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Estrógeno: o que é, para que serve e como é produzido

Fevereiro 2021

O estrógeno, também conhecido como estrogênio, é um hormônio produzido da adolescência até a menopausa, pelos ovários, tecido adiposo, células da mama e ósseas e glândula adrenal, que é responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos, controle do ciclo menstrual e desenvolvimento do útero, por exemplo.

Apesar de ser associado às funções reprodutivas femininas, o estrógeno também é produzido em pequenas quantidades pelos testículos tendo importantes funções no sistema reprodutor masculino, como modulação da libido, função erétil e produção de espermatozoides, além de contribuir para a saúde cardiovascular e óssea. 

Em algumas situações como insuficiência ovariana, ovário policístico ou hipogonadismo, por exemplo, o estrógeno pode estar aumentado ou diminuído causando alterações no corpo do homem ou da mulher, podendo levar à alteração do desejo sexual, dificuldade para engravidar ou infertilidade, por exemplo, e por isso, os níveis desse hormônio no sangue devem ser avaliados pelo médico. 

Estrógeno: o que é, para que serve e como é produzido

Para que serve

O estrógeno está relacionado com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos como o desenvolvimento das mamas e crescimento de pelos pubianos , além de possuir outras funções nas mulheres como:

  • Controle do ciclo menstrual;
  • Desenvolvimento do útero;
  • Alargamento dos quadris;
  • Estimulação do desenvolvimento da vulva;
  • Maturação dos óvulos;
  • Lubrificação da vagina;
  • Regulação da saúde óssea;
  • Hidratação da pele e aumento da produção de colágeno; 
  • Proteção dos vasos sanguíneos, promovendo a saúde do sistema cardiovascular;
  • Melhora do fluxo sanguíneo cerebral, da conexão entre os neurônios e da memória;
  • Controle do estado de humor.

Nos homens, o estrógeno também contribui para a modulação da libido, função erétil, produção de espermatozoides, saúde dos ossos, cardiovascular e aumento do metabolismo de lipídios e carboidratos.

Onde é produzido

Nas mulheres, o estrógeno é produzido, principalmente, pelos ovários, e sua síntese começa através do estímulo de dois hormônios produzidos pela hipófise no cérebro, o LH e o FSH, que enviam sinais aos ovários para produzir o estradiol, que é o tipo de estrógeno mais potente produzido durante toda a idade reprodutiva da mulher.

Outros dois tipos de estrógeno, menos potentes, também podem ser produzidos, a estrona e o estriol, mas não necessitam do estímulo dos hormônios cerebrais, pois as células tecido adiposo, as células da mama, óssea e dos vasos sanguíneos, glândula suprarrenal e a placenta durante a gravidez produzem uma enzima que transforma o colesterol em estrógeno.

Nos homens, o estradiol é produzido, em pequenas quantidades, pelos testículos, células ósseas, tecido adiposo e glândula suprarrenal.

Além da produção pelo corpo, alguns alimentos podem ser fonte de estrógenos que são fitoestrógenos, também chamados de estrógenos naturais, como a soja, a linhaça, o inhame ou a amora, por exemplo, e aumentam a quantidade de estrógeno no corpo. Veja os principais alimentos ricos em fitoestrógenos.

Estrógeno: o que é, para que serve e como é produzido

Principais alterações

A quantidade de estrógeno no corpo é medida pela quantidade de estradiol circulante no organismo através do exame de sangue. Os valores de referência desse exame variam de acordo com a idade e gênero da pessoa, além de poder variar de acordo com o laboratório. De forma geral, o valor de estradiol considerado normal nos homens é de 20,0 até 52,0 pg/mL, enquanto que no caso das mulheres o valor pode variar de acordo com o ciclo menstrual:  

  • Fase folicular: 1,3 a 266,0 pg/mL
  • Meio do ciclo menstrual: 49,0 a 450,0 pg/mL
  • Fase lútea: 26,0 a 165,0 pg/mL
  • Menopausa: 10 a 50,0 pg/mL
  • Menopausa tratada com reposição hormonal: 10,0 a 93,0 pg/mL

Esses valores podem variar conforme a análise realizada pelo laboratório em que se realizou a coleta do sangue. Além disso, valores de estrógeno acima ou abaixo dos valores de referência podem ser indicativos de problemas de saúde, sendo importante consultar um médico.

Estrógeno alto

Quando o estrógeno encontra-se elevado nas mulheres, pode causar ganho de peso, ciclo menstrual irregular, dificuldade para engravidar ou dor e inchaço frequente nas mamas.

Algumas situações que podem causar aumento do estrógeno em mulheres são:

  • Puberdade precoce;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Tumor no ovário;
  • Tumor na glândula suprarrenal;
  • Gravidez.

Nos homens, o estrógeno aumentado pode causar disfunção erétil, diminuição da libido ou infertilidade, aumentar a coagulação do sangue, estreitar as artérias e aumentar o risco de doenças cardíacas e hipertensão, além de favorecer o desenvolvimento de mamas, chamada de ginecomastia masculina. Saiba mais sobre a ginecomastia e como identificar

Estrógeno baixo

O estrógeno pode apresentar valores mais baixos durante a menopausa, que é uma condição natural da vida da mulher em que os ovários deixam de produzir esse hormônio, sendo que a maior parte do estrógeno passa a ser produzido somente pelas células de gordura do corpo e pela glândula suprarrenal, porém em pequenas quantidades. 

Outras situações que podem diminuir a quantidade de estrógeno produzido em mulheres são: 

  • Insuficiência ovariana;
  • Menopausa precoce;
  • Síndrome de Turner;
  • Uso de anticoncepcionais orais;
  • Hipopituitarismo;
  • Hipogonadismo;
  • Gravidez ectópica.

Nesses casos, os sintomas mais comuns são ondas de calor, cansaço excessivo, insônia, dor de cabeça, irritabilidade, diminuição do desejo sexual, secura vaginal, dificuldade de atenção ou diminuição da memória, que também são comuns na menopausa.

Além disso, o estrógeno baixo pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares e causar osteoporose, principalmente na menopausa, sendo em alguns casos necessária a terapia de reposição hormonal, indicada pelo médico de forma individualizada. Saiba como é feita a terapia de reposição hormonal na menopausa

Nos homens, o estrógeno baixo pode ocorrer por hipogonadismo ou hipopituitarismo e causar sintomas como retenção de líquidos no corpo, acúmulo de gordura abdominal, perda da densidade óssea, irritabilidade, depressão, ansiedade ou cansaço excessivo.

Assista o vídeo com a nutricionista Tatiana Zanin com dicas sobre alimentação durante a menopausa:

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