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Enxerto de pele: o que é, quais os tipos e como é o procedimento

Os enxertos de pele são pedaços de pele que são transferidas de uma área do corpo para outra, quando é necessário substituir uma região da pele lesada, em situações como queimaduras, doenças genéticas, dermatoses crônicas, câncer de pele ou certas intervenções cirúrgicas.

Existem vários tipos de enxertos, que podem incluir a transferência de pele total ou parcial, que podem ser do próprio corpo ou de outro indivíduo e que podem ser simples ou compostas por outras estruturas, como cartilagem, por exemplo.

O procedimento médico vai depender da área do transplante e do tipo de enxertia que se pretende realizar e a recuperação deve ser feita inicialmente no hospital e, após a alta, devem-se adotar os cuidados indicados pelo médico, de forma a evitar complicações.

Enxerto de pele: o que é, quais os tipos e como é o procedimento

Tipos de enxertos de pele

A escolha do tipo de enxerto que se vai utilizar é determinada pelo médico e depende das características da localização, dimensões e propriedades da região onde vai ser aplicado. A região de pele dadora deve ser o mais compatível possível com a receptora. 

Os tipos de enxerto podem ser classificados da seguinte forma:

1. Enxerto de pele parcial ou total

O enxerto de pele parcial é constituído apenas por um tipo de tecido. Estes enxertos possuem apenas uma porção da derme, podendo ser finos, intermédios ou espessos.

Esse tipo de enxerto é mais frágil e geralmente é aplicado em grandes lesões cutâneas, defeitos nas mucosas ou sobre regiões musculares, por exemplo. 

Os enxertos de pele total incluem toda a derme, incluindo folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas e nervos, preservando assim as características da pele normal. Como possui uma maior quantidade de tecido que necessita revascularizar, requer melhores condições de sobrevivência.

Esses enxertos são mais indicados para a área do rosto ou para regiões mais visíveis, porque apresentam uma cor e textura mais próxima da pele normal. Além disso, também são indicados para crianças, porque podem se desenvolver normalmente à medida que a crianças cresce. 

2. Enxertos simples ou compostos

Os enxertos simples são constituídos apenas por um tipo de tecido, enquanto que os enxertos compostos incluem pele e outro tipo de tecido, como cartilagem, por exemplo. Este tipo de enxerto é usado quando é necessário mais suporte, como por exemplo na reconstrução auricular do ouvido ou do nariz.

3. Autoenxertos, aloenxertos ou enxertos heterólogos

Quanto à origem, os enxertos podem ser classificados como autoenxertos, quando são colhidos do corpo do próprio indivíduo, ou aloenxertos, quando são colhidos de outro indivíduo.

Os aloenxertos geralmente são usado em pessoas que perdem uma grande extensão de pele, devido a queimaduras, por exemplo. Nestes casos, pode-se recorrer a aloenxertos de familiares ou de curativos biológicos.

Quando é necessário realizar uma enxertia

A enxertia da pele é indicada para situações como:

  • Queimaduras profundas;
  • Infecções da pele;
  • Úlceras de pressão;
  • Abrasões;
  • Traumatismos;
  • Necrose da pele devido a um trauma ou cirurgia;
  • Deformações congênitas;
  • Câncer de pele.

Saiba também para que serve e lipoenxertia e como é feito o procedimento.

Como se preparar

Antes do procedimento médico, a pessoa deve ter em atenção as instruções do médico, como os medicamentos que deve tomar ou suspender. Além disso, pode ser necessário ficar sem comer ou beber no dia anterior à cirurgia.

Como é o procedimento

O procedimento é muito variável de depende da região que se pretende tratar, da extensão do enxerto e do estado de saúde da pessoa.

Geralmente, é recolhido o pedaço de pele do dador que, na maioria dos casos, é o próprio indivíduo. O enxerto de pele pode ser removido de uma área do corpo mais discreta, como o quadril ou a parte externa da coxa, abdome, virilha ou antebraço, por exemplo.

Depois, esse enxerto será colocado pelo cirurgião sobre a área do transplante, que poderá prendê-lo com um curativo cirúrgico, grampos ou pontos.

Cuidados a ter

Após o procedimento, é necessário ficar no hospital para receber os cuidados necessários e perceber se o corpo não rejeita o enxerto.

Quando a pessoa recebe alta hospitalar, o médico poderá receitar remédios para a dor e instruções para cuidar do enxerto e da região de onde ele foi retirado, para evitar uma infecção.

Possíveis complicações

Em alguns casos, a aplicação de enxertos de pele pode levar a complicações, como retração do enxerto, mudança de cor, surgimento de hematoma e infeção, devendo ser tratado de imediato.

Bibliografia >

  • CARVALHO, Ana Filipa Represas. ENXERTOS CUTÂNEOS - APLICAÇÕES EM CIRURGIA DERMATOLÓGICA . Trabalho final do 6ºano médico com vista à atribuição do grau de mestre, 2015. Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra.
  • LOFÊGO JA et. al.. Enxertia de pele em oncologia cutânea. An Bras Dermatol. . Vol.5. 465-472, 2006
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA DERMATOLÓGICA. Enxertos e retalhos. Disponível em: <https://www.sbcd.org.br/procedimentos/cirurgicos/enxertos-e-retalhos/>. Acesso em 30 Mar 2020
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