estão comprovados em humanos, já que não existem estudos suficientes para comprovar sua ação, dose, contraindicações e segurança. Por esse motivo, o consumo da fruta deve ser evitado.

A fruta noni tem características físicas muito semelhantes à graviola e à fruta do conde, no entanto, estas frutas não devem ser confundidas, já que possuem propriedades muito diferentes.

Possíveis riscos da fruta noni

Embora possua potencial para ter vários benefícios para a saúde, a fruta noni não está aprovada pela Anvisa, pelo menos para a produção e venda de produtos industrializados. Isso acontece por dois grandes motivos: primeiro porque não existem estudos feitos em humanos que comprovem a segurança da fruta em humanos e, depois, porque foram reportados alguns casos em 2005 e 2007 de lesões graves no fígado após a ingestão do suco do noni.

Este efeito colateral foi mais observado em pessoas que consumiram em média de 1 a 2 litros do suco de noni durante um período aproximado de 4 semanas. Além disso, foi verificado que concentrações de noni acima de 1000 mg/kg pode possuir efeito tóxico para o organismo, além de causar irritação gastrointestinal, sensação de mal estar e danos aos rins e ao fígado. Por questões de segurança, não é recomendado o consumo desta fruta em nenhuma quantidade.

Fruta noni combate o câncer?

Na cultura popular a fruta noni tem potencial para curar diversas doenças, inclusive o câncer, depressão, alergias e a diabetes, todavia seu uso não é seguro e pode colocar a saúde em risco. Por esse motivo, o consumo da noni não é recomendado até que existam provas concretas da sua segurança e eficácia, com teste realizados em humanos.

Neste momento uma substância chamada damnacanthal, um composto extraído das raízes de noni, está sendo estudada em diversas pesquisas contra o câncer, mas ainda sem resultados satisfatórios.

Fruta noni emagrece?

Apesar dos relatos frequentes de que a fruta noni ajuda na perda de peso, ainda não é possível afirmar esta informação, pois são necessários mais estudos científicos para comprovar este efeito e qual a dose eficaz para alcançá-lo. Além disso, é normal haver uma perda de peso rápida quando o corpo encontra-se doente, e é mais provável que a perda de peso decorrente do consumo de Noni, não seja pelos motivos esperados, mas pelo desenvolvimento de doenças hepáticas. 

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Bibliografia

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