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Fototerapia: o que é, para que serve e como funciona

Revisão médica: Drª. Aleksana Viana
Dermatologista
novembro 2022
  1. Para que serve
  2. Como é feita
  3. Tipos
  4. Efeitos colaterais
  5. Contra-indicações

A fototerapia é um tratamento que consiste na utilização de luzes ultravioletas artificiais UVA ou UVB, que possuem ação anti-inflamatória e imunossupressora capazes de estimular ou inibir a atividade celular, sendo esse tratamento principalmente utilizado em recém-nascidos com icterícia, além de também poder ser indicado no tratamento da psoríase, vitiligo ou eczema, por exemplo.

A fototerapia também pode ser utilizada pelos fisioterapeutas para promover o rejuvenescimento e o combate à pequenas manchas de pele que podem ser causadas pelo sol. Nas sessões são utilizadas um tipo de luz especial, a Luz Emitida por Diodo (LED) que estimula ou inibe a atividade celular.

Esse tipo de tratamento é simples e não necessita de preparo, sendo apenas indicado que a pessoa tenha os olhos cobertos durante toda a sessão. De acordo com o objetivo do tratamento, o médico pode também indicar a utilização de remédios para potencializar os efeitos da fototerapia.

Para que serve

A fototerapia é indicada para problemas de pele, como:

  • Psoríase;
  • Eczema crônico;
  • Linfoma cutâneo de células T ou micose fungoide;
  • Pitiríase liquenoide plana;
  • Dermatite atópica;
  • Esclerodermia;
  • Líquen plano generalizado;
  • Eczema crônico;
  • Vitiligo;
  • Alopecia areata;
  • Foliculite eosinofílica associada ao HIV;
  • Urticária crônica espontânea;
  • Granuloma anular;
  • Mastocitose;
  • Erupção polimorfa à luz;
  • Doença do enxerto contra o hospedeiro.

Além disso, a fototerapia pode ser indicada nos casos de icterícia neonatal ou hiperbilirrubinemia do recém-nascido, em que o bebê apresenta a pele mais amarelada devido ao acúmulo do pigmento bilirrubina. Assim, ao realizar a fototerapia, é possível favorecer a absorção da luz emitida pela bilirrubina, diminuindo sua concentração no sangue do bebê. Conheça mais sobre a hiperbilirrubinemia do recém-nascido.

A quantidade de sessões de fototerapia pode variar de acordo com o objetivo do tratamento e gravidade da doença, devendo ser sempre indicado pelo médico.

Como funciona

A fototerapia tem ação anti-inflamatória e imunossupressora, além de ser útil para diminuir a superprodução de células em locais específicos da pele. Por vezes, para potencializar os efeitos da fototerapia o médico pode receitar o uso de medicamentos como retinoides, metotrexato ou ciclosporina antes da exposição à luz.

A realização da fototerapia consiste em aplicar uma luz com espectro de onda adequado diretamente no local a ser tratado, sendo importante que a pessoa tenha os olhos protegidos por um tapa olho durante todo o tratamento.

Como é feita

A fototerapia é feita com diferentes tipos de equipamentos, que emitem a luz ultravioleta no corpo todo ou em regiões específicas da pele, conforme orientação do dermatologista, que deve indicar o tipo de fototerapia a ser utilizada, assim como o comprimento de onda e dose a ser aplicada.

Para iniciar a fototerapia, são necessárias algumas medidas de segurança, como utilizar óculos de proteção, cobrir os órgãos genitais e utilizar um protetor facial, que são fornecidos pelo médico para a realização do procedimento.

Após a realização da fototerapia, é recomendada a utilização de óculos de sol com proteção ultravioleta, e protetor solar regularmente, especialmente nas áreas de pele expostas ao sol.

Tipos de fototerapia

Existem diferentes tipos de fototerapia que podem ser feitas para problemas de pele, sendo os principais:

  • Fototerapia UVB de banda estreita: esse o tipo de fototerapia utiliza radiação UVB, com comprimento de onda mais intensa entre 311 a 313nm, sendo mais indicado e mais eficaz para o tratamento da psoríase em adultos. Essa fototerapia pode ser feita somente com a aplicação da luz UVB, podendo ser nesse caso seguro para grávidas ou crianças. Além disso, essa fototerapia pode ser feita em associação com retinoides tópicos, corticoides ou análogos da vitamina D, sendo neste caso contra-indicada para gestantes;
  • Fototerapia UVB de banda larga: esse tipo de fototerapia é feita aplicando luzes de radiação UVB de amplo espectro, com comprimento de onda entre os 280-320nm. Esse tipo de fototerapia é a menos utilizada atualmente, devido a sua menor eficácia e maior risco de efeitos colaterais;
  • Fototerapia UVA com psoraleno (PUVA): é um tipo de tratamento combinado que consiste em primeiro em tomar por via oral ou aplicar sobre a pele uma substância chamada psoraleno, indicada pelo médico, que deixa a pele mais sensível ao tratamento, e 2 horas depois, expor a área da pele que será tratada à radiação UVA, indicada especialmente em caso de vitiligo, psoríase, eczema, líquen plano ou urticária pigmentosa, por exemplo.

O tipo de fototerapia deve ser indicado pelo dermatologista, de acordo com a condição a ser tratada, tratamentos anteriores, estágio da doença e gravidade dos sintomas.

Fototerapia neonatal

A fototerapia no recém nascido, ou neonatal, é indicada nos casos de icterícia ou hiperbilirrubinemia, que causam pele e olhos amarelados no bebê, devido ao deposição de bilirrubina na pele, que é um pigmento produzido quando os glóbulos vermelhos se decompõem. Assim, a fototerapia permite eliminar a bilirrubina em excesso através da urina, evitando complicações neurológicas no bebê.

Para garantir a eficácia desse tratamento, é importante que a luz emitida tenha um comprimento de onda capaz de ser absorvido pela bilirrubina e que se tenha atenção à concentração inicial de bilirrubina, pois dessa forma é possível indicar a quantidade de sessões necessárias.

O recém-nascido geralmente é colocado por baixo de uma luz branca ou azul, que pode ser colocada a 30 ou 50 cm de distância de sua pele, com os olhos devidamente tapados com uma venda específica, pelo tempo determinado pelo pediatra. 

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais que podem surgir devido à exposição à radiação ultravioleta da fototerapia são:

  • Envelhecimento da pele tratada;
  • Vermelhidão da pele, que atinge um pico em 12 a 24 horas após o tratamento;
  • Sensação de queimação na pele tratada;
  • Dor, inchaço ou formação de bolhas na área tratada;
  • Reativação do vírus do herpes labial;
  • Formação de bolhas nas placas de psoríase;
  • Pele seca ou enrugada;
  • Alterações na cor da pele tratada;
  • Perda da elasticidade ou maior fragilidade da pele.

Além disso, no caso da fototerapia PUVA, também podem ocorre dor intensa na pele, mal estar, febre, danos no leito da unha, hemorragia ou sangramentos debaixo das unhas, náuseas, lentigos ou ceratoses, por exemplo. Outro efeito colateral da PUVA é o risco aumentado de desenvolver catarata, sendo por isso recomendada a proteção com óculos especial durante o tratamento.

Fototerapia pode causar câncer?

A fototerapia, especialmente a fototerapia PUVA, pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pele, como o carcinoma de células escamosas ou o melanoma, quando é utilizada por longos períodos e em comprimento de onda inadequado, em pessoas suscetíveis, como aquelas que apresentam casos de câncer de pele na família.

O tratamento com fototerapia só deve ser feito com indicação do dermatologista, cumprindo as suas recomendações em relação ao número de sessões e tempo de cada uma delas para este seja um método seguro de tratamento. 

Quando não é recomendada

A fototerapia não deve ser realizada nas seguintes situações:

  • Lúpus eritematoso sistêmico (LES);
  • Dermatomiosite;
  • Xeroderma pigmentoso;
  • Síndrome de Gorlin;
  • Síndrome de Bloom;
  • Síndrome do nevo displásico;
  • Albinismo;
  • Pênfigo;
  • Porfiria;
  • Histórico de melanoma;
  • Histórico de câncer de pele não melanoma;
  • Condições pré-malignas da pele;
  • Histórico de exposição ao arsênio ou radiação ionizante;
  • Tratamento com imunossupressores;
  • Insuficiência hepática grave;
  • Fotossensibilidade;
  • Recém-nascidos que apresentem hiperbilirrubinemia devido a problemas nos rins ou no fígado.

Além disso, a fototerapia PUVA, é contra-indicada para crianças, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas que tenham catarata ou utilizam remédios como varfarina ou fenitoína.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em novembro de 2022. Revisão médica por Drª. Aleksana Viana - Dermatologista, em novembro de 2016.

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Revisão médica:
Drª. Aleksana Viana
Dermatologista
Especialista em Dermatologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em 2007 com registro profissional no CRM/PE – 16907.

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