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7 Doenças que podem ser transmitidas pelos Gatos

Os gatos são considerados excelentes companheiros e, por isso, devem ser bem cuidados, pois quando não são devidamente tratados, podem ser reservatórios de alguns parasitas, fungos, bactérias e vírus, podendo transmitir doenças para as pessoas quando estas entram em contato com as suas fezes, saliva, urina, pelos ou através de arranhões, por exemplo. Por isso, para evitar doenças e manter a saúde do gato é importante levá-lo ao veterinário pelo menos 1 vez por ano para que seja avaliado e seja feita a vacinação e vermifugação.

Para evitar os problemas de saúde mais comuns que podem ser causados por estes animais deve-se adotar algumas estratégias, como se comprometer em cuidar bem do animal, oferecendo um local calmo e tranquilo, água limpa e ração, porque este é o alimento mais adequado e completo, e que ajuda a manter o gato livre de doenças, diminuindo assim o risco de que você e sua família sejam contaminados. Além disso, é importante ter cuidado ao limpar a caixa de areia e recolher as fezes do animal, principalmente se o gato costuma sair de casa sem supervisão ou se as vacinas não estão em dia.

7 Doenças que podem ser transmitidas pelos Gatos

As principais doenças que podem ser transmitidas pelos gatos, principalmente quando não bem cuidados, são:

1. Alergia respiratória

O pêlo dos gatos é uma das principais causas de alergia respiratória, sendo percebida através de sintomas alérgicos como espirros, inchaço das pálpebras dos olhos, problemas respiratórios e até mesmo asma em algumas pessoas. Dessa forma, é recomendado que as pessoas que possuem alergia a gatos evite o contato e não os tenha em casa.

2. Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo parasita Toxoplasma gondii que possui como hospedeiro definitivo os gatos não tratados, e intermediário as pessoas. A transmissão acontece através do contato com fezes de gatos infectados ou por meio da ingestão de oocistos do parasita presentes no solo ou areia.

Os primeiros sintomas surgem entre 10 e 20 dias, sendo os principais: dor de cabeça, aparecimento de ínguas no pescoço, manchas vermelhas pelo corpo, febre e dor muscular. Quando a gestante é contaminada durante a gravidez, é importante que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível, pois esse parasita pode atravessar a placenta e infectar o bebê, podendo provocar má-formações.

Dessa forma, é importante ter cuidado ao mexer na caixa de areia do gato, sendo recomendado usar uma luva ou pequeno saco plástico e depois jogar as fezes e os restos de urina no lixo ou no vaso sanitário, dando descarga logo a seguir. Essas medidas devem ser tomadas independente do gato estar ou não doente, pois o animal pode estar infectado sem que haja sinais.

Saiba mais sobre a toxoplasmose.

3. Micose de pele

A micose de pele é mais comum de acontecer por meio do contato da pele com gatos que vivem na rua ou estão em contato constante com outros gatos. Assim, como estão mais tempo expostos ao ambiente, há maior probabilidade de adquirir fungos e transmitir para as pessoas e causar micose.

Por isso, para evitar o desenvolvimento de micoses, que deve ser tratada com o uso de antifúngicos de acordo com a orientação médica, como o Cetoconazol, por exemplo, é importante evitar o contato com os gatos que não estejam devidamente tratados.

4. Infecção por Bartonella henselae

A Bartonella henselae é uma bactéria que pode infectar os gatos e ser transmitida para as pessoas por meio de arranhões causados por esse animal, por isso a infecção por essa bactéria recebe o nome de doença da arranhadura do gato. Após o arranhão, a bactéria entra no organismo e pode causar infecção na pele das pessoas que possuem o sistema imune comprometido devido ao uso de medicamentos, doenças ou transplantes, por exemplo. Saiba reconhecer os sintomas da doença da arranhadura do gato.

Isso raramente acontece em pessoas que estão bem de saúde, mas para se prevenir é aconselhado manter distância de gatos que costumam ser ariscos e que mordem ou arranham as pessoas. Evitar brincadeiras que o gato não gosta também é fundamental para evitar ser mordido ou arranhado pelo gato.

Além disso, para evitar o risco de transmissão, é importante manter as vacinas do gato em dia e caso tenha sido arranhado, é recomendado ir ao pronto-socorro para que se possam ser tomadas as medidas necessárias.

7 Doenças que podem ser transmitidas pelos Gatos

5. Esporotricose

A esporotricose pode ser transmitida através da mordida ou arranhadura do gato contaminado com o fungo causador da doença, o Sporothrix schenckii. O tratamento pode ser feito com o uso de antifúngicos como Tioconazol, sob orientação médica. Quando o animal tem esta doença é normal surgirem feridas que não cicatrizam na sua pele e quanto mais avançada estiver a doença mais feridas podem surgir.

Este fungo pode ser transmitido entre os gatos durante suas brigas, quando se arranham ou mordem, e a única forma de controlar esta doença é com o uso de medicamentos receitados pelo veterinário. Para que a pessoa se proteja deve manter distância dos animais feridos e se o seu gato estiver assim, deve tratá-lo usando luvas de borracha bem grossas e seguir todo o tratamento indicado pelo veterinário, para salvar a vida do animal.

Se a pessoa for arranhada ou mordida deve ir ao médico para que ele indique o tratamento adequado. Entenda como é feito o tratamento da Esporotricose.

6. Síndrome da Larva migrans visceral

A síndrome da larva migrans visceral, também chamada de toxocaríase visceral, é uma doença infecciosa causada pelo parasita Toxocara cati que pode ser frequentemente encontrado nos animais domésticos. A transmissão para as pessoas acontece por meio da ingestão ou contato com ovos desse parasita presentes nas fezes do gato contaminado.

Como o Toxocara cati é pouco adaptado ao organismo humano, o parasita se desloca para vários locais do corpo, podendo atingir intestino, fígado, coração ou pulmões, causando uma série de complicações na pessoa. Saiba reconhecer os sintomas de larva migrans visceral.

Dessa forma, é importante que o gato seja desparasitado periodicamente e a recolha das fezes seja feita de forma correta: as fezes devem ser colhidas com ajuda de um saco plástico, jogadas no vaso sanitário ou ensacadas e jogadas no lixo.

7. Ancilostomíase

A ancilostomíase é uma doença causada pelo parasita Ancilostoma duodenale ou Necator americanus que penetra a pele da pessoa e pode causar hemorragia no fígado, tosse, febre, anemia, perda de apetite e fadiga na pessoa.

Para se proteger, a pessoa deve evitar andar descalço em casa e no quintal onde o gato tem acesso e pode fazer suas necessidades. Além disso, o mais seguro é dar remédio de vermes para o animal e que ele tenha um cesto com areia própria para que possa fazer xixi e cocô sempre no mesmo lugar e de forma mais higiênica.

Além destes cuidados, também é preciso que o animal seja vacinado e que vá ao veterinário pelo menos 1 vez por ano para que seja avaliada sua saúde para garantir a vida saudável do gatinho e de toda a família.

Como evitar estas doenças

Algumas dicas para evitar a contaminação com doenças transmitidas pelos gatos são:

  • Levar o gato ao veterinário com regularidade, para que ele possa ser vacinado e receba o tratamento adequado;
  • Lavar as mãos com água e sabão sempre após tocar ou brincar com o gato;
  • Ter cuidado ao manipular as fezes do gato, utilizando luvas ou um saco plástico para pegar nelas e depois levá-las ao lixo devidamente ensacadas ou jogar no vaso sanitário;
  • Trocar a areia do gato regularmente;
  • Lavar muito bem os locais onde o gato tem o hábito de ficar.

Apesar dos banhos nos gatos não ser frequentemente recomendado pelos veterinários, é importante manter esses animais devidamente limpos, principalmente se possuem o hábito de sair para a rua, já que podem entrar em contato com microrganismos responsáveis por doenças e que podem ser transmitidos para as pessoas.

Bibliografia >

  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Toxoplasmose. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/833/toxoplasmose>. Acesso em 09 Jul 2019
  • DE SOUZA, Guenael F. Doença da arranhadura do gato: relato de caso. Rev Med Minas Gerais. Vol 21. 1 ed; 75-78, 2011
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