Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.
O que você precisa saber?

Leptina: o que é, porque pode estar alta e o que fazer

​A leptina é um hormônio produzido pelas células de gordura, que age diretamente no cérebro e que tem como principais funções controlar o apetite, reduzir a ingestão de alimentos e regular o gasto energético, permitindo manter o peso corporal.

Em situações normais, quando o corpo possui muitas células de gordura, ocorre um aumento da produção de leptina, que envia ao cérebro a mensagem de que é preciso diminuir a ingestão de alimentos, de forma a controlar o peso. Por isso, quando a leptina aumenta, existe diminuição do apetite e a pessoa acaba comendo menos. 

No entanto, em algumas pessoas a ação da leptina pode estar alterada, o que faz com que, mesmo que se tenha muita gordura acumulada, o corpo não responda à leptina e, por isso, não acontece uma regulação do apetite e pessoa continua tendo muito apetite e dificulta, o que dificulta o emagrecimento.

Assim, saber como melhorar a ação da leptina pode ser uma boa estratégia para conseguir emagrecer de vez e para sempre.

Leptina: o que é, porque pode estar alta e o que fazer

Valores normais de leptina

Os valores normais de leptina dependem do sexo, do índice de massa corporal e da idade:

  • Mulheres com IMC de 18 a 25: 4,7 a 23,7 ng/mL;
  • Mulheres com IMC maior que 30: 8,0 a 38,9 ng/mL;
  • Homens com IMC de 18 a 25: 0,3 a 13,4 ng/mL;
  • Homens com IMC maior que 30: o valor normal de leptina é 1,8 a 19,9 ng/mL;
  • Crianças e jovens de 5 a 9 anos: 0,6 a 16,8 ng/mL;
  • Crianças e jovens de 10 a 13 anos: 1,4 a 16,5 ng/mL;
  • Crianças e jovens de 14 a 17 anos: 0,6 a 24,9 ng/mL.

Os valores de leptina também podem variar de acordo com o estado de saúde e podem estar aumentados por influência de substâncias inflamatórias ou de hormônios como insulina ou cortisol, por exemplo.

Já outros fatores podem diminuir os níveis de leptina como perder de peso, fazer jejum prolongado, fumar ou a influência de hormônios como os da tireóide ou o hormônio do crescimento.

Como avaliar os níveis de leptina

Os níveis de leptina são avaliados através de exames que deve ser solicitado pelo médico ou pelo nutricionista e é feito através da coleta de sangue.

Para fazer o exame, deve-se fazer um jejum de 12 horas, no entanto, alguns laboratórios, dependendo do método utilizado, solicitam apenas 4 horas de jejum. Por isso, deve-se verificar no laboratório as recomendações de jejum antes de fazer o exame.

Leptina: o que é, porque pode estar alta e o que fazer

O que significa ter leptina alta

A leptina alta, conhecida cientificamente como hiperleptinemia, geralmente ocorre em casos de obesidade, pois como se tem muitas células de gordura, a produção de leptina está sempre aumentada, quando isso acontece, o cérebro passa a considerar a leptina alta como sendo normal e sua ação de regular a fome deixa de ser eficaz. Esta situação é conhecida como resistência à leptina.

Além disso, a ingestão de alimentos como produtos industrializados, processados, enlatados, ricos em gordura ou açúcar, por exemplo, podem causar uma inflamação nas células, o que também contribui para a resistência à leptina.

Esta resistência leva a um aumento da fome e à redução da queima de gordura pelo corpo, dificultando o emagrecimento.

Relação entre a leptina e o emagrecimento

A leptina tem sido referida como o hormônio da saciedade, isso porque esse hormônio, quando produzido pelas células de gordura e o cérebro entende o sinal da leptina para reduzir o apetite e aumentar a queima de gordura, o emagrecimento ocorre de forma mais fácil.

No entanto, quando ocorre produção exagerada de leptina, o cérebro deixa de entender o sinal para parar de comer e age de forma contrária, aumentando a fome, dificultando o emagrecimento ou aumentando o peso corporal, sendo este mecanismo característico da resistência à leptina. 

Alguns estudos científicos têm sido realizados para tentar melhorar a comunicação entre as células de gordura que produzem leptina e o cérebro para que a leptina possa ser utilizada de forma eficiente, favorecendo o emagrecimento de pessoas obesas. No entanto, ainda são necessários mais estudos.

Leptina: o que é, porque pode estar alta e o que fazer

O que fazer quando a leptina está alta

Algumas formas simples de reduzir e normalizar os níveis de leptina alta e reduzir a resistência a esse hormônio, contribuindo para a perda de peso são:

1. Emagrecer de forma lenta

Quando há uma perda de peso repentina, os níveis de leptina diminuem também de forma rápida e o cérebro entende que está passando por uma fase de restrição de alimentos, e desta forma estimula o apetite. Esse é um dos principais motivos para desistir da dieta, pois há um aumento da fome, e maior dificuldade de manter o peso perdido. Assim, ao emagrecer de forma lenta, os níveis de leptina reduzem de forma gradual além de agir corretamente e controle do apetite fica mais fácil.

2. Evitar alimentos que causam resistência à leptina

Alguns alimentos como açúcar, doces, comidas muito engorduradas, produtos enlatados e processados podem causar uma inflamação nas células e levar à resistência à leptina. Além disso, esses alimentos aumentam o risco de desenvolver diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade. 

3. Seguir uma dieta saudável

Ao fazer uma dieta saudável, o corpo recebe todos os nutrientes necessários, o que causa uma tendência natural de diminuição do apetite. Veja como fazer uma dieta saudável.

4. Fazer atividade física

As atividades físicas ajudam a reduzir a resistência à leptina, ajudando na sua ação de controlar o apetite e aumentar a queima de gorduras. Para emagrecimento saudável, o recomendado é fazer 20 a 30 minutos de caminhada todos os dias, junto com uma dieta saudável. É importante, fazer uma avaliação médica antes de iniciar a atividade física e, principalmente para obesos, deve-se ter acompanhamento de um educador físico para evitar esforço exagerados e risco de lesões que podem desestimular a perda de peso.

5. Dormir bem

Alguns estudos mostram que não dormir de 8 a 9 horas de sono, pode reduzir os níveis de leptina e causar aumento do apetite. Além disso, o cansaço e o estresse de não dormir o suficiente, aumentam os níveis do hormônio cortisol, dificultando a perda de peso. 

Veja no vídeo a seguir como a leptina pode ser regulada durante o sono para emagrecer.

 

Alguns estudos científicos com suplementos de leptina mostram que os vários nutrientes do suplemento ajudam a melhorar a sensibilidade à leptina e promover a saciedade. No entanto, ainda são necessários estudos que comprovem a eficácia desses suplementos. Confira os melhores suplementos para ajudar a emagrecer

Da mesma forma, estudos com o jejum intermitente em ratos demonstraram redução dos níveis de leptina, no entanto, a eficácia do jejum intermitente ainda é controverso em humanos, sendo necessários mais estudos. 

Qual a diferença entre leptina e grelina

Tanto a leptina como a grelina são hormônios que agem regulando o apetite. No entanto, a grelina, ao contrário da leptina, aumenta o apetite.

A grelina é produzida pelas células do estômago e age diretamente no cérebro, sendo que a sua produção depende do estado nutricional. Geralmente, os níveis de grelina são mais altos quando o estômago está vazio, o que estimula a produção de grelina que sinaliza ao cérebro que é preciso comer. A grelina também tem os níveis mais altos em casos de desnutrição como anorexia e caquexia, por exemplo.

Os níveis de grelina são mais baixos após as refeições e, especialmente, na obesidade. Alguns estudos mostram que os níveis elevados de leptina influenciam na produção da grelina, reduzindo a quantidade de grelina produzida.

Bibliografia >

  • CHO, Yongin; et al. The Effectiveness of Intermittent Fasting to Reduce Body Mass Index and Glucose Metabolism: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Clin Med. 8. 10; 1-11, 2019
  • CHAUSSE, Brun; et al. Intermittent Fasting Induces Hypothalamic Modifications Resulting in Low Feeding Efficiency, Low Body Mass and Overeating. Endocrinology. 155. 7; 2456-2466, 2014
  • ZENG, Wenwen; et al. Sympathetic Neuro-adipose Connections Mediate Leptin-Driven Lipolysis. Cell. 163. 1; P84-94, 2015
  • FARR, Olivia M.; et al. Leptin applications in 2015: What have we learned about leptin and obesity?. Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes. 22. 5; 353–359, 2015
  • ROMERO, Carla Eduarda Machado; ZANESCO, Angelina. O papel dos hormônios leptina e grelina na gênese da obesidade. Revista de Nutrição. 19. 1; 85-91, 2006
  • NEGRÃO, André B.; LICÍNIO, Julio. Leptina: o Diálogo entre Adipócitos e Neurônios. Arq Bras Endocrinol Metab vol.44 no.3 São Paulo June 2000. 44. 3; 205-214, 2000
  • FREITAS, Priscila Aparecida Correa; et al. Relação entre leptina, obesidade e exercício físico. Revista do Hospital de Clinicas de Porto Alegre. 33. 3/4; 238-247, 2013
  • JÚNIOR, José Donato; PEDROSA, Rogerio Graça; TIRAPEGUI, Julio. Aspectos atuais da regulação do peso corporal: ação da leptina no desequilíbrio energético. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. 40. 3; 273-287, 2004
  • KLOK, M. D.; et al. The role of leptin and ghrelin in the regulation of food intake and body weight in humans: a review. Obesity reviews. 8. 21–34, 2007
  • FERREIRA, Ana Catarina Moutinho. Obesidade e papel da Leptina e Grelina na sua patogénese - possíveis implicações futuras na terapêutica. Tese de Mestrado em Medicina, 2008. Universidade da Beira Interior, Portugal.
Esta informação foi útil?   
Sim  /  Não

Ficou alguma dúvida. Deixe aqui a sua questão para que possamos melhorar o nosso texto:

Atenção! Só poderemos responder diretamente se deixar o seu email.
Irá receber um email com um link que deverá aceder para confirmar que o email lhe pertence.
Mais sobre este assunto:

Publicidade
Carregando
...
Fechar Simbolo de finalizado

Pode perguntar

Fechar
É hora de acabar com todas as suas dúvidas!
Erro
Erro
Erro
Marque a caixa de verificação acima.
Enviar Mensagem