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Balantidiose: o que é, sintomas e como é feito tratamento

A balantidiose é uma doença infecciosa causada pelo parasita Balantidium coli, que geralmente habita o intestino de porcos, mas que por meio do consumo de água ou alimentos contaminados pela fezes dos porcos, o homem pode ser infectado.

Normalmente a infecção pelo Balantidium coli não causa sintomas, porém quando o parasita consegue penetrar a mucosa intestinal, pode causar diarreia, náuseas, vômitos e, em casos mais graves, hemorragia abdominal, o que pode ser fatal.

É importante que o diagnóstico seja feito assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de balantidiose, para que o tratamento com antimicrobianos seja iniciado e, assim, seja possível prevenir as complicações.

Balantidiose: o que é, sintomas e como é feito tratamento

Principais sintomas

A maioria dos casos de infecção por Balantidium coli são assintomáticos, sendo as pessoas consideradas reservatórios do parasita. No entanto, quando o parasita consegue penetrar na mucosa intestinal, pode causar alguns sintomas, como por exemplo:

  • Diarreia ou disenteria;
  • Dor abdominal;
  • Perda de peso;
  • Náusea e vômitos;
  • Formação de úlceras;
  • Febre.

Em casos mais graves, o Balantidium coli pode comprometer a mucosa intestinal e levar à perfuração e hemorragia do intestino, o que pode ser fatal. Além disso, como é capaz de produzir uma enzima conhecida como hialuronidase, esse parasita pode aumentar a lesão inicial e causar necrose local, por exemplo.

Como os sintomas da balantidiose são semelhantes aos da amebíase, o diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, como o exame de fezes, em que são procurados cistos na fezes formadas, o que é mais raro, e trofozoítos, que normalmente estão presentes em fezes diarreicas. Veja como é feito o exame de fezes.

Como acontece a transmissão

A balantidiose é transmitida por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados por cisto de Balantidium coli, que normalmente são encontrados em suínos. Assim, o contato próximo entre suínos e humanos, higiene inadequada nos criadouros de porcos e tratamento inadequado de água e dos dejetos humanos são fatores de risco para a infecção por esse parasita.

A forma infectante do Balantidium coli é o cisto, que é pequeno, esférico ou levemente oval e possui parede lisa. Os seres humanos adquirem os cistos normalmente por meio do consumo de água ou alimentos contaminados. O cisto ingerido não consegue penetrar a mucosa intestinal, por isso, quando há lesão no intestino, a entrada do parasita no intestino pode ser facilitada. O cisto se desenvolve a trofozoíto, que é uma estrutura um pouco maior e constituída por cílios, e que se reproduzir por divisão binária ou por conjugação.

Os trofozoítos podem se replicar dentro das lesões, aumentando as lesões iniciais e levando até mesmo à formação de úlceras e de necrose local. O resultado da reprodução dos trofozoítos são os cistos, que são liberados nas fezes.

Como é feito o tratamento

O tratamento da balantidiose é feito com o uso de antibióticos que possuem atividade contra protozoários, como o Metronidazol e a Tetraciclina, que devem ser usados de acordo com a orientação do médico. É importante realizar o tratamento contra esse parasita para evitar possíveis complicações, como desidratação e hemorragia abdominal, por exemplo, o que pode ser fatal.

A melhor forma de prevenir a balantidiose é por meio da melhora da higiene das pessoas que têm contato frequente com suínos, melhora das condições de criação dos porcos, de modo que suas fezes não sejam disseminadas, e melhora das condições sanitárias para evitar que as fezes dos porcos cheguem ao abastecimento de água de uso das pessoas. Confira algumas medidas para prevenir as verminoses.

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Bibliografia

  • NEVES, David P. Parasitologia Humana. 12 ed. Atheneu, 199-200.
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