Como saber se o freio do pênis é curto (e quando fazer a cirurgia)

O freio do pênis curto, cientificamente conhecido como frênulo bálano-prepucial curto, acontece quando o pedaço de pele que liga o prepúcio à glande é mais curto que o normal, criando muita tensão ao puxar a pele para trás ou durante a ereção.

Isso faz com que o freio possa acabar rompendo durante atividades mais vigorosas, como o contato íntimo, resultando em dor intensa e sangramento.

Uma vez que este problema não melhora sozinho ao longo do tempo, é aconselhado consultar um urologista para avaliar o prepúcio e fazer uma cirurgia, conhecida como frenuloplastia, onde o freio é cortado de forma a liberar a pele e diminuir a tensão durante a ereção.

Imagem ilustrativa número 1

Como saber se o freio é curto

Alguns sinais e sintomas que podem indicar que o freio é curto são:

  • Dor ou desconforto durante a ereção ou a relação sexual;
  • Sensação de tensão na parte inferior da glande ao retrair o prepúcio;
  • A cabeça do pênis dobra para baixo quando a pele é puxada para trás;
  • A pele da glande não pode ser completamente puxada para trás;
  • Feridas o sangramento no freio, principalmente durante as relações sexuais.

O freio curto pode ser facilmente confundido com a fimose, porém são situações diferentes. Na fimose, a dificuldade para retrair o prepúcio acontece principalmente devido a um anel prepucial apertado. Já no caso do freio curto, a limitação está relacionada à tensão exercida pelo próprio freio.

Leia também: Fimose: o que é, sintomas, como identificar, tipos e tratamento tuasaude.com/fimose

Porém, se existir suspeita de freio do pênis curto ou de fimose é recomendado consultar o urologista para iniciar o tratamento adequado, especialmente antes de se iniciar a vida sexual ativa, pois pode evitar o surgimento de desconforto.

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Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do freio curto é feito pelo urologista através da avaliação dos sintomas e exame físico do pênis.

Durante o exame físico, o médico observa o freio e realiza a retração suave do prepúcio para avaliar a sua elasticidade. Quando o freio é muito curto, pode acontecer tensão na parte inferior da glande, limitação da retração do prepúcio ou fazer com que a cabeça do pênis se incline para baixo.

De forma geral, não é necessário realizar exames de sangue, ecografia ou outros exames de imagem para confirmar o diagnóstico.

Marque uma consulta com o urologista mais próximo, usando a ferramenta a seguir, para que seja feita uma avaliação mais detalhada:

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Como é feito o tratamento

O tratamento do freio curto depende da intensidade dos sintomas e deve ser orientado pelo urologista.

Nos casos leves, o médico pode recomendar apenas a observação, não havendo necessidade de realizar tratamento específico. Porém, quando existe fimose associada, o médico pode indicar o uso de corticoides tópicos, como a betametasona, para favorecer a retração do prepúcio.

Quando o freio curto causa dor, limita a retração do prepúcio, provoca feridas ou interfere nas relações sexuais, o médico pode indicar a frenuloplastia, que é uma cirurgia realizada para liberar o freio e liberar a tensão.

Como é feita a cirurgia

A cirurgia para o freio do pênis curto, também conhecida como frenuloplastia, é um procedimento simples que pode ser realizado com anestesia local ou geral, dependendo do caso. 

Existem diferentes técnicas cirúrgicas, mas normalmente o procedimento envolve a liberação da área que causa a tensão e a colocação de pequenos pontos para alongar o freio e impedir que ele se retraia novamente.

Após a cirurgia é normal que a região fique um pouco inchada e exista um ligeiro desconforto. Os pontos normalmente são absorvidos e se dissolvem em cerca de 2 a 3 semanas, apesar de que esse período pode variar de um homem para outro.

Durante a recuperação é recomendado:

  • Evitar relações sexuais e masturbação por até 4 semanas ou até que a ferida esteja completamente cicatrizada;
  • Manter a região limpa e seca, principalmente nas primeiras 48 horas;
  • Evitar banhos de imersão enquanto a ferida está cicatrizando;
  • Evitar piscina e natação por até 2 semanas;
  • Seguir as orientações médicas sobre higiene, uso de analgésicos e outros cuidados que possam existir.

Caso seja notado sangramento persistente, aumento da dor, vermelhidão, inchaço, calor local, secreção com mau cheiro ou dificuldade para urinar, é importante consultar o médico.