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Dependência química: o que é, como identificar e tratamento

A dependência química é definida como uma doença caracterizada pelo uso abusivo de substâncias psicoativas, ou seja, substâncias capazes de causar alterações no estado mental da pessoa, como cocaína, crack, álcool e alguns medicamentos. Essas substâncias inicialmente proporcionam sensação de prazer e de bem-estar, mas também trazem grande prejuízo para o organismo, principalmente para o sistema nervoso central, deixando a pessoa completamente dependente de doses cada vez maiores.

A dependência química é uma situação que causa prejuízos para o utilizador das substâncias, mas também para as pessoas com quem convive, umas vez que muitas vezes a pessoa deixa de frequentar o círculo social para fazer uso da substância química, o que acaba por tornar as relações mais frágeis.

É importante que os sinais indicativos de dependência química sejam identificados para que o tratamento seja iniciado. Apesar de muitas vezes a pessoa dependente não ter forças suficientes para procurar ajuda, é importante que as pessoas com quem convive tentem ajudar, sendo muitas vezes necessário o internamento em unidades de tratamento especializadas.

Dependência química: o que é, como identificar e tratamento

Como identificar os sinais de dependência química

A dependência química pode ser identificada por meio de alguns sinais e sintomas que a pessoa pode apresentar, por exemplo:

  • Muita vontade de consumir a substância, quase que forma compulsiva;
  • Dificuldade em controlar a vontade;
  • Sintomas de abstinência quando a quantidade circulante da substância é muito pouca;
  • Tolerância à substância, ou seja, quando a quantidade utilizada habitualmente passa a não fazer mais efeito, o que faz com que a pessoa aumente a quantidade consumida para que experiencie o efeitos desejados;
  • Diminuição ou abandono da participação em eventos que costumava frequentar para poder fazer uso da substância;
  • Consumo da substância mesmo possuindo consciência das suas consequências para a saúde;
  • Vontade de parar ou diminuir o uso da substância, mas não conseguir.

É considerada dependência quando a pessoa apresenta pelo menos 3 dos sinais de dependência nos últimos 12 meses, sendo esse caso classificado como leve. Quando a pessoa apresenta 4 a 5 sinais, é definido como dependência moderada, enquanto que mais de 5 sintomas classifica a dependência como grave.

Como é feito o tratamento

O tratamento para dependência química em drogas ilícitas pode ser feito com ou sem a autorização do dependente químico através do uso de medicamentos e monitoração de profissionais da saúde como médico, enfermeiro e psicólogo, da família e de amigos. Em alguns casos, principalmente nos de dependência leve, a terapia em grupo pode ser útil, pois nesse ambiente pessoas que sofrem do mesmo mal se reúnem expõem fraquezas ao mesmo tempo que apoiam uns aos outros.

Nos casos de dependência grave, é normalmente indicado o internamento da pessoa em uma clínica especializada no tratamento de dependentes químicos, pois assim é possível que a pessoa seja acompanhada de perto à medida que a quantidade das substâncias diminuem no sangue.

No caso de dependência química causada pelo uso de medicamentos como analgésicos ou remédios para dormir (dependência química de drogas lícitas), o tratamento consiste na redução da dose do medicamento sistematicamente orientada pelo médico, pois ao deixar de tomar o medicamento de forma repentina poderá haver um efeito rebote e a pessoa não conseguir deixar o vício.

Bibliografia >

  • PORTAL ABERTA. Critérios diagnósticos: CID-10 E DSM - Eixo Políticas e Fundamentos. Disponível em: <http://www.aberta.senad.gov.br/medias/original/201704/20170424-094920-001.pdf>. Acesso em 20 Dez 2019
  • CRAUSS, Renata Maria G. C.; ABAID, Josiane L. W. A dependência química e o tratamento de desintoxicação hospitalar na fala dos usuários. Contextos Clínicos, vol. 5, n. 1, janeiro-junho 2012. Vol 05. 1 ed; 62-72, 2012
  • PEREIRA, Anna Paola B. Estratégias para Abordagem da dependência química em área de abrangência da estratégia de saúde da família. Tese de especialização, 2014. Universidade Federal de Minas Gerais.
  • PRATTA, Elisângela Maria M.; SANTOS, Manoel Antônio. O Processo Saúde-Doença e a Dependência Química: Interfaces e Evolução. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Vol 25. 2 ed; 203-211, 2009
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