Entesopatia: o que é, causas e como é feito o tratamento

Revisão clínica: Marcelle Pinheiro
Fisioterapeuta
setembro 2020

Entesopatia ou entesite é a inflamação da região que liga os tendões aos ossos, a entese. Acontece com mais frequência em pessoas que possuem um ou mais tipos de artrite, como a artrite reumatóide e a artrite psoriática, que é uma inflamação nas articulações de pessoas que possuem psoríase. Entenda o que é a psoríase.

A entesite mais comum é a entesopatia calcânea, em que há o comprometimento do tendão calcâneo, mais conhecido como tendão de Aquiles, na qual a pessoa sente muita dor ao encostar o pé no chão. Além do calcanhar, outras partes do corpo podem sofrer inflamação das articulações, como joelho, costas e quadril. O diagnóstico da entesopatia é feito pelo ortopedista através da avaliação dos sintomas e, as vezes, de exames de imagem, como raio-X. 

Principais causas

A entesite pode ser causada por traumas ou lesão durante algum exercício, mas normalmente surge como consequência de alguma doença, como:

O diagnóstico da entesopatia é feito através da observação do local da lesão e avaliação dos sintomas. Caso os sintomas não sejam muito claros, o médico pode solicitar a realização de algum exame de imagem para confirmação do diagnóstico, como raio X, ultrassonografia ou ressonância magnética.

Sintomas da entesopatia

Os sintomas da entesopatia estão relacionados com a limitação do movimento da articulação atingida e podem ser:

  • Inchaço e rigidez da articulação;
  • Sensibilidade na região;
  • Dor localizada;
  • Aumento da temperatura no local.

A dor da entesopatia é variável, podendo causar apenas desconforto ou impedir a movimentação da articulação lesionada. 

Tratamento para a entesopatia

O tratamento para entesopatia é feito de acordo com a gravidade do sintomas e da lesão. Normalmente o tratamento consiste em repouso da região lesionada e uso de medicamentos com propriedades anti-inflamatórios, como aspirina e ibuprofeno, para alívio da dor. Também podem ser realizados, sob orientação do fisioterapeuta ou ortopedista, exercícios leves de alongamento com o objetivo de diminuir um pouco a pressão do local. 

A cirurgia é a última opção de tratamento considerada pelo médico e só é feita quando a lesão é grave e os sintomas não passam com o uso de medicamentos.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em setembro de 2020. Revisão clínica por Marcelle Pinheiro - Fisioterapeuta, em setembro de 2020.
Revisão clínica:
Marcelle Pinheiro
Fisioterapeuta
Formada em Fisioterapia pela UNESA em 2006 com registro profissional no CREFITO- 2 nº. 170751 - F e especialista em dermatofuncional.

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