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Esofagite erosiva: o que é, tratamento e classificação de Los Angeles

Outubro 2020

A esofagite erosiva é quando ocorre a formação de lesões no esôfago, causadas pelo refluxo gástrico crônico, e geralmente causa sintomas como dor ao se alimentar e ingerir líquidos, e a presença de sangue em vômitos ou nas fezes. 

Normalmente, os casos de esofagite erosiva são a forma mais grave da esofagite comum, que acabou evoluindo e causando lesões, porque não foi tratada adequadamente. Veja quais os primeiros sinais de esofagite e suas causas.

O tratamento desta condição normalmente é feito pelo gastroenterologista que pode recomendar uso de remédios para evitar o excesso e até inibir a produção de suco gástrico, já em situações mais grave a cirurgia pode ser indicada. Além disso, também é necessário o acompanhamento do nutricionista, para indicar quais mudanças devem ser feitas nos hábitos alimentares.

Esofagite erosiva: o que é, tratamento e classificação de Los Angeles

Principais sintomas 

Os sintomas da esofagite erosiva dependem do grau das lesões no esôfago, mas normalmente incluem:

  • Vômitos que podem conter sangue ou não;
  • Dor ao se alimentar ou consumir líquidos;
  • Sangue nas fezes;
  • Dor de garganta;
  • Rouquidão;
  • Dor no peito;
  • Tosse crônica.

A esofagite erosiva é uma condição grave e quando não tratada adequadamente pode levar a anemia por falta de ferro no sangue e nos casos mais graves ao aparecimento de tumor no esôfago. Assim, caso exista a suspeita desta condição, é indicado procurar um gastroenterologista, para que possa ser feito o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado.

Como confirmar o diagnóstico 

O diagnóstico da esofagite erosiva é iniciado pelo gastroenterologista através da avaliação dos sintomas apresentados, e também dos fatores que melhoram ou pioram a intensidade dos sintomas.

No entanto, para confirmar o diagnóstico, e determinar a gravidade da situação, é indicado fazer uma endoscopia, que permite observar o tamanho das lesões e classificar a esofagite erosiva segundo o protocolo de Los Angeles. Entenda como a endoscopia é feita e como se preparar.

Classificação de Los Angeles

A classificação de Los Angeles tem como objetivo separar as lesões da esofagite erosiva de acordo com a gravidade, para que assim seja decidido o tratamento mais adequado para tratar a lesão. 

Grau de gravidade da lesão

Características

A

1 ou mais erosões menores do que 5 mm.

B

1 ou mais erosões maiores do que 5 mm, mas que não se juntam a outras.

C

Erosões que se unem, envolvendo menos do que 75% do órgão.

D

Erosões que estão em pelo menos 75% da circunferência do esôfago.

Quando as lesões da esofagite erosiva estão no grau C ou D e são recorrentes,existe um maior risco de aparecimento de câncer no esôfago, e por isso pode ser necessário que tratamento cirúrgico seja indicado primeiro, antes de ser recomendado o uso de medicamentos. 

Como é feito o tratamento 

O tratamento para a esofagite erosiva depende do que a causou, mas normalmente é feito com o acompanhamento do nutricionista que irá indicar a suspensão do uso de cigarros, se houver, redução do consumo de alimentos industrializados e gordurosos, além da perda de peso para pessoas com inicio de obesidade ou obesos. 

Ainda pode ser necessário fazer o uso de remédios como:

  • Inibidores de bomba de prótons (IBP), como omeprazol, esomeprazol ou lansoprazol:  que inibem a produção de suco gástrico pelo estômago, evitando assim que possam chegar até o esôfago;
  • Inibidores da histamina, como a ranitidina, famotidina, a cimetidina e a nizatidina: são usados quando os IBP não produzem o efeito esperado e também ajudam a reduzir a quantidade de ácido no estômago;
  • Procinéticos, como a domperidona e o metoclopramida: usados para acelerar os esvaziamento do estômago.

Caso a pessoa faça uso de remédios anticolinérgicos, como o Artane ou Akineton, e também os bloqueadores dos canais de cálcio, como o Anlodipino e Verapamil, o gastroenterologista poderá passar recomendações específicas de como utilizar os medicamento prescritos. 

O uso da cirurgia para a esofagite erosiva só é indicado caso as lesões não melhorem ou quando os sintomas são persistentes e todas as opções de tratamento anteriores já foram usadas. Esta cirurgia consiste em reconstruir uma pequena válvula que faz a ligação do estômago com o esôfago, impedindo assim que o suco gástrico retorne por este caminho e cause novas lesões. 

Como é feito o tratamento em gestantes 

No caso de gestantes é recomendado, além do acompanhamento com nutricionista e cuidados diários, o uso apenas dos inibidores de histamina, como ranitidina, cimetidina, nizatidina e a famotidina, pois são mais seguros de se usar nesta fase, além de não ser absorvidos pelo leite, durante sua produção.

Outros cuidados necessários 

Além do tratamento médico indicado, ainda é necessário seguir orientações diárias para se ter uma melhor qualidade de vida e evitar o desconforto dos sintomas:

  • Elevar cerca de 15 cm a 30 cm da cabeceira da cama;
  • Reduzir a ingestão de frutas cítricas, bebidas que contém cafeína, álcool ou gaseificadas, e alimentos como, menta, eucalipto, hortelã, tomate, chocolate; 
  • Evitar se deitar duas horas seguintes após a última refeições. 

Estes cuidados são semelhantes aos que são usados por pessoas com refluxo, pois ajudam a evitar que o ácido do estômago suba para o esôfago. Veja outras dicas de como tratar o refluxo, que também podem ser usadas para evitar a esofagite.

No videio a seguir, a nutricionista Tatiane Zanin, mostra como elevar a cabeceira da cama, além de dar ótimas dicas para aliviar de forma natural o desconforto do refluxo, que é o causador da esofagite erosiva: 

Bibliografia >

  • ABCD. ARQUIVOS BRASILEIROS DE CIRURGIA DIGESTIVA . Diagnóstico E Tratamento Da Doença Do Refluxo Gastroesofágico. 2014. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/abcd/v27n3/pt_0102-6720-abcd-27-03-00210.pdf>. Acesso em 30 Set 2020
  • JBM. Doença do refluxo gastroesofágico . 2014. Disponível em: <http://files.bvs.br/upload/S/0047-2077/2015/v102n6/a4558.pdf>. Acesso em 30 Set 2020
  • AMB. Manifestações clínicas da doença do refluxo gastroesofágico e os achados encontrados na endoscopia digestiva alta em adultos.. 2011. Disponível em: <http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/881.pdf>. Acesso em 30 Set 2020
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