A cinta pós-parto é recomendada para proporcionar mais conforto e segurança para a mulher se movimentar nas atividades do dia a dia, principalmente depois de uma cesárea, além de reduzir o inchaço e conferir uma melhor postura ao corpo.
Antes de usar qualquer cinta ou faixa pós-parto, é importante conversar com o médico e decidir a sua necessidade, pois em alguns casos não usar a cinta pode levar a formação de um seroma, que é o acúmulo de líquido no local da cesárea. Saiba mais sobre o seroma.
A cinta pós-parto pode ser usada imediatamente após o parto natural ou cesárea, durante todo o dia e noite, sem necessidade de retirá-la para dormir. Entretanto, a recomendação é de que seja usada por um período máximo de 3 meses porque a partir dessa fase a mulher já pode praticar exercícios para fortalecer os músculos abdominais, e o uso da cinta poderá prejudicar o fortalecimento dessa musculatura.
Como usar
A cinta pós parto deve ser usada logo após o parto, imediatamente após o nascimento do bebê, para garantir suporte abdominal e facilitar a recuperação da mulher.
O tempo de uso varia de mulher para mulher e conforme a recomendação médica, podendo ser no mínimo 1 mês após o parto e no máximo 3 meses.
De forma geral, o uso nas primeiras 48 horas é indicado para controlar a dor e favorecer a mobilidade da mulher, principalmente em caso de parto cesárea. Posteriormente, pode-se usar a cinta durante o dia, durante as atividades, e/ ou de forma contínua de acordo com o conforto e tolerância da mulher.
No entanto, no caso de parto normal, o uso da cinta não é recomendado diariamente, já que não aliviar a dor e nem a necessidade de analgésicos.
O que pode acontecer se a cinta não for usada após a cesárea?
Caso a cinta não seja utilizada após a cesárea, a mulher pode sentir uma dor mais intensa no local da incisão, o que pode aumentar a necessidade de analgésicos, diminuir a mobilidade e aumentar o risco de complicações, como coágulos ou problemas respiratórios.
Além disso, a dor intensa pode interferir na amamentação, o vínculo com o bebê e o estado de ânimo após o parto.
Leia também: Recuperação da cesárea: resguardo e 10 dicas para recuperar em casa tuasaude.com/recuperacao-pos-cesareaBenefícios da cinta
O uso da cinta pós-parto não é obrigatório, mas tem algumas vantagens como:
1. Reduz as dores no pós parto
A cinta faz uma distribuição da pressão por todo o abdômen, tornando a dor mais tolerável. Além disso, diminui o atrito e a tensão da ferida, permitindo que a mulher se movimente com menos desconforto durante os primeiros dias.
2. Diminui a necessidade de medicamentos
Ao controlar melhor a dor, a cinta pós parto pode diminuir a necessidade de analgésicos e opioides, o que ajuda a prevenir efeitos secundários como náuseas, sonolência, cansaço excessivo ou prisão de ventre.
3. Melhora a mobilidade e a recuperação física
A cinta oferece suporte direto aos músculos abdominais, permitindo que a mulher se sente, levante e caminhe com mais facilidade. A cinta também ajuda a prevenir complicações relacionadas à falta de mobilidade, como trombose e alterações respiratórias.
4. Melhora a cicatrização
A compressão realizada pela cinta aumenta o fluxo sanguíneo na região abdominal, diminuindo a inflamação e acelerando a reparação dos tecidos. Também ajuda a prevenir o acúmulo de líquidos, hematomas e aparecimento de hérnia na incisão.
5. Ajuda na prevenção da diástase abdominal
A diástase abdominal pode acontecer quando os músculos da barriga se separam durante a gravidez à medida que a barriga aumenta e permanecem separados após o nascimento do bebê. A cinta pós-parto pode acelerar a recuperação da diástase pela compressão feita na musculatura do abdômen.
Leia também: Diástase abdominal: o que é, sintomas, causas e tratamento (com exercícios) tuasaude.com/diastase-abdominal6. Dá mais segurança e confiança à mulher
O suporte constante da cinta proporciona à mulher a sensação de segurança e confiança, diminuindo a angústia pós-operatória. Além disso, favorece o conforto geral, melhora a qualidade do sono, diminui a fadiga e permite que a mulher se movimente sem medo.
Tipos de cinta mais adequados
Antes de escolher qual cinta comprar é aconselhado vestir modelos diferentes para saber qual a mais confortável para cada caso. Geralmente as mais confortáveis são aquelas que permitem ir soltando a cinta por partes, para não precisar tirar tudo sempre, o que facilita muito nas idas ao banheiro.
O tamanho da cinta a usar varia de acordo com a estrutura física da mulher. No entanto, é importante que ela seja confortável e que não aperte muito a barriga. O ideal é ir à loja para experimentar e escolher uma que seja confortável e não prejudique a respiração, nem faça a mulher se sentir incomodada depois de comer. Uma boa dica é colocar a cinta, sentar e comer uma fruta ou algum biscoito para ver como se sente.
Além disso, não deve usar cintas muito apertadas com a intenção de afinar a cintura, pois estas na verdade impedem a contração natural dos músculos do abdômen e acabam provocando fraqueza e flacidez abdominal. Veja as indicações para usar a cinta modeladora para afinar a cintura.
Independente do modelo escolhido, a recomendação é de que a cinta seja lavada à mão para não danificar a elasticidade e a capacidade de compressão da cinta.
1. Cinta sem pernas de cintura alta
A cinta sem perna de cintura alta é uma cinta pequena que se assemelha à uma calcinha de cintura alta podendo chegar até o umbigo ou na altura dos seios. Geralmente, possuem abertura lateral para facilitar vesti-la e abertura no fundo com colchetes para facilitar as idas ao banheiro.
Vantagem: este modelo tem a vantagem de ser pequeno e fácil de colocar e tirar.
Desvantagem: mulheres com coxa mais grossa podem sentir desconforto por apertar essa região.
2. Cinta com busto para amamentação
A cinta com busto para amamentação é um modelo que pode ser semelhante a um maiô ou um macaquinho com pernas, com abertura na região dos seios para facilitar a amamentação e no fundo para idas ao banheiro.
Vantagem: esta cinta não fica descendo ou enrolando como pode acontecer com outros modelos.
Desvantagem: para trocar o sutiã, tem que tirar a cinta toda, sendo também necessário lavá-la frequentemente.
3. Cinta com pernas e colchetes
A cinta com pernas e colchetes pode chegar até o umbigo ou na altura abaixo das mamas e na região acima ou abaixo dos joelhos. Este modelo possui abertura lateral de colchetes e abertura no fundo, facilitando sua utilização.
Vantagem: este modelo tem a vantagem de ser mais confortável para mulheres com coxas mais grossas e quadril mais largo, pois não aperta nem marca a região.
Desvantagem: a desvantagem deste modelo é ser mais quente e, em cidades em que as temperaturas são mais altas, pode causar desconforto, além disso, para mulheres que tem retenção de líquidos a cinta pode marcar as pernas, sendo neste caso aconselhado o uso da cinta com pernas abaixo dos joelhos.
4. Cinta com velcro
A cinta com velcro é semelhante a uma faixa espessa ajustável ao corpo que envolve todo o abdômen.
Vantagem: esta cinta por possuir maior elasticidade, permite melhor adaptação ao corpo, sem apertar muito e o velcro confere maior praticidade e facilita sua utilização. Além disso, é mais higiênica por não possuir a parte da calcinha com abertura e nem o sutiã.