9 principais causas de infarto (e o que fazer)

Revisão médica: Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista
agosto 2022

O infarto geralmente é causado por doenças como aterosclerose e hipertensão arterial não controlada, que podem prejudicar a chegada de sangue até o coração e/ou aumentar o seu esforço para bombear o sangue para o corpo.

Além disso, alguns medicamentos, como triptanos e quimioterápicos, principalmente quando não utilizados conforme a orientação médica, e drogas ilícitas como a cocaína também podem afetar o coração e causar infarto. No entanto, independente da causa, a adoção de medidas como uma alimentação mais saudável e prática regular de atividade física podem ajudar a diminuir o seu risco.

Em caso de suspeita de doenças que podem causar infarto, é importante consultar um médico para uma avaliação. No entanto, em caso de sintomas sugestivos de infarto, como dor no peito ou falta de ar, é recomendado procurar uma emergência. Veja como identificar os sintomas de infarto e o seu tratamento.

As principais causas de infarto são:

1. Aterosclerose

A aterosclerose é a principal causa de infarto e é provocada especialmente pelo consumo excessivo de alimentos ricos em gordura e colesterol, o que favorece a formação de placas de gordura dentro das artérias. Caso essas placas estejam localizadas no coração, podem prejudicar o fluxo sanguíneo, causando sintomas, como dor no peito e falta de ar, e até um infarto. Conheça as principais causas de aterosclerose.

O que fazer: em caso de suspeita de aterosclerose, é importante consultar um clínico geral ou cardiologista para uma avaliação, uma vez que o tratamento pode envolver medicamentos como estatinas, para o controle do colesterol, anti-hipertensivos, em caso de pressão alta, ou cirurgia, para restabelecer o fluxo de sangue.

2. Pressão alta

Quando a pressão arterial está muito elevada, o coração precisa trabalhar excessivamente para bombear o sangue pelos vasos. Além disso, os vasos estão mais contraídos, o que aumenta o risco de danos nas suas paredes e favorece a formação de coágulos. Quando o coração trabalha em excesso ou esses coágulos se formam nas artérias do coração, podem provocar um infarto. Veja quais são os sintomas e como tratar a pressão alta.

O que fazer: se houver suspeita de hipertensão arterial, é importante consultar um clínico geral ou cardiologista, porque o tratamento geralmente também envolve medicamentos como anti-hipertensivos e diuréticos. No entanto, caso a pressão arterial esteja muito elevada e cause sintomas como dor de cabeça, sonolência ou dor no peito, é recomendado procurar uma emergência para uma avaliação.

3. Diabetes

A diabetes quando não controlada pode danificar a parede dos vasos, devido ao excesso de glicose, e acelerar o desenvolvimento de aterosclerose, aumentando o risco de infarto. Além disso, pessoas com diabetes pouco controlada geralmente têm hábitos pouco saudáveis, como alimentação não balanceada e falta de exercícios físicos. Veja o que é a diabetes e como identificar os sintomas.

O que fazer: em caso de suspeita de diabetes, é importante procurar um clínico geral ou endocrinologista para uma avaliação, uma vez que as complicações da diabetes, como infarto e neuropatia diabética, podem ser evitadas com o tratamento apropriado.

4. Obesidade

A obesidade aumenta o risco de doenças cardiovasculares, isso porque é uma doença caracterizada pelo sedentarismo e consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar e gordura, o que favorece o desenvolvimento de diversas doenças como diabetes, colesterol alto e hipertensão, aumentando o risco de infarto. Saiba mais sobre as complicações da obesidade e como se proteger.

O que fazer: adotar medidas para perder peso também são uma parte importante do tratamento. No entanto, em caso de obesidade é possível consultar um endocrinologista para uma avaliação e iniciar o tratamento mais apropriado. Além disso, o acompanhamento por um nutricionista também pode ajudar.

5. Tabagismo

O uso frequente e constante do cigarro pode levar à inflamação da parede dos vasos sanguíneos e consequente enrijecimento, o que faz com que o coração trabalhe mais, aumentando o risco de infarto, além de outras complicações como AVC, trombose e aneurisma. 

O cigarro promove ainda uma maior absorção do colesterol e, assim, estimula a produção de novas placas de gordura, favorecendo a aterosclerose, que aumenta o risco de infarto. Veja outras doenças causadas pelo cigarro.

O que fazer: para evitar o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares como AVC e trombose, é recomendado parar de fumar. Além disso, caso haja dificuldade em abandonar o hábito, é possível buscar a ajuda de um médico ou psiquiatra.

6. Uso de drogas e álcool

O uso de drogas ilícitas, como cocaína e maconha, e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas podem aumentar o risco de infarto por causarem aumento da pressão arterial. Além disso, drogas como a cocaína podem provocar a contração das artérias que levam sangue para o coração, prejudicando a passagem do sangue, podendo causar infarto em alguns casos. Veja quais são os efeitos do álcool no organismo.

O que fazer: é recomendado não utilizar drogas ilícitas e evitar o consumo excessivo de álcool, porque além do risco de infarto, outras doenças como cirrose e hipertensão arterial podem se desenvolver. Além disso, é possível buscar a ajuda de um psiquiatra em caso de dificuldade de parar o uso dessas substâncias.

7. Arritmias

As arritmias, quando causam aumento excessivo dos batimentos cardíacos, além de aumentar o trabalho do coração podem prejudicar a chegada de sangue até este órgão, causando sintomas, como dor no peito e falta de ar, e até mesmo provocar um infarto.

O que fazer: em caso de suspeita de arritmias é importante consultar um clínico geral ou cardiologista para uma avaliação e início do tratamento apropriado. No entanto, caso sintomas como dor no peito e falta de ar ocorram, é recomendado procurar uma emergência.

8. Uso de medicamentos

O uso de alguns medicamentos como os triptanos, geralmente utilizados para tratar enxaqueca, antibióticos e quimioterápicos, podem ter como efeitos colaterais raros sobre a contração das artérias coronárias, diminuindo a chegada do sangue para o coração. Além disso, outros medicamentos podem também ser tóxicos para o coração, danificando as suas células e aumentando o risco de infarto. 

O que fazer: antes de usar qualquer medicamento, é importante sempre consultar um médico e realizar o tratamento conforme a sua orientação para evitar que efeitos colaterais graves ocorram.

9. Embolia

A embolia geralmente é causada por coágulos que se formam dentro dos vasos ou coração e pode ser provocada por doenças como cardiopatias, doenças das válvulas cardíacas e algumas arritmias como a fibrilação atrial. Os coágulos formados podem obstruir uma das artérias que levam sangue para o coração causando um infarto. Veja as principais causas de doenças das válvulas cardíacas e seus sintomas.

O que fazer: em caso de doenças que aumentem o risco de formar coágulos nos vasos ou coração, como fibrilação atrial ou doenças das válvulas cardíacas, é importante consultar um clínico geral ou cardiologista para uma avaliação e início do tratamento apropriado, que geralmente envolve o uso de anticoagulantes.

Como diminuir o risco de infarto

Para diminuir o risco de infarto é recomendado:

  • Ter uma alimentação saudável;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Parar de fumar;
  • Perder peso em caso de sobrepeso ou obesidade;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Não fazer uso de drogas ilícitas, como cocaína ou maconha;
  • Usar medicamentos somente com orientação médica.

Além disso, é importante tratar doenças como hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto conforme as orientações do médico.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em agosto de 2022. Revisão médica por Drª. Ana Luiza Lima - Cardiologista, em abril de 2016.

Bibliografia

  • KOLODGIE, Frank D. et al. Embolic Myocardial Infarction as a Consequence of Atrial Fibrillation. Ciruclation. Vol.132. 223-226, 2015
  • STATPEARLS. Myocardial Infarction. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK537076/>. Acesso em 12 ago 2022
Mostrar bibliografia completa
  • CUI, Jing et al. Type 2 Diabetes and Myocardial Infarction: Recent Clinical Evidence and Perspective. Front Cardiovasc Med. Vol.8. 2021
  • KAMECZURA, Tomasz et al. Myocardial infarction caused by pharmacological substances – case description and literature review. Postepy Kardiol Interwencyjnej. Vol.9, n.3. 250–255, 2013
  • STATPEARLS. Diabetes Mellitus. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK551501/>. Acesso em 12 ago 2022
  • STATPEARLS. Atherosclerosis. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK507799/>. Acesso em 12 ago 2022
  • STATPEARLS. Hypertensive Emergency. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK470371/>. Acesso em 12 ago 2022
Revisão médica:
Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista
Médica Cardiologista, formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional nº CRM/PE – 16886. 

Tuasaude no Youtube

  • O que comer para EVITAR INFARTO

    04:31 | 77741 visualizações