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Adderall: o que é, para que serve e efeitos colaterais

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
janeiro 2023

O Adderall é um remédio estimulante do sistema nervoso central que tem na sua composição dextroanfetamina e anfetamina. Este medicamento é muito usado em outros países para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e da narcolepsia, mas seu uso não é aprovado pela Anvisa, e por isso não pode ser comercializado no Brasil.

O uso desta substância é altamente controlado, pois tem um alto potencial de abuso e vício, só devendo ser usado por indicação médica e não exclui a necessidade de outras terapias.

Este remédio atua diretamente no sistema nervoso central, aumentando os níveis de atividade cerebral e, por esse motivo, vem sendo utilizado de forma ilegal por estudantes a fim de melhorar seu desempenho nas provas.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O Adderall é um estimulante do sistema nervoso central, indicado para o tratamento da narcolepsia e do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Como tomar

A forma de uso do Adderall varia de acordo com sua apresentação, que pode ser de liberação imediata ou prolongada, e de sua dose, que variam de acordo com a gravidade dos sintomas de TDAH ou de narcolepsia, e da idade da pessoa.

No caso do Adderall de liberação imediata, pode ser prescrito 2 a 3 vezes ao dia. Já no caso dos comprimidos de liberação prolongada (Adderall XR), o médico pode indicar seu uso apenas 1 vez ao dia, geralmente de manhã. As doses do Adderall devem ser indicadas pelo médico de forma individualizada.

É importante evitar consumir Adderall à noite porque pode dificultar o sono, manter a pessoa acordada e causar outros sintomas.

Possíveis efeitos colaterais

Uma vez que o Adderall pertence ao grupo das anfetaminas, é normal a pessoa ficar acordada e concentrada por mais tempo.

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns incluem:

  • Efeitos cardíacos: palpitações, taquicardia, elevação da pressão arterial e morte súbita;
  • Efeitos no sistema nervoso central: hiperestimulação, inquietação, ansiedade, nervosismo, irritabilidade, euforia, disforia, depressão, tremores, tiques, tontura, agressividade, raiva e falar com muitas palavras e de forma desordenada;
  • Efeitos gastrointestinais: boca seca, gosto desagradável na boca, dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia e/ou prisão de ventre.

Além disso, também pode ocorrer visão turva, distúrbios da libido, diminuição do apetite, perda de peso, dificuldade para dormir, insônia, impotência e infecções do trato urinário.

O Adderall também pode causar reações alérgicas graves ou anafilaxia que requerem atenção médica imediata. Nesse caso, o tratamento deve ser interrompido e você deve ir ao pronto-socorro mais próximo, principalmente se sintomas como dificuldade para respirar, tosse, dor no peito, inchaço na boca, língua ou face, sensação de garganta fechada ou se houver urticária. Veja como identificar todos os sintomas de uma reação anafilática.

Como identificar uma overdose de Adderall

O Adderall quando tomado a longo prazo pode causar dependência que por sua vez pode levar a uma overdose. As manifestações de uma overdose de anfetaminas incluem inquietação, alucinações, estados de pânico, confusão, agressividade, pele pálida, respiração rápida, tremores, sudorese excessiva, aumento da pressão arterial, náuseas, vômitos, diarréia, convulsões e coma.

Quem não deve usar

O Adderall é contraindicado em pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, com arteriosclerose avançada, doenças cardiovasculares, hipertensão moderada a severa, hipertireoidismo, glaucoma, estados de agitação e história de abuso de drogas.

Também não é recomendado em grávidas, lactantes e crianças com menos de 6 anos de idade.

Além disso, o médico deve ser informado acerca de qualquer medicamento que a pessoa esteja a tomar.

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em janeiro de 2023.

Bibliografia

  • FDA. Adderall. Disponível em: <https://www.accessdata.fda.gov/drugsatfda_docs/label/2017/011522s043lbl.pdf>. Acesso em 29 dez 2022
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.