Epiglotite: sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Drª. Beatriz Beltrame
Pediatra
setembro 2018

A epiglotite é uma inflamação grave causada por uma infecção da epiglote, que é a válvula que impede a passagem de líquido da garganta para os pulmões.

Geralmente, a epiglotite surge em crianças dos 2 aos 7 anos devido ao sistema imune não estar completamente desenvolvido, mas também pode aparecer em adultos com AIDS, por exemplo.

A epiglotite é uma doença rápida que pode causar obstrução das vias aéreas, levando a complicações muito graves, como parada respiratória, quando não é tratada. O tratamento requer internamento hospitalar, pois pode ser necessário receber oxigênio através de um tubo colocado na garganta e antibióticos pela veia.

Quais os sinais e sintomas

Os sintomas da epiglotite, normalmente, incluem:

  • Dor de garganta;
  • Dificuldade para engolir;
  • Febre acima de 38ºC;
  • Rouquidão;
  • Excesso de saliva na boca;
  • Dificuldade em respirar;
  • Ansiedade;
  • Respiração com chiado.

Nos casos de epiglotite aguda, a pessoa tende a inclinar-se para frente, ao mesmo tempo que estende o pescoço para trás, numa tentativa de facilitar a respiração.

Possíveis causas

As causas da epiglotite podem ser uma gripe mal curada, ficar engasgado com algum objeto, ocorrência de infecções respiratórias, como pneumonia, inflamações da garganta e queimaduras da garganta.

Nos adultos, as causas mais comuns de epiglotite são o tratamento de câncer com quimioterapia e radioterapia ou a inalação de drogas.

Transmissão da epiglotite

A transmissão da epiglotite acontece pelo contato direto com a saliva do indivíduo afetado, através de espirros, tosse, beijos e troca de talheres, por exemplo. Por isso, os pacientes infectados devem utilizar máscara e evitar a troca de objetos que estejam em contato com a saliva.

A prevenção da epiglotite pode ser feita através da vacina contra o Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que é o principal agente etiológico da epiglotite, sendo que a primeira dose deve ser feita aos 2 meses de idade.

Em que consiste o diagnóstico

Quando o médico suspeita de epiglotite, deve-se assegurar de imediato que a pessoa consegue respirar. Depois de estabilizada, a pessoa pode ser submetida a uma análise da garganta, realização de raio-X, recolha de uma amostra da garganta para ser analisada e realizar exames de sangue.

Como é feito o tratamento

A epiglotite tem cura e o tratamento consiste no internamento do indivíduo, para receber oxigênio através de um tubo colocado na garganta e para que sua respiração seja controlada através de máquinas próprias.

Além disso, o tratamento também inclui a injeção pela veia de antibióticos, como Ampicilina, Amoxicilina ou Ceftriaxona, até que a infecção reduza. Passados 3 dias, a pessoa, geralmente, pode voltar para casa, mas necessita de tomar os remédios por via oral indicados pelo médico por até 14 dias.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em setembro de 2018. Revisão médica por Drª. Beatriz Beltrame - Pediatra, em fevereiro de 2016.
Revisão médica:
Drª. Beatriz Beltrame
Pediatra
Formada pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, em 1993 com registro profissional no CRM PR - 14218.