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Toxocaríase: o que é, principais sintomas, tratamento e como evitar

A toxocaríase é uma parasitose causada pelo parasita Toxocara sp., que pode habitar o intestino delgado de gatos e cachorros e chegar no organismo humano por meio do contato com fezes contaminadas por fezes de cães e gatos infectados, podendo resultar em dor abdominal, febre ou diminuição da visão, por exemplo.

As pessoas são denominadas hospedeiros acidentais, já que habitualmente esse parasita não está adaptado ao organismo humano, apenas dos animais domésticos, por exemplo. Por isso, quando as pessoas entram em contato acidentalmente com o Toxocara sp., as larvas conseguem se dirigir para vários locais do corpo, causando sintomas e algumas síndromes, como:

  • Síndrome da Larva migrans visceral ou toxocaríase visceral, em que o parasita migra para as vísceras, onde pode atingir a vida adulta e resulta em sintomatologia diversa;
  • Síndrome da Larva migrans ocular ou toxocaríase ocular, em que o parasita migra para o globo ocular.

A toxocaríase humana é mais comum em crianças que brincam no chão, na terra ou na areia, por exemplo, mas também pode acontecer em adultos que tiveram contato com o mesmo ambiente. O tratamento varia de acordo com os sintomas apresentados, podendo ser recomendado o uso de antiparasitários ou uso de colírios com corticoides, no caso da toxocaríase ocular, por exemplo.

Larva de Toxocara canis
Larva de Toxocara canis

Principais sintomas

Os sintomas da toxocaríase nas pessoas surge após a ingestão acidental de ovos infectantes de Toxocara sp. presentes em areia, terra e chão, por exemplo. As larvas presentes nesses ovos se desenvolvem no intestino das pessoas e dirigem-se para diversos tecidos, causando os sintomas.

No caso da toxocaríase visceral, as larvas podem atingir fígado, coração, pulmões, cérebro ou músculos, por exemplo, sendo os principais sintomas:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Tosse persistente;
  • Chiado e dificuldade para respirar;
  • Dor abdominal;
  • Aumento do fígado, também chamado de hepatomegalia;
  • Hipereosinofilia, que corresponde ao aumento na quantidade de eosinófilos no sangue;
  • Manifestações cutâneas, como prurido, eczema e vasculite.

Já no caso da toxocaríase ocular, os sintomas surgem quando as larvas atingem o globo ocular, havendo vermelhidão do olho, dor ou coceira no olho, manchas brancas na pupila, fotofobia, visão turva e diminuição da visão, por exemplo.

Além disso, o surgimento dos sintomas também podem variar de acordo com a quantidade de parasitas no organismo e sistema imunológico da pessoa. Assim, quando existem suspeitas de infecção por toxocaríase é recomendado consultar o clínico geral, no caso do adulto, ou o pediatra, no caso da criança, para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento.

O diagnóstico da toxocaríase humana é difícil, pois normalmente só é confirmado depois da identificação da larva por meio da biópsia do tecido, já que esse parasita normalmente não é encontrado nas fezes. No entanto, é possível detectar a presença de anticorpos contra o parasita na corrente sanguínea do paciente por meio de exames imunológicos e sorológicos, podendo ser muito útil no diagnóstico.

Como é feito o tratamento 

O tratamento para toxocaríase humana deve ser orientado pelo clínico geral ou por um pediatra, e depende dos sintomas apresentados pela pessoa. No caso da toxocaríase visceral, o tratamento indicado pelo médico é com antiparasitários, como Albendazol, Tiabendazol ou Mebendazol 2 vezes por dia durante 5 dias ou de acordo com a recomendação médica. 

Já no caso da toxocaríase ocular, o resultado do tratamento com antiparasitários ainda não é muito bem comprovado, sendo mais recomendado que o oftalmologista indique o uso de colírios com corticoides para tratar os sintomas e evitar a progressão da doença levando ao desenvolvimento de lesões permanentes no olho.

Como evitar a toxocaríase

Para evitar a infecção pelo Toxocara sp., o Ministério da Saúde recomenda que os animais domésticos sejam levados periodicamente ao veterinário para que seja tratado contra as parasitoses e ter cuidado quanto à eliminação das fezes dos animais e o ambiente que ele frequenta.

É recomendado lavar bem as mãos após estar em contato com animais domésticos, evitar que as crianças brinquem em locais onde existam animais domésticos e lavar bem o local bem que o animal habita, pelo menos 1 vez por semana.

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