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Dermatite esfoliativa: o que é, sintomas e como tratar

Dermatologista
janeiro 2023
  1. Sintomas
  2. Causas
  3. Tratamento
  4. Complicações

​A dermatite esfoliativa é uma inflamação grave na pele que provoca o surgimento de descamação e vermelhidão em grandes áreas do corpo, como peito, braços, pés ou pernas, por exemplo, podendo causar dificuldade do corpo manter a temperatura e reter a umidade da pele, o que pode resultar em desidratação.

A causa mais comum da dermatite esfoliativa, que também é chamada de eritrodermia, é a exacerbação de outros problemas crônicos de pele, como psoríase ou eczema, mas também pode surgir devido ao uso de remédios antibióticos, anticonvulsivantes ou barbitúricos, ou até por câncer, como o linfoma cutâneo de células T, por exemplo.

A dermatite esfoliativa é uma emergência médica e o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível com internamento hospitalar para aplicação de antibióticos e soro na veia, uso de remédios para controlar a temperatura corporal e de hidratantes ou corticoides tópicos, indicados pelo dermatologista.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas da dermatite esfoliativa

Os principais sintomas da dermatite esfoliativa são:

  • Manchas vermelhas brilhantes na pele, que podem se unir e formar placas;
  • Descamação intensa na pele;
  • Escamas brancas ou amareladas na pele;
  • Lesões com formação de crostas na pele;
  • Sensação de pele repuxada, devido ao espessamento e inchaço da pele;
  • Dor ou coceira na pele;
  • Perda da superfície da pele;
  • Febre acima de 38º C;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos ou ínguas;
  • Mal estar generalizado;
  • Sensação de frio ou calafrios devido à perda de calor pela pele;
  • Perda dos pêlos no local da pele afetada;
  • Unhas secas, quebradiças, que podem cair.

A dermatite esfoliativa é uma doença grave que deixa o corpo vulnerável a infecções, pois a pele, que é o tecido que protege o corpo dos agentes agressores, encontra-se comprometida. Assim, os microrganismos podem facilmente atravessá-la e chegar aos tecidos mais internos do corpo, gerando infecções oportunistas.

Assim, quando existe suspeita de dermatite esfoliativa é recomendado ir ao pronto-socorro para avaliar o problema e iniciar o tratamento adequado, evitando o surgimento de complicações como infecções da pele, infecção generalizada e, até, parada cardíaca.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da dermatite esfoliativa é feito pelo dermatologista ou clínico geral, no hospital, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e de uso de medicamentos, além do exame físico, avaliando as características da pele, sendo geralmente suficiente para confirmar o diagnóstico.

No entanto, o médico pode solicitar exames de sangue como hemograma completo, níveis de eletrólitos e proteínas, exame de imunofluorescência direta para avaliar a presença de anticorpos.

Além disso, o médico também pode pedir uma biópsia de pele, para ajudar a identificar a causa da dermatite esfoliativa, e descartar outras doenças que podem ter sintomas semelhantes, como acantose nigricans, complicações agudas da sarcoidose ou penfigoide bolhoso, por exemplo. Saiba como é feita a biópsia de pele.

Possíveis causas

A causa exata da dermatite esfoliativa não é totalmente conhecida, no entanto, acredita-se que algumas situações podem levar a um rápida renovação das células da pele, provocando sua descamação e surgimentos dos outros sintomas.

Algumas condições podem aumentar o risco de desenvolvimento da dermatite esfoliativa, como:

  • Doenças congênitas, como ictiose;
  • Eczema;
  • Psoríase;
  • Dermatite seborreica;
  • Dermatite atópica;
  • Pitiríase rubra papilar;
  • Linfoma cutâneo de células T;
  • Lúpus cutâneo;
  • Penfigoide bolhoso ou foliáceo;
  • Queratose actínica;
  • Uso de remédios, como antibióticos, anticonvulsivantes ou barbitúricos.

A dermatite esfoliativa pode atingir 90% da pele do corpo, sendo considerada uma emergência médica, devendo ser avaliada pelo dermatologista ou clínico geral no hospital, para identificar sua causa e iniciar o tratamento de forma rápida para evitar complicações graves que podem colocar a vida em risco.

Como é feito o tratamento

O tratamento da dermatite esfoliativa deve ser feito pelo dermatologista ou clínico geral, o mais rápido possível no hospital com internamento hospitalar, e, por isso, é importante ir ao pronto-socorro assim que surgem os primeiros sintomas.

Assim, o médico deve indicar o tratamento com:

  • Aplicação de soro e eletrólitos diretamente na veia, para evitar desidratação;
  • Antibióticos na veia, para combater infecções que possam se estar desenvolvendo nos locais de descamação da pele;
  • Pomadas de corticoides, como betametasona ou dexametasona, para aliviar a inflamação e a coceira;
  • Cremes emolientes, para hidratar a pele e diminuir a descamação da pele;
  • Anti-histamínicos orais, para ajuda a reduzir a coceira da pele;
  • Evitar tomar banhos muito quentes, dando preferência para banhos com chuveiro de água fria;
  • Fazer uma alimentação rica em proteínas, como carne de frango, ovo ou peixe, por exemplo, pois a dermatite causa perda de proteínas;
  • Uso de cobertores térmicos, para manter o corpo aquecido.

Além disso, para tratar as feridas, além dos corticoides tópicos e cremes hidratantes, o médico pode recomendar banhos mornos e a realização de curativos úmidos.

Nos casos em que é possível identificar a causa específica da dermatite esfoliativa, o médico poderá ainda indicar outro tratamento mais adequado. Assim, caso o problema esteja sendo causado pelo uso de um medicamento, esse remédio deve ser interrompido e substituído por outro, por exemplo.

Os sinais de melhora da dermatite esfoliativa surgem cerca de 2 dias após o inicio do tratamento e incluem alivio da coceira, diminuição da temperatura corporal e redução da descamação da pele.

Possíveis complicações

A dermatite esfoliativa pode causar algumas complicações que surgem quando o tratamento não é feito de forma adequada no hospital e incluem feridas na pele, aumento da temperatura corporal, dificuldade para movimentar os membros afetados ou queimação na pele, por exemplo, especialmente provocados pela infecção das camadas de pele.

Além disso, quando não tratada a dermatite esfoliativa pode causar desidratação grave, desequilíbrio de eletrólitos no sangue, deficiência de proteínas, insuficiência cardíaca, pneumonia, infecção generalizada e, até, parada cardíaca.

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Atualizado e revisto clinicamente por Dr. Leonardo Rotolo Araújo - Dermatologista, em janeiro de 2023.

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Revisão clínica:
Dr. Leonardo Rotolo Araújo
Dermatologista
Dermatologista, graduado pela Unisul, com CRM-RJ 100411-5 e membro da SBD e SBCD. Coordenador da Dermatologia do Hospital Caxias D'Or.