Enxaqueca ocular: sintomas, causas e como aliviar (é perigoso?)

A enxaqueca ocular é um termo usado para descrever alterações visuais temporárias associadas à enxaqueca, como flashes de luz, linhas em zigue-zague ou visão embaçada, que aparecem antes ou durante a dor de cabeça.

Na maioria das vezes, não é um problema do olho, mas sim do cérebro, sendo chamada de enxaqueca com aura visual. Geralmente, duram entre 5 e 60 minutos e desaparecem completamente.

Leia também: Enxaqueca com aura: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/enxaqueca-com-aura

Para aliviar os sintomas da enxaqueca ocular, recomenda-se descansar num ambiente calmo e escuro, reduzindo os estímulos visuais, além de manter-se hidratado e, quando necessário, usar medicamentos para a dor e o enjoo. 

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de enxaqueca ocular

Os sintomas de enxaqueca ocular incluem:

  • Flashes de luz;
  • Linhas em zigue-zague;
  • Manchas escuras;
  • Visão embaçada ou distorcida;
  • Sensibilidade à luz.

Na enxaqueca ocular, as alterações visuais não afetam apenas um olho específico, mas correspondem a uma alteração do campo visual, ou seja, envolvem a forma como o cérebro processa a visão. Veja outros sintomas de enxaqueca.

Enxaqueca ocular dura quantos dias?

A enxaqueca ocular não dura dias. Em geral, os sintomas visuais duram apenas alguns minutos e normalmente desaparecem entre 5 e 60 minutos. 

Em alguns casos, pode surgir depois uma dor de cabeça latejante, geralmente de um lado da cabeça, podendo vir acompanhada de náuseas. No entanto, as alterações visuais são sempre temporárias e de curta duração.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da enxaqueca ocular é feito principalmente pelo neurologista, com base na avaliação dos sintomas e na história clínica da pessoa.

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Não existe um exame específico que confirme a doença, por isso o médico avalia como os episódios visuais acontecem, a sua duração, frequência e se são seguidos ou não de dor de cabeça. 

Também é importante descartar outras causas mais graves de alterações visuais, podendo ser solicitados exames oftalmológicos e neurológicos, como exame da visão, fundo do olho ou exames de imagem, quando necessário. Saiba como é feito o exame de fundo de olho.

O que causa

A enxaqueca ocular é causada por alterações temporárias na atividade do cérebro e na forma como processa os sinais visuais. 

Essas alterações podem envolver mudanças na atividade dos neurônios e no fluxo de sangue no cérebro, mas a causa exata ainda não é totalmente conhecida.

No entanto, existem fatores que podem desencadear episódios de enxaqueca ocular, como:

  • Stress;
  • Falta de sono;
  • Cansaço;
  • Alterações hormonais;
  • Jejum prolongado;
  • Desidratação;
  • Consumo de álcool.

Além disso, alguns alimentos específicos e mudanças bruscas de rotina também podem causar a enxaqueca ocular. 

Em algumas pessoas, pode haver uma predisposição genética para desenvolver enxaquecas, o que aumenta a probabilidade de ocorrerem estes episódios.

Enxaqueca ocular é perigoso?

A enxaqueca ocular, na maioria dos casos, não é perigosa e costuma ser uma condição benigna. Os sintomas visuais são temporários e desaparecem sozinhos, sem causar danos permanentes. 

No entanto, outras doenças podem causar sintomas parecidos, como problemas na retina ou alterações na circulação do cérebro, sendo importante ter atenção se os sintomas forem muito intensos ou se houver perda súbita e persistente da visão. 

Nesses casos, é recomendado procurar avaliação médica para garantir que não há outra causa mais grave.

Como aliviar

Para aliviar a enxaqueca ocular é indicado:

1. Descanso em ambiente escuro e tranquilo

O principal tratamento imediato da enxaqueca ocular é parar as atividades e descansar num local calmo e escuro. 

Isso ajuda a reduzir a estimulação visual e dá tempo para que o cérebro se recupere, fazendo com que os sintomas visuais desapareçam mais rapidamente, o que geralmente acontece em poucos minutos.

Além disso, técnicas de relaxamento, como respirar profundamente e evitar stress, também podem ajudar a aliviar o desconforto geral durante o episódio.

2. Hidratação

Beber água e manter-se bem hidratado pode ajudar na recuperação, especialmente se a crise tiver sido desencadeada por desidratação ou jejum.

3. Medicação

Em casos mais frequentes ou intensos, o médico pode recomendar medicamentos específicos para enxaqueca, como:

  • Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno ou o naproxeno, ajudando a reduzir a dor e alguns sintomas associados quando tomados no início de uma crise;

  • Triptanos, como o sumatriptano ou o zolmitriptano, que são medicamentos específicos para tratar enxaquecas, sendo indicados quando as crises são de moderadas a graves;
  • Antieméticos, como a metoclopramida, em casos de náuseas ou vômitos.

Esses medicamentos devem ser usados apenas com orientação médica, pois nem todos os casos necessitam de tratamento farmacológico. Conheça outros tratamentos para enxaqueca.

Como prevenir

Uma parte importante para evitar a enxaqueca ocular é prevenir fatores que desencadeiam as crises, como falta de sono, stress, jejum prolongado, álcool e alimentos específicos. 

Por isso, deve-se:

  • Manter uma rotina regular de sono;
  • Alimentação equilibrada;
  • Melhor gestão do stress.

Entretanto, quando as crises de enxaqueca ocular são frequentes, intensas ou interferem na qualidade de vida, o médico pode recomendar um tratamento preventivo.

Este tratamento pode envolver betabloqueadores, como o propranolol, ou tratamentos mais recentes que têm como alvo o CGRP, uma substância envolvida no mecanismo da enxaqueca.

Essas medicações funcionam de forma contínua, ajudando a reduzir a sensibilidade do cérebro ao longo do tempo, para que as crises aconteçam com menos frequência e intensidade. 

Quando consultar o médico

É recomendado consultar o médico durante o primeiro episódio de enxaqueca ocular e se os sintomas mudarem, se tornarem mais intensos ou mais frequentes.

A perda súbita da visão em um olho, distúrbios persistentes ou sinais neurológicos incomuns exigem avaliação urgente para descartar uma causa vascular.

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