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7 principais malefícios da maconha

Os malefícios da maconha podem ocorrer quando consumida em grandes quantidades ou quando é utilizada regularmente, causando efeitos colaterais como perda da memória, comportamentos violentos ou esquizofrenia, por exemplo, devido a ação direta no cérebro das suas principais substâncias químicas, o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD).

Apesar dos efeitos colaterais da maconha, o THC e o CBD também apresentam efeitos benéficos para o corpo como relaxamento e sensação de bem estar e, por isso, são utilizados como remédio na medicina para o tratamento da esclerose múltipla, doença de Parkinson ou epilepsia, por exemplo. Veja outras indicações do uso medicinal da maconha.

7 principais malefícios da maconha

Os principais malefícios da maconha que podem ocorrer são:

1. Perda da memória

A perda da memória é um efeito colateral da maconha, principalmente da memória recente, pois o THC, se liga a receptores no hipocampo, uma área no cérebro responsável pela memória e aprendizado, interferindo no seu funcionamento e impedindo o cérebro de registrar novas memórias.

Além disso, o uso crônico da maconha também pode causar dificuldade de aprendizado ou de concentração ou de atenção.

2. Náuseas e vômitos intensos

O uso frequente e prolongado da maconha pode levar algumas pessoas a desenvolver a síndrome de hiperemese canabinoide, que ocorre devido a ação do THC no cérebro e no sistema gastrointestinal, provocando náuseas e vômitos intensos e frequentes que podem levar a uma desidratação grave, sendo necessário atendimento médico imediato. 

3. Esquizofrenia

A esquizofrenia é outro efeito colateral da maconha que acontece devido ao efeito do THC no cérebro, que provoca alterações nos neurotransmissores, como dopamina, epinefrina e norepinefrina, causando sintomas psicóticos como delírio, alucinações, paranóias, comportamentos violentos ou agressivos, por exemplo.

Alguns estudos mostram que a esquizofrenia causada pela maconha é mais comum de ocorrer em pessoas que iniciam o uso da maconha na adolescência pois é uma fase em que o cérebro ainda está em desenvolvimento. Além disso, em pessoas que já têm o diagnóstico de esquizofrenia, o uso da maconha pode piorar os sintomas e dificultar o tratamento desta doença.

4. Bronquite crônica

No momento do uso, a maconha tem um efeito dilatador dos brônquios, por relaxar os seus músculos. No entanto, a fumaça inalada pelos pulmões contém substâncias irritantes que podem causar uma intensa inflamação no sistema respiratório e causar bronquite crônica e outros problemas respiratórios como enfisema, infecções pulmonares ou câncer de pulmão.

5. Infertilidade

O uso frequente da maconha ou quando consumida em grandes quantidades, aumenta o risco de infertilidade, tanto feminina quanto masculina, por alterar os níveis de hormônios sexuais no corpo.

Nos homens, a maconha causa uma redução nos níveis de testosterona, o que diminui a produção de espermatozóides, que também podem sofrer alteração na sua motilidade e capacidade de alcançar o óvulo para que ocorra a fecundação. Além disso, o uso frequente da maconha pode diminuir o desejo sexual e causar impotência. 

Já nas mulheres, a maconha pode provocar alterações no ciclo menstrual, interferir na ovulação e diminuir a lubrificação vaginal que é importante para que os espermatozóides alcancem o óvulo, alterando a fertilidade da mulher.

6. Problemas no desenvolvimento do bebê

Alguns estudos mostram que o uso da maconha durante a gravidez pode causar problemas no desenvolvimento do bebê, principalmente no cérebro, aumentando o risco da criança ter problemas cerebrais e comportamentais ao nascer, como dificuldade de atenção, memória e menor capacidade de resolver problemas.

Além disso, o uso da maconha na gravidez aumenta o risco de parto prematuro e do bebê nascer com baixo peso.

A maconha também pode afetar o cérebro do bebê em amamentação, pois o THC pode passar para o bebê pelo leite materno.

7. Infarto

A maconha provoca efeitos imediatos no sistema cardiovascular, e que podem durar até 3 horas após seu uso, como aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, o que pode causar infarto, especialmente em pessoas mais velhas ou que tenham algum problema cardíaco. 

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Bibliografia

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