Como aumentar as plaquetas (alimentos, remédios e mais)

Atualizado em janeiro 2024

Algumas formas de aumentar as plaquetas no sangue são aumentar o consumo de alimentos ricos em vitamina C e B12, ácido fólico ou ferro, ou usar corticoides, tirar o baço ou fazer transfusão de plaquetas, por exemplo.

As plaquetas baixas podem ser causadas deficiências nutricionais, uso de anticoagulantes, doenças autoimunes ou alterações na medula óssea, por exemplo, e aumentar o risco de sangramentos ou hemorragias.

Leia também: Plaquetas: o que são, funções e valores de referência tuasaude.com/funcao-das-plaquetas

Assim, a melhor forma de aumentar as plaquetas é fazer o tratamento indicado pelo hematologista, pois varia de acordo com sua causa.

Imagem ilustrativa número 1

Valor normal de plaquetas

O valor normal de plaquetas no sangue é entre 150.000 e 450.000/ mm³ de sangue, sendo que valores abaixo de 150.000/mm³ de sangue indicam plaquetas baixa.

Insira o resultado do seu exame na calculadora abaixo para saber se as plaquetas estão baixas:

Erro
Erro
Erro
Mínimo admitido, pode alterar para o valor do seu laboratório
Erro
Máximo admitido, pode alterar para o valor do seu laboratório
Erro

É importante que o resultado seja avaliado pelo médico, que deve levar em consideração os outros resultados do hemograma e o resultado de outros exames que possam ter sido solicitados.

6 formas de aumentar as plaquetas

Algumas formas de aumentar as plaquetas no sangue são:

1. Alimentos que aumentam as plaquetas

A alimentação equilibrada e rica em ácido fólico, vitamina C e B12 ou ferro podem favorecer a produção de plaquetas, principalmente quando as plaquetas baixas são causadas por deficiências nutricionais ou anemias.

Esses nutrientes podem ser encontrados em alimentos, como:

  • Ácido fólico: espinafre ou feijão preto cozidos, levedo de cerveja, fígado de boi ou de frango grelhado; 
  • Vitamina B12: fígado de boi, ovo, ostras cruas, mexilhão cozido e sardinhas grelhadas; 
  • Ferro: carne de boi ou de frango, peixe e frutos do mar;  
  • Vitamina C: laranja, tangerina, abacaxi, limão, morango, melão, mamão, manga, kiwi, brócolis, tomate e melancia. 

Além disso, deve-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas, pois pode diminuir a função das plaquetas.

Para ter o benefício desses alimentos para aumentar as plaquetas no sangue, é importante que o consumo seja feito com orientação do nutricionista ou hematologista, de forma individualizada.

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2. Suplementos alimentares

Outra forma de aumentar as plaquetas no sangue é através do uso de suplementos alimentares contendo ferro, vitamina B12, ácido fólico ou vitamina C.

Isto porque a deficiência de ácido fólico ou vitamina B12 podem levar à diminuição da produção de plaquetas, glóbulos vermelhos e brancos no sangue.

Além disso, o ferro é importante para a produção de células sanguíneas, especialmente no caso da anemia ferropriva, e a vitamina C ajuda a aumentar a absorção de ferro da alimentação. 

Esses suplementos devem ser usados com orientação do hematologista, nas doses e pelo tempo de tratamento recomendado pelo médico.

Leia também: Falta de Vitamina B12: sintomas, causas (e tratamento) tuasaude.com/sintomas-da-falta-de-vitamina-b12

3. Uso de remédios

Alguns remédios podem ser indicados pelo médico para o tratamento de doenças autoimunes que podem levar a destruição das plaquetas e sua diminuição no sangue, como a púrpura trombocitopênica imune ou síndrome hemolítica-urêmica.

Os principais remédios que podem ser indicados nesses casos são:

  • Corticoides;
  • Imunossupressores;
  • Anticorpos monoclonais;
  • Imunoglobulinas.

Outros remédios que podem ser indicados pelo médico são o eltrombopague olamina ou o romiplostim que são específicos para aumentar as plaquetas.

Além disso, no caso das plaquetas baixas terem sido causadas pelo uso da heparina, o médico pode suspender o seu uso e indicar o uso de outros anticoagulantes, como rivaroxabana, apixabana ou antitrombina, por exemplo.

Já no caso das plaquetas baixas terem sido causadas por câncer na medula óssea, o oncologista pode indicar o tratamento com quimioterapia ou até transplante de medula óssea. Saiba como é feito o transplante de medula óssea.

Leia também: Plaquetas baixas: sintomas, o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/plaquetas-baixas

4. Transfusão de plaquetas

A transfusão de plaquetas pode ser indicada pelo hematologista quando as plaquetas estão muito baixas, abaixo de 20.000 células/mm³ de sangue, existe sangramento grave ou quando existe um risco aumentado de hemorragias ou sangramento.

Esse tipo de tratamento é feito em hospitais ou hemocentros e dura cerca de 30 minutos a 1 hora.

Leia também: Transfusão de sangue: o que é, quando é necessária e como é feita tuasaude.com/em-que-situacoes-e-indicada-a-transfusao-de-sangue

5. Troca de plasma

 A troca de plasma é um tratamento que filtra o sangue retirando anticorpos ou outros componentes do sangue que podem estar causando distúrbios na coagulação sanguínea.

Geralmente, esse tipo de tratamento, chamado plasmaférese, é indicado nos casos de púrpura trombocitopênica trombótica ou síndrome hemolítica-urêmica, por exemplo. Entenda melhor o que é plasmaférese e como é feita.

6. Retirada do baço

A retirada do baço pode ser indicada pelo médico nos casos de doenças que causam no aumento do baço ou sua congestão, como a cirrose, por exemplo.

Isto porque em condições normais cerca de um terço da as plaquetas ficam armazenadas no baço e quando esse órgão está aumentado, a quantidade de plaquetas depositadas no baço aumentam, o que diminui as plaquetas no sangue, aumentando o risco de hemorragias.

Leia também: Baço: o que é, principais funções e onde fica tuasaude.com/baco