Fototerapia: o que é, para que serve e como funciona

Revisão médica: Drª. Aleksana Viana
Dermatologista
setembro 2021

A fototerapia é um tratamento que consiste na utilização de luzes ultravioletas artificiais que possuem ação anti-inflamatória e imunossupressora capazes de estimular ou inibir a atividade celular, sendo esse tratamento principalmente utilizado em recém-nascidos com icterícia, além de também poder ser indicado no tratamento da psoríase, vitiligo eczema, por exemplo.

A fototerapia também pode ser utilizada pelos fisioterapeutas para promover o rejuvenescimento e o combate à pequenas manchas de pele que podem ser causadas pelo sol. Nas sessões são utilizadas um tipo de luz especial, a Luz Emitida por Diodo (LED) que estimula ou inibe a atividade celular.

Esse tipo de tratamento é simples e não necessita de preparo, sendo apenas indicado que a pessoa tenha os olhos cobertos durante toda a sessão. De acordo com o objetivo do tratamento, o médico pode também indicar a utilização de remédios para potencializar os efeitos da fototerapia.

Para que serve

A fototerapia é principalmente indicada nos casos de icterícia do recém-nascido, também chamado de hiperbilirrubinemia do recém-nascido, em que o bebê apresenta a pele mais amarelada devido ao acúmulo do pigmento bilirrubina. Assim, ao realizar a fototerapia, é possível favorecer a absorção da luz emitida pela bilirrubina, diminuindo sua concentração no sangue do bebê. Conheça mais sobre a hiperbilirrubinemia do recém-nascido.

Outras situações em que a fototerapia pode ser indicada são:

  • Linfoma cutâneo de células T;
  • Psoríase;
  • Esclerodermia;
  • Líquen plano;
  • Caspa;
  • Eczema crônico;
  • Urticária crônica;
  • Vitiligo;
  • Púrpura;
  • Rejuvenescimento e eliminação de manchas da face e das mãos.

A quantidade de sessões de fototerapia pode variar de acordo com o objetivo do tratamento e gravidade da doença, podendo ser indicado pelo médico a realização de até 3 sessões por semana.

Quando não é recomendada

A fototerapia não deve ser realizada em mulheres grávidas, em pessoas com lúpus eritematoso sistêmico, albinismo, catarata, pênfigo e com histórico de câncer. Além disso, esse tipo de tratamento também não é indicado no caso de recém-nascidos que apresentem hiperbilirrubinemia devido a problemas nos rins ou no fígado.

Como funciona

A fototerapia tem ação anti-inflamatória e imunossupressora, além de ser útil para diminuir a superprodução de células em locais específicos da pele. Por vezes, para potencializar os efeitos da fototerapia o médico pode receitar o uso de medicamentos como retinoides, metotrexato ou ciclosporina antes da exposição à luz.

A realização da fototerapia consiste em aplicar uma luz com espectro de onda adequado diretamente no local a ser tratado, sendo importante que a pessoa tenha os olhos protegidos por um tapa olho durante todo o tratamento.

Fototerapia no recém-nascido

O bebê que nasce com hiperbilirrubinemia normalmente tem que ficar num berço especial, fazendo fototerapia para eliminar a bilirrubina em excesso através da urina. Para garantir a eficácia desse tratamento, é importante que a luz emitida tenha um comprimento de onda capaz de ser absorvido pela bilirrubina e que se tenha atenção à concentração inicial de bilirrubina, pois dessa forma é possível indicar a quantidade de sessões necessárias.

O recém-nascido geralmente é colocado por baixo de uma luz branca ou azul, que pode ser colocada a 30 ou 50 cm de distância de sua pele, com os olhos devidamente tapados com uma venda específica, pelo tempo determinado pelo pediatra. 

Fototerapia pode causar câncer?

A fototerapia só deve ser usada sob indicação médica, cumprindo as suas recomendações em relação ao número de sessões e tempo de cada uma delas para este seja um método seguro de tratamento. Apesar de não ser comum, a fototerapia pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pele, como o melanoma, quando é utilizada por longos períodos e em comprimento de onda inadequado, em pessoas suscetíveis, como aquelas que apresentam casos de melanoma na família.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em setembro de 2021. Revisão médica por Drª. Aleksana Viana - Dermatologista, em novembro de 2016.

Bibliografia

  • COLVERO, Aline P.; COLVERO, Mauricio O.; FIORI, Renato M. Fototerapia. Scientia Medica. Vol 15. 2 ed; 90-96, 2005
  • ICTERÍCIA DO RECÉM-NASCIDO COM IDADE GESTACIONAL > 35 SEMANAS. Sociedade Brasileira de Pediatria. Disponível em: <https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/Ictericia_sem-DeptoNeoSBP-11nov12.pdf>. Acesso em 06 ago 2021
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  • CESTARI, Tania F.; PESSATO, Simone; CORREA, Gustavo P. Fototerapia – aplicações clínicas. An Bras Dermatol. Vol 82. 1 ed; 2007
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA REGIONAL RIO DE JANEIRO. O que é fototerapia. Disponível em: <https://sbdrj.org.br/o-que-e-fototerapia/>. Acesso em 06 ago 2021
Revisão médica:
Drª. Aleksana Viana
Dermatologista
Especialista em Dermatologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em 2007 com registro profissional no CRM/PE – 16907.