Transmissão do herpes genital: como se pega (e como evitar)

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
abril 2022

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível, e por isso, na maioria dos casos é transmitido através da relação sexual desprotegida, não sendo necessário que exista penetração. Porém, em alguns casos, também pode ser transmitido através da boca ou mãos, por exemplo, que tenham estado em contato direto com as feridas causadas pelo vírus.

Além disso, embora seja raro, a transmissão do vírus do herpes pode também acontecer mesmo quando não existem sintomas da doença como bolhas ou coceira, quando acontece contato íntimo sem camisinha com uma pessoa que tem o vírus. Caso a pessoa saiba que tem herpes ou caso o seu parceiro seja portador de herpes genital, deve falar com o médico, para que possam ser definidas estratégias para evitar passar a doença para o parceiro.

A herpes genital é uma doença infecciosa causada por vírus e que pode levar ao aparecimento de bolhas ou úlceras com líquido presente nos genitais, coxas ou ânus, que causam dor, ardência, desconforto e coceira. Conheça outros sintomas de herpes genital.

Como se pega herpes genital

As principais vias de transmissão do herpes genital são:

  1. Relação sexual desprotegida, ou seja, sem camisinha;
  2. Contado direto com o líquido presente nas feridas do herpes ou úlceras presentes na região genital;
  3. Contato com secreção vaginal, peniana ou oral de uma pessoa infectada pelo vírus do herpes;
  4. Durante ou após o parto, caso a mulher apresente lesões de herpes que não foram devidamente tratadas.

A transmissão por meio de vaso sanitário, banheira, piscinas e toalhas úmidas é considerada pouco provável.

Como evitar pegar herpes genital

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível que pode ser facilmente adquirida, porém existem alguns cuidados que podem evitar pegar a doença, como:

  • Usar sempre camisinha em todos os contatos íntimos;
  • Evitar o contato com fluidos da vagina ou do pênis de pessoas portadoras do vírus;
  • Evitar o contato sexual caso o parceiro tenha coceira, vermelhidão ou feridas com liquido nos genitais, coxas ou ânus;
  • Evitar praticar sexo oral, principalmente quando o parceiro apresenta sintomas de herpes labial, como vermelhidão ou bolhas em redor da boca ou do nariz, pois embora o herpes labial e genital possam ser de diferentes tipos, podem passar de uma região para a outra;
  • Evitar compartilhar produtos de higiene, como sabonete ou esponjas de banho, quando o parceiro estiver com vermelhidão ou feridas com liquido na região dos genitais, coxas ou ânus.

Estas medidas ajudam a reduzir as chances de pegar o vírus da herpes e outros agentes infecciosos sexualmente transmissíveis.

O que fazer em caso de suspeita

Caso sejam notados sinais ou sintomas indicativos de herpes genital, como bolhas e feridas na região genital, que coçam, doem e ardem, é importante consultar um urologista ou ginecologista, para fazer exames e confirmar (ou descartar) a infecção.

Caso seja confirmada a infecção por herpes, deve-se seguir o tratamento de acordo com a orientação do médico, sendo importante que a pessoa e o/a parceiro/a o realizem o tratamento, mesmo que um deles não tenha sinais ou sintomas aparentes. O tratamento normalmente envolve o uso de remédios antivirais, como o aciclovir ou o valaciclovir. Confira mais detalhes do tratamento para herpes genital.

No caso da mulher grávida, é importante que seja acompanhada pelo obstetra para que seja possível diminuir as chances do vírus chegar ao bebê durante a gestação. Veja mais sobre o herpes genital na gravidez.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em abril de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • PENELLO, Angelo M. et al. Herpes Genital. J bras Doenças Sex Transm. Vol.22(2). 64-72, 2010
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Herpes Simples. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/985/herpes-simples>. Acesso em 28 jun 2019
Mostrar bibliografia completa
  • DIVE - DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. Herpes Genital. Disponível em: <http://www.dive.sc.gov.br/index.php/d-a/item/herpes-genital>. Acesso em 28 jun 2019
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.