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Alergia á gelatina: sintomas e o que fazer

Agosto 2020

A alergia à gelatina pode acontecer por uma sensibilidade hereditária, que causa um tipo de reação exagerada do sistema imune contra uma substância chamada alfa-gal, que dá a consistência característica, ou contra corantes responsáveis por dar a cor de determinadas frutas.

Os sinais e sintomas de alergia à gelatina são mais comuns em pessoas que já possuem outras alergias e podem surgir logo na primeira vez que esse alimento é ingerido. Os mais comuns incluem:

  • Pele pálida e com bolinhas;
  • Coceira pelo corpo;
  • Tontura;
  • Pressão baixa;
  • Formigamento na boca;
  • Nariz pingando;
  • Diarreia;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Dificuldade para respirar.

Pessoas com alergia à gelatina por sensibilidade a alfa-gal costumam também ser alérgicas a carnes, de boi, porco e carneiro. Já nos casos em que a alergia é pela presença de corantes, os sintomas podem se manifestar também após a ingestão de outros alimentos que possuam o corante alérgeno, como bala de goma por exemplo.

Desta forma, caso se suspeite de alergia à gelatina, é recomendado suspender o consumo do alimento e procurar um clínico geral ou um alergologista para que possa ser feito o diagnóstico para diferenciação da causa e iniciado o tratamento adequado. 

Alergia á gelatina: sintomas e o que fazer

Como confirmar o diagnóstico 

O diagnóstico da alergia à gelatina normalmente é feito por teste de contato cutâneo, chamado Prick, que consiste em deixar a substância possivelmente alérgena em contato com a pele para verificar o aparecimento dos sintomas. Veja como o teste Prick é feito.

Caso os sintomas não se manifestem, poderá ser indicado o teste intradérmico, em que será feita uma pequena diluição das substâncias e em seguida, injetada embaixo da pele. 

Após o resultado de qual a substância presente na gelatina está causando o processo alérgico, a pessoa será orientada sobre como deverá ser a alimentação, pois esta substância também pode estar presente em outros alimentos e produtos. 

O que fazer em caso de alergia à gelatina

No caso de algum sintoma alérgico após comer gelatina, ou algum produto industrializado que tem corante ou gelatina na receita, é indicado procurar o pronto socorro imediatamente para evitar complicações a saúde, como difusidade de respirar. 

A reação alérgica á gelatina pode ser grave, causando asfixia, impedindo que o ar chegue aos pulmões e este sintoma só pode ser tratado com uso de medicamentos aplicados diretamente na veia, dentro de um hospital.

Por isso, para evitar crises de alergia à gelatina é recomendado não consumir gelatina, nem sobremesas que possam ser preparadas com gelatina.

Bebês podem comer gelatina?

A gelatina só pode ser fornecida aos bebês após o 1° ano de vida, sendo recomendada apenas o consumo ocasional e em pequena quantidade, pois mesmo que a criança não seja alérgica, a gelatina ainda é um produto industrializado, e para os primeiros anos de vida o consumo livre deve ser apenas de produtos naturais. 

Além disso, os pais devem se certificar que o bebê não possui alergia a corantes e nem a alfa-gal, substâncias presentes nas gelatinas convencionais. Caso o bebê seja alérgico a alfa-gal, o consumo de gelatina é contraindicado e pode trazer riscos á vida da criança, no entanto se a alergia for a corantes, o ideal é optar por gelatinas sem essa substância.

Receita de gelatina sem corante

Para as pessoas alérgicas aos corantes presentes nas gelatinas convencionais, uma opção é usar o suco de frutas natural para adicionar sabor e cor.

Ingredientes:

  • 1 pacote de gelatina sem sabor em pó;
  • 20 mL de água fervente;
  • 2 copos de suco de fruta natural.

Modo de preparo:

Diluir a gelatina na água fervente e deixar esfriar, em seguida misturar o suco de fruta com a gelatina sem sabor e levar á geladeira por 2 horas. 

Bibliografia >

  • ABAI. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Disponível em: <http://aaai-asbai.org.br/detalhe_artigo.asp?id=744>. Acesso em 28 Ago 2020
  • NIH. The relationship between red meat allergy and sensitization to gelatin and galactose-alpha-1,3-galactose. 2012. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3340561/>. Acesso em 28 Ago 2020
  • NIH. Bovine and Porcine Gelatin Sensitivity in Milk and Meat-Sensitized Children. 2009. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2784137/>. Acesso em 28 Ago 2020
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