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Cloasma gravídico: o que é, por que aparece e tratamento

Maio 2021

O cloasma, também conhecido como cloasma gravídico, corresponde a manchas escuras que surgem na pele durante a gravidez, principalmente na testa, no lábio superior e no nariz, e está relacionado com as alterações hormonais típicas da gestação, no entanto o seu aparecimento também pode ser favorecido pela exposição da pele ao sol sem a devida proteção, por exemplo.

O cloasma gravídico normalmente desaparece alguns meses após o parto sem que seja necessário qualquer tratamento, porém o dermatologista pode recomendar o uso de alguns cremes durante e após a gravidez para evitar o surgimento do cloasma, atenuar ou promover o desaparecimento de forma mais rápida.

Cloasma gravídico: o que é, por que aparece e tratamento

Por que aparece

O cloasma gravídico é uma alteração típica da gravidez e que acontece principalmente devido às alterações hormonais que acontecem nesse período, como por exemplo o aumento da concentração de estrogênio circulante no sangue, já que esse hormônio é capaz de estimular o hormônio melanócito estimulante, que atua diretamente nas células produtoras de melanina, levando ao aparecimento das manchas, incluindo a linha nigra, que é uma linha escura que pode surgir na barriga das gestantes. Veja mais sobre a linha nigra.

Essas manchas são mais evidentes em mulheres que se expõem de forma regular ao sol sem a devida proteção, como por exemplo bonés, chapéus ou viseiras, óculos de sol e protetor solar, principalmente, isso porque os raios solares também podem estimular a produção desse hormônio e, assim, favorecer também o surgimento do cloasma.

Qual a diferença entre o cloasma e o melasma?

Tanto o cloasma quanto o melasma podem ser caracterizados por manchas escuras que surgem na pele, principalmente no rosto, no entanto o cloasma é um tipo de melasma que surgem apenas durante a gravidez. De forma geral, o melasma pode surgir em pessoas que fazem uso de anticoncepcionais, que possuem predisposição genética ou alterações vasculares, por exemplo. Conheça mais sobre o melasma.

Como identificar o cloasma gravídico

O cloasma gravídico surge entre o primeiro e segundo trimestre de gestação e pode ser identificado como uma mancha escura e com bordas e pigmentação irregular que surgem com maior frequência na testa, bochecha, nariz e lábio superior.

Em algumas mulheres, as manchas tendem a ficar mais evidentes quando existe exposição solar, o que também pode fazer com que essas manchas fiquem mais escuras.

Como é o tratamento

Apesar do cloasma gravídico desaparecer naturalmente alguns meses após o parto, é recomendado que a mulher seja acompanhado pelo dermatologista, pois o médico poderá indicar formas de diminuir o risco do desenvolvimento do cloasma e de clarear as manchas, podendo ser recomendado o uso de protetor solar, hidratantes naturais e cremes com ácido azeláico e/ou ácido salicílico em baixas concentrações.

Após o parto, caso não haja melhora do cloasma, o dermatologista pode indicar, após o período de amamentação o uso de alguns cremes ou loções para clareamento que podem conter hidroquinona ou retinoides, que devem ser aplicadas diretamente na mancha de acordo com a recomendação do médico, sendo também orientado evitar a exposição ao sol para não provocar mais manchas.

Além disso, depois do período de amamentação, o médico pode recomendar a realização de alguns procedimentos estéticos que também podem promover a eliminação das manchas, como peeling, tratamento a laser e microdermoabrasão, por exemplo.

Veja no vídeo a seguir mais dicas sobre o que fazer para eliminar as manchas do rosto:

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Bibliografia

  • PURIM, Kátia Sheylla M.; AVELAR, Maria Fernanda S. Fotoproteção, melasma e qualidade de vida em gestantes. Rev Bras Ginecol Obstet. Vol 34. 5 ed; 228-234, 2012
  • URASAKI, Maristela B. M. Alterações fisiológicas da pele percebidas por gestantes assistidas em serviços públicos de saúde. Acta Paul Enferm. Vol 23. 4 ed; 519-525, 2010
  • FERNANDES, Lana B.; MENDONÇA, Carolina R.; AMARAL, Waldemar N. Alterações dermatológicas na gravidez: revisão da literatura. FEMINA. Vol 42. 2 ed; 2014
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