Estrogênio baixo: sintomas, como saber (e o que fazer)

O estrogênio baixo pode causar sintomas como alterações na menstruação, ondas de calor, suor noturno, secura vaginal, redução da libido e dificuldade para dormir, além de favorecer a perda de massa óssea e, em alguns casos, afetar a fertilidade.

A redução desse hormônio no corpo pode ocorrer naturalmente na menopausa ou devido a alterações nos ovários, hipotálamo ou hipófise, além de poder ocorrer após retirada dos ovários e de tratamentos como quimioterapia e radioterapia.

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A avaliação do estrogênio baixo é feita pelo ginecologista ou endocrinologista, considerando idade, sintomas e ciclo menstrual. Para confirmar o diagnóstico, o médico também pode solicitar exames como estradiol e FSH.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de estrogênio baixo

Os principais sintomas de estrogênio baixo incluem:

  • Alterações ou ausência da menstruação;
  • Ondas de calor e suor noturno;
  • Secura vaginal;
  • Dor nas relações sexuais;
  • Redução da libido;
  • Alterações do sono e do humor;
  • Dificuldade de concentração;
  • Ressecamento da pele.

Além disso, o estrogênio baixo pode diminuir a fertilidade, principalmente por afetar a ovulação e dificultar a preparação do endométrio para uma possível gravidez.

A intensidade dos sintomas varia de acordo com o quanto os níveis hormonais foram reduzidos. Na menopausa, por exemplo, os sintomas podem aparecer junto às mudanças naturais da função dos ovários. Conheça os sintomas da menopausa.

Como saber se o estrogênio está baixo

A avaliação do estrogênio baixo começa pela análise dos sintomas, da idade, do padrão menstrual e do histórico de saúde. Além disso, o ginecologista pode solicitar exame de sangue para avaliar os níveis hormonais, principalmente do estradiol.

Para uma avaliação do estrogênio, marque uma consulta com o ginecologista mais próximo de você:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

O exame de estradiol mede a principal forma de estrogênio no sangue, enquanto o FSH pode ajudar a avaliar a função dos ovários. Os valores variam conforme a idade e a fase do ciclo menstrual, e o resultado não deve ser interpretado isolado. Veja para que serve o exame de FSH.

Em mulheres na menopausa, geralmente não é necessário fazer exames hormonais para confirmar a condição quando os sintomas e a ausência de menstruação por 12 meses consecutivos são típicos.

Quando há dúvidas sobre a causa do estrogênio baixo, o médico pode solicitar outros exames, como teste de gravidez, função da tireoide e prolactina, além de exames de imagem, como o ultrassom pélvico, conforme a avaliação clínica.

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Possíveis causas de estrogênio baixo

As principais causas de estrogênio baixo são:

  • Menopausa, quando a função dos ovários diminui naturalmente;
  • Insuficiência ovariana primária, quando os ovários deixam de funcionar normalmente antes dos 40 anos;
  • Retirada dos ovários, que provoca uma queda importante dos hormônios ovarianos. Saiba como é a recuperação após retirada dos ovários;
  • Quimioterapia ou radioterapia, que podem afetar a função dos ovários;
  • Alterações do hipotálamo ou da hipófise, que interferem na produção dos hormônios responsáveis por estimular os ovários.

O estrogênio baixo também pode ocorrer quando há baixa disponibilidade de energia, principalmente devido à alimentação insuficiente, exercício físico excessivo ou perda importante de peso.

Além disso, algumas doenças da tireoide, como o hipotireoidismo, podem alterar o funcionamento do sistema reprodutivo e contribuir para a redução dos níveis de estrogênio. Entenda o que é hipotireoidismo.

O que fazer

O tratamento depende da causa do estrogênio baixo, da idade, dos sintomas e dos riscos e benefícios de cada opção. 

Assim, o tratamento indicado pelo médico pode incluir:

1. Terapia de reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal pode ser indicada para aliviar sintomas da falta de estrogênio, além de ajudar a prevenir a perda de massa óssea. 

Quando a mulher não tem útero, geralmente pode usar apenas estrogênio, que pode ser administrado em comprimidos, como o Premarin, adesivos, como o Estradot, ou gel para a pele, como o Oestrogel. Saiba como usar o Oestrogel.

Já quando a mulher tem útero, deve-se associar estrogênio e progesterona para proteger o endométrio. O tratamento pode ser feito com estradiol em comprimido, adesivo ou gel, associado à progesterona em comprimido, ou com os dois hormônios no mesmo comprimido.

2. Estrogênio vaginal

Para sintomas vaginais, como secura, ardor, desconforto ou dor nas relações, pode ser indicado o estrogênio vaginal.

Esse tratamento pode ser usado na forma de creme, comprimido ou óvulo vaginal, que age principalmente na região aplicada, com menor absorção para o sangue, e pode ser usado mesmo quando a terapia hormonal sistêmica não é necessária.

Leia também: Estriol: para que serve, como usar (e quando não é indicado) tuasaude.com/estriol-ovestrion

3. Alimentação rica em fitoestrogênios

Uma alimentação rica em fitoestrogênios fornece compostos que podem se ligar aos receptores de estrogênio e produzir efeitos semelhantes, podendo ajudar a reduzir sintomas como ondas de calor e suor noturno.

Os principais alimentos fontes de fitoestrogênios incluem soja e derivados, linhaça, grão-de-bico, semente de girassol e amêndoas, por exemplo. Conheça outros alimentos ricos em fitoestrogênios.

Esses alimentos podem fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas não substituem a terapia hormonal quando indicada.

4. Exercícios físicos

A prática regular de exercícios não aumenta diretamente o estrogênio, mas ajuda a preservar a massa óssea e muscular e proteger a saúde cardiovascular, que pode ser comprometida pela redução desse hormônio.

Exercícios de força, como musculação, e atividades com impacto, como caminhada e corrida, são especialmente importantes quando os níveis de estrogênio estão baixos.

5. Controle do estresse

O estresse intenso e prolongado pode aumentar o cortisol e interferir nos hormônios que controlam a ovulação, podendo contribuir para o estrogênio baixo, principalmente quando está associado a alterações no sono. 

Por isso, sono adequado, técnicas de respiração e momentos de lazer podem ajudar a reduzir o estresse e favorecer o equilíbrio hormonal. Veja algumas técnicas de relaxamento.

6. Tratar a causa

O tratamento depende do motivo pelo qual os níveis de estrogênio estão baixos. Quando a alteração está relacionada a doenças, uso de medicamentos, tratamentos contra o câncer ou alterações no hipotálamo ou na hipófise, é importante tratar ou controlar a condição responsável. 

Em algumas situações, isso pode ajudar a recuperar a produção natural de estrogênio.

Perguntas frequentes

  • O estrogênio baixo não causa ganho de peso diretamente, mas pode favorecer alterações na distribuição de gordura, principalmente o acúmulo na região abdominal, além de mudanças na massa muscular.
  • O exame de sangue que avalia o estrogênio é a dosagem de estradiol, mas os resultados devem ser interpretados junto aos sintomas, idade e ciclo menstrual.
  • Os principais sintomas incluem alterações na menstruação, ondas de calor, suor noturno, secura vaginal, redução da libido, alterações do sono e mudanças de humor.
  • A redução do estrogênio, pode contribuir para afinamento e queda dos cabelos, pois esse hormônio participa do ciclo de crescimento dos fios. 
    No entanto, outras causas também devem ser investigadas.

    Leia mais: 11 principais causas da queda de cabelo (e o que fazer)

  • O estrogênio baixo é menos comum em homens, que naturalmente produzem menores quantidades desse hormônio. 

    Ainda assim, o estrogênio desempenha funções importantes no homem, principalmente na saúde dos ossos, libido e função sexual.

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