Encefalopatia hipertensiva: o que é, sintomas e tratamento

A encefalopatia hipertensiva é uma emergência médica em que a pressão arterial muito alta afeta o funcionamento do cérebro, levando a sintomas como dor de cabeça, confusão mental, alterações da visão, náuseas, vômitos e convulsões.

Essa condição pode ocorrer quando a pressão arterial aumenta de forma muito intensa, causando alterações no fluxo sanguíneo do cérebro e favorecendo o inchaço cerebral.

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O tratamento deve ser iniciado rapidamente em ambiente hospitalar, com acompanhamento do neurologista e cardiologista, e envolve o uso de medicamentos pela veia e monitorização da pressão e do estado neurológico.

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Sintomas de encefalopatia hipertensiva

Os principais sintomas da encefalopatia hipertensiva incluem:

  • Dor de cabeça intensa;
  • Confusão mental;
  • Alterações da visão, como visão embaçada;
  • Náuseas e vômitos;
  • Agitação ou sonolência;
  • Convulsões.

Além disso, a encefalopatia hipertensiva pode levar a alterações do nível de consciência, causando desorientação ou dificuldade para responder aos estímulos, e, em casos mais graves, pode ocorrer perda de consciência.

Encefalopatia hipertensiva é grave?

A encefalopatia hipertensiva é uma emergência médica que pode causar complicações neurológicas graves quando não é tratada rapidamente, como convulsões, perda de consciência e danos permanentes ao cérebro. 

No entanto, com o tratamento adequado e o controle da pressão arterial, os sintomas podem melhorar e o risco de complicações é reduzido.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da encefalopatia hipertensiva é feito pelo cardiologista principalmente pela avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e da pressão arterial, podendo estar superior a 180/120 mmHg.

Em caso de pressão arterial muito elevada, procure o cardiologista mais próximo de você.

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Além disso, podem ser indicados exames para identificar alterações no cérebro e descartar outras causas, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética, que ajudam a detectar edema cerebral e outras alterações.

Exames de sangue e urina, além da avaliação de outros órgãos, também podem ser realizados para verificar se a pressão alta provocou lesões no organismo.

Como os sintomas podem ser semelhantes aos de um acidente vascular cerebral (AVC), infecções e outras doenças neurológicas, o diagnóstico geralmente envolve a exclusão dessas condições.

A melhora dos sintomas após o controle da pressão arterial também pode ajudar a confirmar o diagnóstico.

Possíveis causas

Entre as situações que podem provocar a encefalopatia hipertensiva estão:

  • Hipertensão arterial não controlada;
  • Suspensão ou uso inadequado de medicamentos para pressão alta;
  • Doença renal;
  • Uso de algumas drogas ou medicamentos que elevam a pressão arterial, como cocaína, anfetaminas, descongestionantes nasais, anti-inflamatórios e corticoides, por exemplo;
  • Pré-eclâmpsia e eclâmpsia durante a gestação. Veja o que é eclâmpsia;
  • Feocromocitoma, um tumor raro que pode provocar aumento intenso da pressão arterial.

A encefalopatia hipertensiva ocorre quando a pressão arterial aumenta intensamente e ultrapassa a capacidade de autorregulação do cérebro, provocando o aumento da pressão intracraniana. 

Tratamento da encefalopatia hipertensiva

O tratamento da encefalopatia hipertensiva é realizado em ambiente hospitalar, pois se trata de uma emergência médica, e inclui:

1. Medicamentos 

Geralmente, são utilizados medicamentos anti-hipertensivos administrados diretamente na veia, pois permitem um controle mais rápido e preciso da pressão arterial. 

Entre os medicamentos que podem ser utilizados estão nicardipina, clevidipina e labetalol, conforme a avaliação médica e as características de cada pessoa.

2. Monitorização hospitalar

A pressão arterial e o estado neurológico são acompanhados de perto durante o tratamento, geralmente em ambiente hospitalar com monitorização contínua. 

Além disso, a dose dos medicamentos pode ser ajustada conforme a resposta, buscando reduzir a pressão gradualmente e controlar os sintomas.

3. Tratamento da causa

Também é importante identificar e tratar o que provocou a encefalopatia hipertensiva. Assim, o tratamento pode envolver ajustes ou suspensão de medicamentos, controle de doenças renais ou tratamento de condições como pré-eclâmpsia e eclâmpsia, quando presentes.

Possíveis complicações

A encefalopatia hipertensiva, quando não é tratada rapidamente, pode causar complicações neurológicas, como:

  • Convulsões;
  • Perda de consciência;
  • Edema cerebral. Entenda o que é edema cerebral;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Alterações permanentes da visão;
  • Danos neurológicos permanentes;
  • Coma, em casos graves.

A encefalopatia hipertensiva também pode ocorrer junto a lesões em outros órgãos provocadas pela pressão arterial muito elevada, como rins, coração e vasos sanguíneos.

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