Ooforectomia: o que é, quando é indicada e como é feita

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
dezembro 2021

A ooforectomia é a cirurgia para remoção do ovário que pode ser unilateral, quando apenas um dos ovários é retirado, ou bilateral, em que os dois os ovários são removidos, sendo realizada principalmente quando há risco de câncer de desenvolvimento de câncer de ovário.

Esse procedimento é indicado quando, após a realização de exames ginecológicos, é observada a presença de abscessos no ovário, cistos ou alterações indicativas de câncer.

A ooforectomia é um procedimento simples, realizado em ambiente hospitalar e feito sob anestesia. Como é feito através de videolaparoscopia, a recuperação é mais rápida e o sangramento após o procedimento é menor, sendo apenas necessário que a mulher continue sendo acompanhada pelo ginecologista para que seja monitorado o seu nível hormonal.

Quando é indicada

A ooforectomia é um procedimento cirúrgico que pode ser indicado pelo médico após a realização de exames ginecológicos em que são identificadas algumas alterações, como:

  • Abscesso ovariano;
  • Câncer de ovário;
  • Endometriose no ovário;
  • Cistos ou tumores no ovário;
  • Torção do ovário;
  • Dor pélvica crônica.

Além disso, o médico pode indicar a realização da ooforectomia profilática, que é feita com o objetivo de prevenir o desenvolvimento de câncer de ovário, principalmente em mulheres com histórico familiar de câncer de ovário ou com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, que aumentam o risco de câncer nos ovários e nas mamas.

Como é feita

A ooforectomia é um procedimento simples, mas que deve ser realizado no ambiente hospitalar, já que é necessária anestesia. De acordo com a alteração, gravidade da doença e região afetada, pode ser realizada a ooforectomia unilateral ou bilateral.

Antes de realizar a cirurgia é indicado que a pessoa fique em jejum por cerca de 8 horas e que tenha uma alimentação leve e líquida, podendo ser também indicado pelo médico a suspensão de algum medicamento.

Esse procedimento é feito através da videolaparoscopia, que consiste na realização de uma pequena incisão para inserção do instrumento médico que contém uma microcâmera em sua extremidade. Assim, com o auxílio das imagens geradas pela microcâmera, é possível obter imagens da cavidade pélvica e realizar a retirada de um ou dos dois ovários.

O que acontece depois da cirurgia

Quando apenas um dos ovários é retirado, normalmente não há muitos impactos a curto e médio prazo, isso porque o outro ovário encarrega-se da produção dos hormônios. No entanto, é importante que continue sendo acompanhada pelo médico para que seja verificado se os níveis hormonais estão dentro do normal ou se é necessário fazer algum tipo de reposição, principalmente se a mulher deseja engravidar.

Por outro lado, quando a mulher é submetida a uma ooforectomia bilateral, a produção hormonal é comprometida e, por isso, pode haver diminuição da libido, intensificação dos sintomas da menopausa, aumento do risco de fraturas devido à maior chance de desenvolver osteoporose, e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Os benefícios e riscos da cirurgia para retirada dos ovários devem ser discutidos com o ginecologista, de forma a encontrar a melhor opção de tratamento, especialmente em mulheres que ainda não entraram na menopausa.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em dezembro de 2021. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • NUNES, Elsa; ÁGUAS, Fernanda; SILVA, Daniel P. Determinantes para a ooforectomia profilática aquando da histerectomia por patologia benigna. Acta Obstet Ginecol Port. Vol 8. 3 ed; 292-296, 2014
  • PATENTE, Raphael C. M et al. Quando fazer ooforectomia profilática com base em evidências, não em suposições. FEMINA. Vol 37. 1 ed; 2009
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.